Dica de estudo: sempre fui bom aluno, porém me dei mal em concursos!

Olá, amigos e amigas! Tudo blz com vcs?!


Recebo mensagens de concurseiros relatando que foram ótimos alunos durante o período escolar, tiveram boas notas na faculdade, mas não conseguem se dar bem em concursos. Sendo assim, podemos dizer que um aluno com bom desempenho durante a sua vida escolar não necessariamente terá mais facilidade para passar em concursos. Porque isso ocorre???

O sistema de educacional brasileiro, por muitos anos, vem se mostrando insuficiente para preparar o aluno para o mundo dos concursos. A grande procura por cursos e materiais voltados para esse meio revela que o estudante sai da faculdade e não está totalmente preparado para enfrentar a alta concorrência de vários certames.

No artigo anterior, eu comentei a respeito da importância da forma de aprendizado ativa. Ela ocorre principalmente por meio da reprodução daquilo que é assimilado durante o estudo (escrevendo, fazendo anotações e realizando exercícios).

A educação no Brasil prioriza o aprendizado por meio de aulas, onde o aluno observa a informação que lhe é passada. Esse tipo de aprendizado pode ser chamado de passivo, ou seja, o conhecimento é transmitido e, posteriormente, é avaliado por meio de uma prova.

O aluno passa anos da sua vida com a ideia de que é necessário estudar porque haverá avaliação, ou seja, o estudo sempre é realizado de última hora, com o objetivo de se sair bem na prova do dia seguinte. Com isso, dificilmente há uma dedicação diária e frequente.

Todavia, quando você está se preparando para concursos, o conteúdo estudado hoje poderá ser cobrado somente após meses ou, até mesmo, após alguns anos.

Sendo assim, o que precisa ser priorizado é o estudo individual diário e frequente, anotando-se (à mão) partes importantes dos assuntos aprendidos. Esse tipo de estudo (aprendizado ativo) pode até ser feito durante poucas horas, mas ele deve ser diário e continuado. O estudante precisa desse tempo somente para ele, no qual permanecerá sentado, concentrado, lendo, fazendo anotações, resumos e resolvendo exercícios.

Para que ele seja mais efetivo, deve haver uma constância, de preferência, diária. Se, por exemplo, você possui 12 horas disponíveis por semana para estudar, é melhor que o faça de segunda a sábado com 2 horas por dia, em vez de estudar por 6 horas seguidas em dois dias da semana.

O aprendizado passivo por meio de aulas presenciais ou vídeo-aulas também é importante e fundamental, mas não terá bons resultados se não houver dedicação diária com períodos de estudo ativo, solitário e concentrado.

Diante disso, sempre que possível, busque priorizar a forma de aprendizado ativa, onde você se sentará em frente a uma mesa organizada, num ambiente silencioso e procurará manter a concentração. Durante a leitura ou as vídeo-aulas, faça anotações, posteriormente elabore resumos e resolva questões.

Para isso, crie uma forma de gerenciar e de avaliar a sua preparação, que pode ser realizada por meio de metas que tenha por objetivo criar disciplina, frequência e qualidade ao seu estudo.

Assim, não é verdade que um bom aluno, com boas notas na faculdade ou no período escolar, necessariamente será um excelente concurseiro. A maneira como cobram o conteúdo estudado em concursos exige entendimento, assimilação, fixação e, consequentemente, requer muita dedicação, disciplina e persistência do candidato.


Bons estudos!!!


Prof Victor Caetano Coaching, Finanças Públicas e Orçamento Público


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