O animal satisfeito dorme!

Olá amigo e amiga!


Você já reparou no que os animais selvagens fazem quando estão com a barriga cheia , e satisfeitos?


Eles dormem por um bom tempo! Alguns hibernam por meses!


Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”.


Essa frase se aplica aos concurseiros de plantão! Serve para alertar para o risco de cairmos na monotonia dos estudos. Principalmente se estivermos estudando para um concurso a longo prazo, e se os nossos resultados estiverem muito bons no momento, com percentuais altos de acertos, e com o conteúdo quase todo vencido.


O filósofo Mario Sergio Cortella ressalta que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.


A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.

Isso pode ser aplicado perfeitamente a nossa rotina de concurseiro.


Não se acomode com o que você tem hoje! Se você alcançou o que queria e o que acha razoável, tente mais! Foque em concursos com matérias parecidas! Aumente a sua meta! Dê aulas para amigos! Mova-se!!!


Quando chegamos ao ponto em que dizemos para nós mesmos: estou muito satisfeito(a) comigo mesmo, é assustador.


O que se quer dizer com isso? Que você não tem mais o que melhorar? Que você já está aprovado no concurso vindouro? Que o ponto atual é o seu limite e, portanto, sua possibilidade? Que não se pode esperar nada mais de você? Que está bom como está?


Essa situação prega muitas peças! Quantas vezes você quase gabaritou uma prova ao estudar e pensou consigo mesmo: CARAMBA, EU SOU FERA DEMAIS!! VOU DESTRUIR ESSE CONCURSO!!!


Essa situação é apavorante e pode tirar os seus pés do chão em um momento ainda não perceptível para isso!


Como minha mãe sempre dizia, e conselho de mãe é para ser ouvido: deixe a cabeça chegar às nuvens, mas nunca deixe os pés saírem do chão!!!


Sonhe, motive-se, mas saiba que a realidade é dura e o esforço deve ser contínuo, inteligente, e, sobretudo, humilde!


Nunca ache que você atingiu o seu máximo! Sempre temos o que melhorar e o que aprender!


Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?


Assim deve ser com os estudos! Sempre temos que ter a sensação de que falta algo a mais! De que estamos próximos, mas que o ponto final ainda não chegou! Ele vai chegar! Concurso é fila?! Alguns furam essa fila, outros não, mas se você manter o seu ritmo, a sua disciplina, você vai ser aprovado!


As palavras de Mario Cortella podem ser aplicadas ao nosso caso: nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.

É nisso que você tem que prestar atenção!


Não começamos a estudar para concursos sabendo de tudo! O nosso aprendizado vem com o tempo, com dedicação, com horas de estudos, e com o passar do tempo vemos a nossa evolução, até chegarmos a um ponto em que temos que certeza que seremos aprovados!