Entrevistas

Amanda Scarlatelli e Bruno Antônio Rocha,


Amanda Scarlatelli e Bruno Antônio Rocha, de Belo Horizonte (MG)

Amanda Scarlatelli e Bruno Antônio Rocha Borges são amigos em Belo Horizonte – MG e foram aprovados nos difíceis concursos de Técnico de Tributos Estaduais (TTE) e Agente Fiscal de Tributos Estaduais (AFTE) do Estado de Minas Gerais, realizados no segundo semestre de 2004.

Alunos do Ponto dos Concursos em BH, durante as comemorações pela aprovação e no aguardo da nomeação, concederam a entrevista apresentada a seguir ao Prof. Vicente Paulo, no intuito de colaborar, por meio do repasse de suas experiências, com a preparação de outros candidatos, que ainda estão na árdua batalha rumo à aprovação.

Prof. Vicente: Vocês trabalhavam durante a preparação, ou só estudavam? Qual a opinião de vocês a respeito desta questão: são favoráveis a parar de trabalhar para só estudar, ou acham melhor levar as duas coisas simultaneamente?

Amanda: Acredito que dê para conciliar o trabalho com os estudos, mas não foi o meu caso. Preferi abrir mão do meu emprego de 2 anos em um grande banco para me dedicar integralmente aos estudos. É claro que isso não é fácil e precisei da ajuda financeira dos meus pais e do meu namorado.

Bruno: Primeiramente eu quero dizer que todos estes meus comentários foram coisas que eu passei por elas e que vi muita gente passar; não quer dizer que isto seja uma “fórmula mágica” para todos serem aprovados no concurso pois cada pessoa tem um perfil diferente e tudo isso que eu irei dizer funcionou comigo e espero que alguma coisa seja útil para vocês. 

Neste concurso do AFTE/TTE eu só estudava. Com certeza quando a gente só estuda tem mais tempo para se dedicar, mas no caso de vocês estarem trabalhando, a primeiro ponto não acho que devam largar o trabalho para poder estudar se estiverem gostando do que trabalham ou se precisam do emprego, pois quando deixar de trabalhar a pressão para poder passar no concurso será enorme, principalmente a pressão interna que é a pior de todas, o que acaba atrapalhando para estudar. É preferível (e com certeza é possível) conciliar o trabalho com o estudo e muitas pessoas conseguem passar fazendo isso. No meu caso eu tinha acabado de sair de um estágio e tinha formado a pouco mais de seis meses quando ouvir falar de concurso e já logo de cara decidi parar de procurar emprego na minha área para dedicar ao concurso. Para mim foi relativamente fácil pelo fato de eu ter decidido logo de início antes de já estar trabalhando na área em que formei (engenharia Mecatrônica) ao invés de eu descobrir o concurso quando já estivesse trabalhando, e também pelo fato de ter o apoio financeiro daqui de casa o que é realmente bem cômodo mas passei um ano trabalhando sim, mas não na minha área (amo tocar e mexo com isso há 10 anos), e este tipo de emprego é desgastante pelo fato que além de ficar noites sem dormir por causa dos shows, haviam os longos ensaios que eram de duas ou até vezes três vezes por semana (fora as reuniões todas as segundas). Realmente isto me “atrapalhou” um pouco a estudar mas tinha o lado positivo por além de ter uma “válvula de escape” em relação aos estudos consegui também um bom dinheiro que foi usado para comprar livros. Agora para aqueles que estão só estudando não fiquem fazendo somente isto! Façam também alguma outra coisa que gostem de fazer, principalmente um esporte (eu gosto de praticar natação) para distrair a cabeça. 

Prof. Vicente: Há quanto tempo vocês estudam para concursos? Quando vocês iniciaram os estudos especificamente para esses concursos de Minas?

Amanda: Pedi demissão do banco em abril/2004 e logo me matriculei no primeiro curso que estava começando em um curso preparatório de BH, que era para o AFTE/MG. No entanto, não levei esse curso muito a sério e o abandonei antes do término normal para me matricular no curso preparatório para o BACEN. Até o último dia de inscrição para o AFTE, eu me preparava para o BACEN, na semana seguinte é que comecei a estudar efetivamente para o AFTE/ TTE – MG. Acho que devo ter estudado mesmo para este certame por cerca de 2 meses. 

