O seu maior erro!

Sob o ponto de vista da evolução, as regiões mais interiores do cérebro são aquelas mais antigas, que se formaram primeiro. Elas são responsáveis por uma série de rotinas automáticas que polvilham seu dia, muitas das vezes sem você perceber. Escovar os dentes é um exemplo dessas rotinas que executamos “sem pensar”.


Já a parte superior do cérebro foi a última a se formar e está relacionada à nossa capacidade analítica.


Quando repetimos, inúmeras vezes, uma determinada tarefa utilizando as regiões superiores, o cérebro internaliza esse comportamento e o aloca nas regiões inferiores. É uma forma de economizar energia, pois imagine se tivéssemos que analisar minuciosamente cada pequeno procedimento que envolve as tarefas simples do cotidiano. Seria um grande desgaste viver assim.


No entanto, essa região mais primitiva não está destinada apenas a tarefas pequenas. Todo comportamento que exige um grau de automação é executado por essa parte do cérebro. Voar um helicóptero, por exemplo, demanda uma série de pequenos movimentos coordenados para decolar e pousar a aeronave. Outro exemplo. Um atleta de futebol não analisa cada drible que faz. É uma reação automática do cérebro.


Quando você tenta analisar aquilo que você precisa apenas fazer é como se o Neymar entregasse o controle dos seus dribles a um cientista esportivo. A parte superior do cérebro sabe analisar, mas não sabe cumprir.


Esse é o seu maior erro.


Quando chega o momento do seu estudo e você começa a analisar se vai ou não passar, se o que está estudando é certo ou suficiente, é como se você tentasse driblar utilizando o cientista. O correto aqui seria confiar na parte inferior do seu cérebro e ir imediatamente para escrivaninha “sem pensar”.


As minhas melhores performances de voo durante o curso de pilotos foram aquelas em que confiei nos meus instintos e deixei a parte de baixo do cérebro trabalhar. Já os meus piores rendimentos foram aqueles em que eu decidi analisar, durante o voo, se iria me sair bem naquele dia.


Toda vez que você tenta analisar aquilo que você necessita apenas cumprir, você não tem um bom rendimento na atividade proposta.


Quando um determinado edital é publicado e você não está se preparando para o mesmo, a parte de cima do seu cérebro começa a analisar as alternativas disponíveis para você desempenhar bem aquela tarefa. O certo aqui seria você apenas cumprir os critérios estabelecidos por você durante a fase de planejamento.


O que mais pode ser feito?


O jogador de futebol tem ciúmes do cientista e vice-versa. Para agradar a ambos, basta reservar um período para atender as duas entidades. Faça sala tanto para o jogador de futebol quanto para o cientista. Ou seja, reserve um momento para pensar, que seja diferente do momento de estudar. A hora do estudo não deve ser utilizada para traçar planos ou duvidar de sua capacidade. Faça isso em outro momento.


Entender como esses mecanismos mentais funcionam e utilizar isso a seu favor é uma forma de se frustrar menos e dar cabimento aos seus projetos.


Abs!


Prof. Igor Oliveira Coach

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