Entrevista com Aprovado - Patrícia Santos

Aprovada em 3º lugar p/ Técnico Área 2 - Segurança Institucional Bacen


Carioca, casada e fotojornalista há 21 anos, Patrícia Santos é uma das mais novas servidoras públicas do Banco Central (Bacen). Já com as malas prontas para Brasília, ela conta sua maior motivação para engrenar nos estudos e conquistar uma vaga no serviço público. É uma história interessante, pois a paixão e disciplina pelo esporte, segundo ela, foram fatores determinantes para alcançar essa vitória. “Eu buscava lembrar do triathlon: quando você está treinando e chega à exaustão, seu corpo ainda pode aguentar mais 30% de sacrifício”, afirma Patrícia. Como boa atleta e concurseira determinada, essa história não vai parar por aqui. Patrícia ainda vai tentar a polícia legislativa da Câmara dos Deputados. Estudando a pouco menos de um ano, e já aprovada em 3º lugar para a área de segurança do Bacen, você ainda tem dúvidas de que ela possa conseguir chegar lá? Confira abaixo a história da Patrícia: Ponto dos Concursos - Patrícia, ser aprovada em 3º lugar para o cargo de segurança institucional do Bacen no Distrito Federal não é fácil. O que te motivou a estudar para esse concurso? Patrícia Santos - A crise no jornalismo, que, apesar de não ter me afetado, me deixou preocupada com meu futuro. A estabilidade no serviço público federal também é bastante atraente, assim como os salários. Ponto dos Concursos - Como você se preparou para esse concurso? Qual era a sua metodologia? Patrícia - Eu usei toda a minha experiência adquirida no esporte. Preparei-me com antecedência. Lembro que assim que eu fiz a prova do TRT-RJ (janeiro de 2013), dei uma descansada durante o meu aniversário, e logo depois comecei a estudar para o Bacen (fevereiro de 2013), apesar do concurso não estar autorizado. Foi fundamental pegar o edital passado e começar o estudo com muito foco, disciplina e, sobretudo, renúncia. Digo isso porque acho fundamental abrir mão de certas coisas que podem tirar o nosso ritmo de estudos: noitadas, festas, viagens, feriados, etc. Um cronograma de estudos bem organizado deve ser seguido sempre pelo candidato. A maior dificuldade está dentro de nós mesmos. Como diz o SUN TZU: “Vencer a ti mesmo, melhor vitória!”. Eu acordava às 5h da manhã, parava para malhar às 15h e voltava às 18h, daí ia até às 20h. - Com apenas um ano de preparação, você já alcançou um ótimo resultado. Para você, qual foi seu diferencial? Na verdade, foram nove meses de preparação árdua e incansável. Comprei o material do Ponto básico e específico (prof. Marcos Girão), assisti a algumas aulas presenciais aqui no Rio de Janeiro e tive acesso a algumas videoaulas. Tudo que pudesse me ajudar eu buscava! Fui muito desfavorecida pelo fato de nenhum cursinho do Rio de Janeiro ter aberto turmas para o Bacen. Isso porque o concurso não teve vagas para o estado. Eu vivia assistindo aulas presenciais em turmas de outros concursos na época. Cheguei a assistir aulas presencias pela manhã, tarde e noite. Cansaço? Nunca! Eu buscava lembrar do triathlon: quando você está treinando e chega à exaustão, seu corpo ainda pode aguentar mais 30 % de sacrifício - e assim eu fui aguentando! - Você já almejava passar em uma excelente colocação como essa ou foi uma surpresa? Como foi quando viu o resultado? Olha, quando eu soube que haveria apenas seis vagas e decidi ir para o combate com tudo, eu pensava sempre: “tenho que gabaritar!” Fiquei com 92 pontos líquidos (acertei 106 e errei 14) e, sinceramente, acho que eu poderia ter feito mais. Infelizmente, o Cespe tem uma prova estranha (risos). Resumindo, se o candidato entra em um concurso com apenas seis vagas, ele não deve ter outro pensamento senão “ir para gabaritar”. Deixar em branco? Nem pensar! - Esse foi o primeiro concurso que passou ou já obteve sucesso em outros? Então, comecei em 2012 com o Senado, mas sem compromisso, sem estudo, só para ver como seria e fiquei traumatizada. Isso por causa das anulações e das denúncias acerca do certame. Resultado: parei de estudar! Logo veio o concurso da Ancine. Achei super legal, fiquei animada e comecei a estudar depois do edital. O problema é que tive que viajar para a cobertura das Paraolimpíadas de Londres e fiquei 20 dias afastada dos estudos. A prova era apenas uma semana depois do dia da minha volta. Quase desisti, pois sou muito competitiva e pensei que eu não estava preparada para a prova. Mudei de ideia e transformei aquela semana em 14 dias. Estudei igual uma louca e estava muito preocupada por ser a minha primeira prova do Cespe. Você acredita que eu fui super bem? Estava super relaxada (o preparo psicológico é fundamental). Fiz uma prova tranquila e passei na Ancine. Infelizmente, só eram 23 vagas e fiquei muito mal classificada (quase 200). Sem esperanças de ser chamada, eu pensei no TRT-RJ, mas acho que protelei demais e fiquei com pouco tempo para estudar. Obtive uma média de 8.6, mas não tive a minha redação corrigida. Depois disso veio o Bacen. - Quais foram as maiores dificuldades encontradas ao longo da sua preparação? Dificuldades? Se elas existiram eu as ignorei. Olhei sempre para frente! - E a maior motivação? Ter fé acima de tudo! Já nos últimos dias, eu tive meus momentos de extremo cansaço. Não estava mais aguentando. Aí, meus amigos, só Deus! Sim, eu rezava e pedia forças porque eram 12 horas diárias, cerca de 200 exercícios. Aí já viu, pinta aquele “branco” normal que faz você errar questões banais, mas você não pode desesperar e nem perder a fé e o foco! - Atualmente, o dilema de muitos estudantes é sobre estudar por curso presencial ou online. Como foi sua preparação? Eu penso o seguinte: eu estudo com os melhores professores. Onde eles estão? Se for presencialmente ou por PDF, eu vou atrás deles. Quero ressaltar a importância do Marcos Girão, do Ponto dos Concursos, para a minha aprovação. Ele é um professor exemplar, dedicadíssimo e que não mede esforços para colocar o aluno no nível ideal para gabaritar a prova. Girão, obrigada por tudo e, principalmente, por me aturar tanto tempo! - Patrícia, como foi sua ausência para a família e amigos? A família tem que entender, e a minha me apoiou bastante! A renúncia às festas, noitadas, encontros familiares e viagens com a família foi essencial. Ninguém consegue estudar durante uma viagem com a família. Meu marido passou a fazer as compras no mercado sozinho e a cuidar de “algumas coisas” para mim. Minha ausência foi necessária. - Com essa aprovação, você ainda pretende se preparar para outro concurso? Sim, vou fazer o concurso da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados. Também pretendo seguir carreira no Bacen e fazer prova para analista no próximo concurso. - Como você já esteve do outro lado, sabe como é angustiante esse período de estudos sem garantia de aprovação. Quais dicas você deixa para quem continua em busca da aprovação? Acredite! Comece a estudar sem medos porque se você tiver foco, disciplina e fé, você vai conquistar sua vaga. A Preocupação olha em volta, a Tristeza olha para trás, a Fé olha para cima! (Chico Xavier) Desejo muito sucesso para todos!


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