Bruno: Eu comecei a estudar em agosto de 2002 logo quando acabou o estágio e o concurso de Minas foi em meados de abril de 2004, sendo a partir daí uma dedicação “exclusiva” para este. 

Prof. Vicente: No período entre a publicação dos editais e a realização das provas, quantas horas vocês estudavam por dia?

Amanda: Estudava cerca de 10 h/dia, sendo que 4 horas no curso preparatório e 6 horas sozinha na biblioteca da faculdade. Eu tinha um agravante porque não tinha me formado ainda, então nem sempre podia estudar para o concurso à noite.

Bruno: Como eu já estava estudando há um bom tempo acho que não é necessário ficar naquele ritmo desvairado; era em torno de 5 a 6 horas no máximo. Quando saiu o edital já tinha estudado praticamente todas as matérias previstas no edital (incluindo o português que é uma matéria muito importante, e já tinha lido uma vez o “gigantesco” regulamento do ICMS, como muitos falavam), e isso com certeza me deu uma certa calma, e isto não tinha ocorrido comigo nos concursos anteriores. E uma das coisas que eu acho essenciais é a partir de quando você estuda e não o quanto você estuda, pois a gente precisa de um certo tempo para a matéria ser uma coisa natural para a gente, se tornar uma coisa óbvia e isso não acontece da noite para o dia ou durante um mês de estudo com 10 horas por dia. Acho este tipo de coisa um grande diferencial.

Prof. Vicente: Em relação à metodologia de estudo, vocês têm alguma dica a passar para outros concursandos (organização de material; planejamento de estudo; como se programar para estudar as diversas disciplinas etc.)?

Amanda: Eu elaborei um método de planejamento de estudo, que para mim funcionou. Primeiramente, avaliam-se as disciplinas cobradas no certame quanto à extensão da matéria, o seu grau de dificuldade em cada uma, o seu grau de conhecimento anterior (inversa) e, se houver, o peso da matéria na prova. Faz-se uma matriz de ponderação que irá indicar qual matéria você deve estudar mais. 

Feito isso, passa-se para o segundo passo que é a distribuição do tempo. Verifica-se, pois, quanto tempo você terá de estudo efetivo por dia da semana (é importante lembrar que você dorme, come, namora, faz academia, se desloca...) e multiplica pelos dias que faltam até a prova. 

Aí vem a parte final que é distribuir proporcionalmente o tempo que você tem pelo resultado da matriz (a matéria que obtiver maior nota, terá maior “peso” no seu estudo, portanto, maior tempo dedicado a ela) e estabelecer as metas diárias de estudo dos conteúdos de cada disciplina (por exemplo: dia 10/01 estudar direitos fundamentais até a página 15 do livro do Vicente Paulo). Desse modo, você não fica com a impressão que deveria ter estudado mais, ou que não deu tempo de ver toda a matéria. Você irá ver toda a matéria na medida de sua necessidade.

Bruno: Em relação ao material, vocês tem que estarem bem atentos ao tipo de livro que vão ler pois existem muitos materiais ruins e incompletos e o perigo é de vocês estudarem por um material desses e acharem que estão bem preparados para a prova e só quando vocês estiverem fazendo esta verão o que eles cobram é muito além do que você tinha estudado. E também não arrumem aquela parafernália de livros. Estude por um livro só, e isto é mais um motivo do livro ter que ser muito bom. Um ótimo exemplo são estes livros da editora Impetus (não é puxando o saco não, eles realmente são muito bons mesmo) que possuem ótimos autores que são especialistas em concurso. Quanto à metodologia de estudo, nestes sete meses de preparação estudei de uma forma que acho que muita gente não acha a melhor.Estudei com um amigo meu, indo na casa dele todo dia durante o meio da semana. Era como se fosse um grupo de estudos, mas de somente dois alunos. Líamos artigo por artigo e em cada um deles nós fazíamos algum comentário fazendo o máximo possível para conseguir “encaixar” aquilo na vida real sempre tentando por exemplos práticos. Às vezes eu ou ele formulávamos uma pergunta da nossa cabeça relacionada ao assunto que estávamos estudando (90% das perguntas tinham sacanagem e acho que até algumas serviriam para por em prova. Hehe) e pedia par falar se estava certo ou errado e porque. Aquilo de uma certa forma foi muito produtivo pelo fato de ter sempre algum ponto na matéria que um estava mais atento e outro não tinha percebido aquilo ainda e vice-versa; e são coisas que se nós estivéssemos sozinhos não iríamos descobrir nunca! Era como se um preenchesse o outro nos pontos mais fracos. E na hora de fazer a prova quando deparávamos com alguma questão sobre o assunto lembrávamos na mesma hora sobre as discussões que tivemos, e principalmente naqueles que tínhamos um conceito errado antes de estudarmos. Nessas discussões encarávamos a situação como se estivéssemos já trabalhando e tínhamos que ser muito seguros naquilo que estávamos falando e que cada erro que cometíamos seria como uma coisa fatal, pois de uma certa forma aquilo era o nosso trabalho e vamos precisar disto quando estivermos lá. Mas só isso não é o suficiente; quase todas as vezes quando eu chegava em casa lia sobra algum outro tópico ou lia a matéria que íamos estudar no dia seguinte, pois é importante ter um momento só seu com os estudos. 

