Entrevista com Aprovado - Carlos Frederico Nepomuceno

Aprovado em 2º lugar para Analista Judiciário - área Judiciária TRT/SP


Nascido em Natal (RN) e formado em Direito com duas pós-graduações, sendo uma em Direito e Processo do Trabalho e a outra em Direito do Petróleo, gás e Biocombustíveis, Carlos Frederico, sempre muito determinado, passou no concurso do Banco do Brasil há 8 anos, onde trabalha atualmente. Após 3 anos de intensa preparação para concursos em TRTs, veio a mais recente conquista, foi aprovado para Analista Judiciário área Judiciária do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Foco, esforço, planejamento e muita perseverança, para o Frederico, são características fundamentais de um bom concurseiro.

Para quem gosta de encontrar os amigos, ir ao cinema e frequentar a missa - depois de tantas abdicações, é hora de aproveitar os prazeres da vida. Apesar do alívio causado pela aprovação, a história do Carlos não vai parar por aqui.

Confira abaixo a entrevista completa:

Ponto dos Concursos – Carlos, desde quando estuda para concursos e como tudo começou?

Carlos Frederico - Olá Pessoal do Ponto! Tudo começou no ano de 2005, mas dá pra dividir minha vida de concurseiro em duas etapas: a primeira no ano de 2005, quando eu ainda fazia faculdade de Direito. Na mesma época vi que o edital do concurso do Banco do Brasil tinha saído e me inscrevi. Passei e em janeiro de 2006 fui convocado. Entre 2006 e 2011 trabalhava 8 horas por dia e negligenciei, e muito, os estudos!

Em 2011 iniciou a segunda fase: pedi descomissionamento de uma função que exercia e recomecei a trabalhar 6h por dia. Dessa forma, para o TRT, meu estudo durou exatamente 3 anos!

Ponto dos Concursos - Concursado do Banco do Brasil há 8 anos, qual foi sua motivação para voltar a estudar e escolher TRTs?

Carlos Frederico - Desde o começo sabia que o concurso do Banco do Brasil seria um trampolim para algo no ramo do Direito. Tinha me formado em Direito em 2007 e, com isso, tinha um grande sonho de conseguir uma vaga no Poder Judiciário. Sempre acreditei que tinha vocação para trabalhar nessa área.

Ponto dos Concursos - Como era sua rotina de estudos?

Carlos Frederico - Há dois anos apertei ainda mais meus estudos. Isso porque em 2011 tive que reaprender a estudar e entender qual seria meu melhor método de estudo. De lá pra cá, organizei meu horário para utilizar da melhor forma meu tempo na semana. Estudava das 7h às 9h30 e das 18h30 às 23h.

Além disso, estudava sábado pela manhã das 8h às 12h. Quando saia o edital usava o domingo para estudar as matérias específicas do concurso de Analista.

Ponto dos Concursos - Estudava por cursos presenciais ou à distância?

Carlos Frederico - A partir do momento que descobri os cursos à distância, passei a privilegiar esse método de estudo. O professor já vem com um roteiro e as aulas fluem muito melhor. São várias comodidades que me ajudaram. Há o espaço para tirar dúvidas e não há perda de tempo com deslocamento.

Ponto dos Concursos - Quais eram suas maiores dificuldades como concurseiro?

Carlos Frederico - Com certeza o cansaço! Dormir tarde e acordar cedo não é tarefa fácil. Estudar é uma atividade cansativa e solitária. Não era fácil ouvir dos amigos que eu estava sumido. O bom é que, no fim, todo esforço vale a pena!

Ponto dos Concursos - Como fazia para superar suas dificuldades nas disciplinas?

Carlos Frederico – Dedicava ainda mais tempo a elas. Certa vez me disseram que concurso era um oceano de matérias, mas com profundidade rasa. Com o tempo, vi que essa máxima se aplicava às provas de Analista do TRT, por isso não deixava nenhum ponto do edital sem ser estudado.

Ponto dos Concursos - O que considera ter sido fundamental nessa aprovação?

Carlos Frederico - Sou muito grato a todo apoio da minha família, que nunca desacreditou em mim! Para essa aprovação foram tantas reprovações, mas nunca me cobraram nada. Junto a isso, persegui esse sonho, estudei, estudei e estudei! Nada como a perseverança.

Ponto dos Concursos - Discursiva é uma disciplina de grande peso e importância em muitos concursos, porém muitas pessoas não dão tanta atenção para essa preparação. Como foi, para você, encarar as discursivas?