Analogia entre o ponto de chegada e os concursos públicos!

Há algum tempo saí do estado mais pobre da federação para trabalhar no mais rico e isso, claro, de alguma forma, impactou na maneira como enxergo o mundo, as pessoas ao meu redor e até a mim mesmo. E esclareceu muito, também, sobre o que entendo em relação aos concursos públicos.

Após empossado num cargo da área fiscal como tanto sonhei, comprovei que em concurso público definitivamente não importa o ponto de partida de um candidato, ou seja, de onde ele veio, quem é sua família ou os erros que ele já cometeu durante as diferentes fases da vida. Importam, sim, o meio do caminho e o ponto de chegada. É como numa maratona, não adianta saber quem correu mais no começo, quem tinha a liderança nos primeiros quilômetros e parecia despontar facilmente para a vitória. Nos últimos quilômetros, pode acontecer de algum corredor que estava meio escondido disparar para alcançar a vitória improvável – e ele, que passara noventa por cento da corrida incógnito, ser, ao fim, o recebedor de todos os louros.

Nestes anos em que trabalho em São Paulo, conheci gente que se formou nas melhores universidades do país e que tinha o serviço público apenas como uma das várias opções de carreira. Conheci gente que se formou no exterior, que fez MBA fora, e quem, inclusive, ganhava mais no setor privado, mas que, pelos seus motivos, escolheu o setor público para desenvolver suas habilidades profissionais. Assim como conheci, também, quem não teve acesso a livros didáticos na escola, não fez cursos no exterior e nem teve como pagar cursinhos ou professores particulares na época do vestibular, e que, ainda assim, estudando pelos materiais certos e se esforçando bastante, igualmente conseguiu passar.


Quantos com currículos bem melhores que o meu, e de tantos outros colegas, não ficaram pelo caminho e sequer conseguiram fazer uma boa prova por não terem estudado o suficiente ou não terem escolhido os materiais adequados? Provavelmente, muitos. E isso, ainda bem, é algo normal. Pois não importa o ponto da partida. No concurso, como na vida, o que vale mesmo, de coração, é o ponto da chegada. O que conta é o esforço desmedido, a resistência numa luta incansável, o gás que se dá para se chegar com sucesso à reta final.


Num discurso que fez em Harvard, Joanne K. Rowling disse que “é impossível viver sem falhar em alguma coisa, a menos que você viva tão cautelosamente que chegue a não ter vivido nada, caso em que você falha por não tentar”.


Abs!


Prof. Danuzio Neto Atualidades

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