Prof. Vicente: Vamos falar um pouco sobre dificuldades, obstáculos. Qual a maior dificuldade, qual o pior momento enfrentado por vocês, do início da preparação até a divulgação do resultado do concurso, com a aprovação de vocês?

Amanda: A mudança de rotina, a disciplina e as adaptações que a gente tem que fazer nessa etapa de preparação são momentos muito difíceis que temos que passar.Como eu fui muito corajosa de pedir demissão do meu emprego, havia uma cobrança velada da minha parte e da parte dos meus pais, namorado e amigos para passar nesse concurso. De repente, me vi sem o meu emprego, com o qual já estava acostumada, sem dinheiro e com uma carga enorme de responsabilidade.Eu achava que tinha que passar de qualquer jeito, isso só torna tudo mais difícil. Fiquei muito angustiada com a demora da divulgação dos resultados e com a incerteza se tinha conseguido passar na prova discursiva.

Bruno: De certa forma quando está chegando perto do dia da prova dá algumas vezes uma certa angústia e um pouco de insegurança, mas acho que isso tudo é bobagem que vem da nossa cabeça e o que eu fiz para evitar isso ao máximo é saber dividir o momento de dedicação para o concurso e a sua vida pessoal. Hora de estudar é hora de estudar e o resto do tempo é para você se preocupar com outras coisas, preocupar com tudo que é possível, exceto concurso. É como se você tivesse uma chave que liga e desliga do concurso, que em cada momento você fosse uma pessoa totalmente diferente da outra. Agora outro momento que achei difícil foi quando fiz a prova do TTE que foi uma semana antes o AFTE e vimos que a prova foi uma coisa absurda, chegando a cobrar coisas além do edital (refiro me mais à prova escrita). Mas neste momento tentei ser o mais racional possível sendo que ao invés de ficar reclamando da prova comecei a analisar os pontos da prova em que eu não estava lembrando muito bem, e dei uma reforçada em todos eles pois afinal a prova do AFTE seria do mesmo modelo da do TTE. E nesses momentos é muito importante você ter a ajuda de alguém como esposa, marido, namorada(o) ou algum amigo(a) ou outra pessoa da família, e tem que ser alguém que compreenda a situação e que está disposto a te ajudar, pois são realmente momentos complicados. Devo muito isso à minha namorada que sempre esteve no meu lado me dando muita força nos momentos mais difíceis, sendo também uma parte muito importante e com certeza responsável pela minha aprovação. 

Prof. Vicente: Vocês chegaram a pensar em desistir desses concursos fiscais em algum momento?

Amanda: Essa fase da preparação é complicada porque todo mundo te cobra. E o medo de não conseguir te faz “tremer nas bases” de vez em quando. Por exemplo, se você encontra um amigo ou parente, eles querem saber onde você está trabalhando. Se responde: “Estou estudando para concurso”, muitas pessoas te julgam, acham que você está nessa porque não conseguiu emprego em lugar nenhum, fazem caras estranhas e te tratam como um coitado. No início isso me chateava bastante e me fez repensar se era isso que eu queria mesmo. Dava medo, mas nunca quis desistir. Hoje, posso dizer que muito pelo contrário. Concurso “vicia”, não tenho mais medo e quero fazer muitos ainda.

