Entrevista com Aprovado - Emerson Diego

Aprovado em 1º lugar no TRT - 13ª Região para Analista Judiciário - TI


Formado em Ciências da Computação e em Tecnologia para Sistemas na Internet, o primeiro lugar no concurso do TRT-13ª Região para Analista com especialidade em Tecnologia da Informação, Emerson Diego, é morador de Recife e concursado no Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco (TRT/PE). Segundo ele, quando decidiu estudar para o TRT – 13ª Região, seu objetivo era poder voltar para João Pessoa na Paraíba, sua terra natal.


Com apenas um ano e meio de preparação, certamente o foco foi essencial para essa conquista - mesmo sendo amante de tantas distrações como praia, cinema e esporte.


Questionado sobre os novos objetivos como concurseiro, a resposta ficou incerta, mas tudo indica que ele vai continuar em voos mais altos.


“Por enquanto meu objetivo está cumprido. No entanto, penso em cursar direito e quem sabe tentar ser Juiz Federal - um projeto a longo prazo. Ainda estou analisando o custo/benefício dessa empreitada”, concluiu Emerson.


Confira abaixo a entrevista completa:


Ponto dos Concursos – Emerson, desde quando estuda para concursos? De lá para cá já foram quantas aprovações?


Emerson Diego – O primeiro concurso para o qual realmente estudei foi o da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), para o cargo de Analista de Sistemas, que ocorreu em 2008. Mesmo sem metodologia nenhuma de estudo e em andamento no curso de graduação, obtive o primeiro lugar.


Assumi o cargo e comecei a me dedicar bastante ao trabalho. Foi uma mudança grande de vida, pois era recém-formado, já estava desenvolvendo projetos de softwares juntamente com os demais servidores da UFPB e era muita responsabilidade. Em pouco tempo assumi a chefia do setor de desenvolvimento de sistemas, era uma grande oportunidade de crescimento profissional e de aprendizado. Com isso, não me dediquei mais a concursos por um longo tempo.


Desde 2011 que a ideia de voltar a estudar e prestar um novo concurso foi amadurecendo. Em setembro de 2011, achei que seria a hora de buscar novos desafios e resolvi prestar o concurso para Analista Judiciário, especialidade TI, no TRE-PE. Estudei dois meses para esse concurso depois do edital lançado, de forma intensa, e obtive a 37ª posição, ficando fora das vagas. Foi uma decepção, mas serviu como lição. A lição era que eu deveria estudar regularmente e não só depois da publicação do edital. Mesmo com a lição, depois desse concurso, até por causa das minhas atribuições na UFPB, eu não consegui seguir nos estudos.

Em maio de 2012, surgiu uma ótima oportunidade com o lançamento do edital do TRT de Pernambuco, para cadastro de reserva. Estavam tentando conseguir, via projeto de lei, a aquisição de cerca de 57 vagas para Analista Judiciário, especialidade TI. Foi então que pensei: fiquei em 37º em concurso de mesma natureza pouco tempo antes, vou estudar e devo ficar entre as vagas. O tempo entre o lançamento do edital e a realização da prova foi curto, mas tirei férias do trabalho e tive tempo para estudar com afinco. Foi então que veio o resultado, obtive a 28º colocação, sendo nomeado em novembro de 2012.


Logo em seguida, fiquei sabendo que o TRT da Paraíba estava preparando um concurso. Sendo assim, depois das festividades do final de 2012 e de verificar todas as possibilidades de voltar para João pessoa em curto prazo, comecei a estudar regularmente e de forma mais profissional para esse concurso. Sabia que, se eu mantivesse os estudos, coisa que nunca tinha feito, teria grandes chances de ser aprovado e de voltar para minha cidade natal. Durante esse período de estudos, fiz apenas o concurso da CODATA-PB para treino, e, estudando apenas uma semana com base no edital, obtive a aprovação na sétima posição. Conquistei ao todo quatro aprovações, nunca fui de fazer muitos concursos, pois eu sabia exatamente o que queria.


Ponto dos Concursos – Mesmo sendo apaixonado por João Pessoa, você tentou o TRT/PE. Na época, quais eram suas metas e o que o levou a optar por esse concurso? TRTs sempre foi seu foco?


Emerson Diego – Os tribunais federais estão entre as melhores oportunidades para quem quer trabalhar com Tecnologia da Informação em órgãos públicos no Nordeste. Como não tenho o interesse de trabalhar em outras regiões do Brasil, os concursos de tribunais no Nordeste viraram meus alvos.


Minha meta era obter novos desafios, conseguir um melhor salário e melhores benefícios. Mas, em médio prazo, até por ser um órgão federal, eu queria voltar para João Pessoa de um jeito ou de outro. Por isso me esforcei bastante para o concurso do TRT-PB - queria acelerar minha volta para casa.


Ponto dos Concursos – Como era sua metodologia de estudos? Seguia algum cronograma?


Emerson Diego – Desde 2013 mudei completamente minha forma de estudar. Comecei a estudar regularmente e a elaborar metodologias de estudo. A primeira coisa que fiz foi montar um edital genérico com todos os possíveis assuntos do concurso TRT-PB. Com base nisso, planejei ciclos de estudo de uma semana. A cada semana eu estudava itens do edital, dando mais ênfase aos assuntos mais abordados pela possível banca, como também os assuntos em que eu mais tinha dificuldade.


A partir desse período, passei a ser um estudante profissional, não queria desperdiçar essa oportunidade. Elaborei cronogramas em planilhas de Excel e cronometrava as horas de estudo, o que possibilitava a aferição das horas líquidas de estudo, e as pausas, por menores que fossem, eram contadas.


Quanto às horas por dia, o número de horas aproveitadas foi aumentando com a aproximação da época da prova. Variou entre 3 horas de estudos por dia no início dos estudos e cerca de 12 horas nas semanas anteriores à prova. Eu só maneirava o ritmo de estudos nos domingos para descansar e esquecer um pouco a rotina. Além de descansar, aos domingos também fazia uma aferição dos resultados da semana, acompanhava a evolução nos estudos e incrementava melhorias na forma de estudar e no planejamento.