Bruno:Nunca pensei em desistir em momento algum, pois quando eu escolhi estudar para concurso já pus na minha cabeça que aquilo era uma coisa indeterminada, que não tem prazo certo, e que só vou passar quando estiver realmente maduro.

Prof. Vicente: Qual o maior aprendizado de vocês nessa preparação? O que vocês acham que aprenderam de mais útil nesse período, aquele aspecto que diferencia um “concursando novato” de um “concursando experiente”?

Amanda: É até engraçado pensar nisso. No início, a gente desespera, tem uma vontade grande de passar e não sabe bem como chegar lá. O meu método de estudo eu fui aprimorando, porque no início eu não tinha nem método. Eu chegava da aula e ia estudar o que me desse na cabeça. A insegurança faz você comprar um monte de material que sequer você vai dar conta de ler, muito menos de estudar. O meu quarto era uma bagunça de tanto livro, apostila, caderno... Acho que o que diferencia um estudante novato de um experiente não é nem o tempo que a pessoa já está se preparando, mas a maturidade que ela tem para lidar com as situações que vão aparecendo no período de preparação. 

Bruno: Aprendi que todas as coisas que adquirimos é com base na experiência e no amadurecimento e que se realmente queremos uma coisa, não importam os obstáculos e que os outros acham que o que você está fazendo é certo ou errado. Só você sabe o que é melhor para você! 

Agora o que eu aprendi com o tempo que achei que diferencia de um “concursando novato” são inúmeras coisas e todas elas importantes. Achei melhor separá-las em tópicos:

Você nunca deve achar que sabe tudo e que vai sair muito bem na prova pois decepção pode ser muito maior se não passar. 

Quando acabar de fazer um concurso, mesmo se achou que foi bem, comece já a estudar para o próximo , não perca tempo! Pois quando sair o resultado do concurso você já vai estar tão concentrado no que você está estudando que não vai nem esquentar muito a cabeça se você não tiver passado. 

Outra coisa também é ficar preocupando demais como que é o trabalho, remuneração e outros privilégios do cargo (exemplo clássico:”Nossa, quando ganhar tantos reais vou estar com a vida feita” e sai espalhando isso para todo mundo) ao invés de preocupar com o concurso em si e correr atrás dos materiais e estudar. Preocupem com aquilo só depois de terem sido aprovados. 

Outro ponto importante também é que quem já está estudando há um tempo não fica satisfeito somente com a aula dada pelo professor ou se simplesmente entendeu o que quis dizer aquele trecho escrito na lei. Ele procura saber mais a fundo, coisas como aquilo é aplicado no caso real, qual a intenção do legislador de por aquilo na lei e às vezes possuir até um ponto crítico em relação àquilo. 

O dia da prova não é o dia do apocalipse e pelo amor de Deus, não fiquem desesperados, porque é aí que vocês vão ter menos chance de passar.

Prof. Vicente: De uma maneira geral, o que vocês apontam como maior erro de um candidato durante uma preparação? Que erro vocês não cometeriam mais, se partissem agora para uma nova preparação, para um outro concurso?

Amanda: Eu com certeza não compraria mais o tanto de material que já comprei, daria a devida importância a cada matéria e não me desesperaria antes do tempo com os boatos. Hoje, eu consigo distinguir um bom livro de um que não irá acrescentar nada. Aprendi que não precisava ter três livros e duas apostilas de Direito Tributário, se tivesse apenas um ou dois bons, já era o suficiente. Acho fundamental saber dar o devido “mérito” a cada matéria. Com o tempo você aprende que não é necessário ser doutor em Direito Constitucional para passar na Receita Federal, por exemplo. Acredite: existem coisas que você não precisa e não vai saber. Outra coisa que não faria mais seria me deixar ficar ansiosa com os boatos que rolam antes do concurso. Hoje, eu quero me preparar, independente de o concurso ser no mês que vem ou no outro ano, de a banca ser a ESAF ou o CESPE, de ter 2 candidatos/vaga ou de ter um milhão. Vejo muitos candidatos perderem tempo se preocupando com boatos, sendo que não é isso que decide nada. 

Bruno: Uma coisa que de início parece ser simples mas que grande parte não faz que é estudar de acordo com o edital (apesar de lamentavelmente isto não serviu tanto neste concurso por cobrarem coisas fora dele, mas este é um caso raro), porque não tem coisa mais chata você estudar a matéria (e até muito bem) sem ler o edital e quando chega na hora da prova vem aquela doce pergunta de uma matéria que você não tinha estudado e sai da prova comentando com todo mundo que nunca tinha ouvido falar naquela matéria e que ela vai ter que ser anulada e tal até que alguém te lembra se você conferiu o edital. Então, quando sair o edital confiram tópico por tópico para saber se você estudou todos os assuntos descritos nele.

Prof. Vicente: Que cursos vocês freqüentaram no Ponto em BH? Os cursos contribuíram de alguma maneira com a preparação de vocês?

Amanda: Para o concurso da SEF/MG, eu freqüentei o curso de Direito Tributário com a professora Juliana e o de Contabilidade com o Loberto. Era tudo que eu precisava naquela hora: de professores sérios que iam direto ao ponto. Pode ter sido por sorte ou experiência mesmo, mas eles conseguiram acertar mais da metade da prova e o mais interessante é que eu até “escutava” a voz da Juliana na hora de raciocinar para a prova de Direito Tributário. Foi muito bom. 

Bruno: O curso de 3 dias de direito tributário para a prova escrita com a professora Juliana Fontes e o curso de um dia de contabilidade com o professor Loberto. E com certeza estes dois cursos foram essenciais pelo fato de simplesmente duas questões da prova de direito tributário e uma de contabilidade foram dadas na aula. Acertaram na mosca!

Prof. Vicente: E quanto ao futuro, vocês acham que o Ponto em BH terá como, efetivamente, contribuir na preparação dos candidatos mineiros nos próximos concursos?

Amanda: Acredito muito que o Ponto em BH irá contribuir para a minha preparação para os meus próximos desafios. Acho excelente ter em BH um curso dinâmico que traz os melhores professores de todas as partes do Brasil. É o que BH precisava para não ficar atrás de cidades tradicionalmente preparadas para grandes concursos como o Rio de Janeiro e Brasília. 

Bruno: Com certeza, pois a qualidade das aulas ministradas é sem comparação superior com a de vários cursos aqui e o conteúdo é bem condizente com o que cai nas provas, sendo de uma certa forma mais “realista” em relação ao que realmente é cobrado na prova. 

Prof. Vicente: Que mensagem vocês gostariam de deixar para os candidatos que estão iniciando os estudos, que estão nos primeiros meses de preparação?

Amanda: A caminhada é difícil, mas não vale a pena desistir. Persista, mesmo que não consiga de primeira. Concurso é experiência. Foque em um objetivo e vá atrás dele. Com certeza, você também irá sentir o gosto da vitória.

Bruno: Concurso é uma forma de investimento que você faz a longo prazo, e por isso não estipulem prazo para passar. Se você estudou por pouco tempo e passou, ótimo, mas se não, vocês têm que estar cientes que é como uma “fila”, que na sua frente estão pessoas que estão estudando por muito mais tempo e mais experientes e preparadas do que você, e que se você continuar nesta fila com certeza chegará a sua vez, mas você tem que permanecer nela até a sua vez porque sair dela é a coisa mais fácil do mundo. 

Prof. Vicente: E para os que já estão na caminhada há algum tempo, e que “bateram na trave” nesses concursos?

Amanda: O problema de provas é que nem sempre são justas. Tente achar realmente qual foi o problema, ou que faltou para você conseguir. Todo mundo é capaz, se persistir e seguir os sonhos. Se você realmente quiser, você vai conseguir, se não foi esse, será o próximo, ou o outro. 

Bruno: Esses aí são os que não devem desanimar de forma alguma pois eles já estão na “boca do gol”, e com certeza no próximo concurso que fizerem vão passar e numa ótima colocação! 

Prof. Vicente: Muitíssimo obrigado pela atenção e carinho de vocês - que Deus ilumine os seus passos nesse novo desafio, no exercício da atividade fiscal em Minas Gerais.

Bruno: Obrigado a você e que tenha muito sucesso na preparação e aprovação de novos candidatos, sendo responsável pela realização do sonho de muitas pessoas.