Entrevistas

Priscila Faciolla Theodoro


Vamos conhecer a história da Priscila Faciolla Theodoro, natural de Pirassununga, interior de São Paulo. Ela é formada em Ciências Contábeis e Pós-Graduada em Gestão Pública pela Universidade Federal de São Paulo. Sua vida como servidora começou em 2009, quando foi aprovada no concurso público da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Em 2015 ela resolveu se dedicar ao concurso do TJ/SP, e para não escorregar, ela procurou a ajuda do Professor e Coach Igor Oliveira. Confira abaixo a entrevista completa.

Ponto: Priscila, conta pra gente como e quando você decidiu se tornar uma servidora pública.

Priscila: Comecei a trabalhar na iniciativa privada com 16 anos, ainda no Ensino Médio. Mas logo percebi que não havia muitas perspectivas de crescimento no setor, ainda mais pela localidade de minha residência, carente de grandes empresas. Meu irmão mais velho, militar, sempre procurava me orientar, e me abriu os olhos para o mundo dos concursos. Então, assim que terminei o Ensino Médio, em 2007, já estava prestando os primeiros concursos.

Ponto: Como você organizava a sua rotina de estudos antes de conhecer o Coaching do Ponto?

Priscila: Em 2009, assumi o meu primeiro cargo público. Ingressei na Secretaria da Educação do Estado, como Agente de Organização Escolar, cargo que na época era de nível fundamental. Depois, acabei assumindo outros concursos da mesma Secretaria, fui Secretária de Escola, cargo de nível médio e depois Analista Administrativo, que exigia o nível superior, da Diretoria de Ensino Regional de Educação. Foi um período muito bom em minha vida, de muita aprendizagem, porém eu sentia que já estava no máximo que poderia chegar nessa carreira. Apesar de ser cargo de nível superior, a remuneração não alcançava a de cargos de nível médio de outros poderes, como o Judiciário, por exemplo.

Durante esse tempo fui prestando também outros concursos, porém não tinha muito foco, prestava para Banco, para o Executivo Estadual, para Tribunais. Havia muitas falhas em meus estudos, estudava sem planejamento, sentia que os concursos estavam cada vez mais concorridos e eu precisaria fazer algo além do que já estava fazendo.

Ponto: Você comprou a primeira turma de Coaching em dezembro de 2015 e a segunda em maio de 2016. O que você achou do treinamento proposto pelo Igor? 

Priscila: Foi uma experiência fantástica em minha vida. Em 2015, já estava decidida a prestar o concurso de Escrevente Técnico Judiciário. O edital já estava em vias de ser publicado e eu queria apostar todas as fichas para realmente conseguir entrar. Foi quando comecei a pesquisar sobre cursos e vi que existiam os programas de coaching. Abri justamente a proposta do Igor e comecei a ler. A história de vida dele me chamou muito a atenção, primeiro pelo militarismo, carreira à qual sempre admirei, e, segundo, a imagem dele estudando com o filho no colo, que me transmitiu a mensagem mais importante, de que por mais difícil que seja sentar e estudar, se você tem garra, você é capaz de vencer.  A decisão por investir no treinamento foi o que de melhor poderia ter acontecido. O Igor montava as metas, me abriu a mente sobre a importância de fazer muitos exercícios, além das lições de vida e motivação que mandava. Aprendi a me superar, ir além dos meus limites, ver as coisas por outro ângulo. Não dá para descrever o que foi esse período..hehe..começou a se refletir em tudo na minha, na família, no serviço...aprendi com ele ensinamentos que levarei para vida toda, pois além de um profissional incrível, dedicadíssimo, o Igor é uma pessoa extraordinária.

Foi então que, depois dos resultados do primeiro coaching, decidi dar um passo mais alto, queria continuar estudando para outros cargos, e sabia que o acompanhamento do Igor me daria uma preparação mais certeira, por isso fiz pela segunda vez.

Ponto: Quais são os seus planos para o futuro? Como está sendo a vida de servidora do judiciário?

Priscila: Estou muito feliz no Tribunal de Justiça. Empolgada com os novos desafios.  Para o futuro ainda estou decidindo se seguirei a carreira no Tribunal ou se continuarei os estudos para mais um último concurso. Estou gostando muito da área jurídica, porém sempre admirei muito a área Fiscal. Nesse momento, ainda está um pouco difícil decidir..rs.

Ponto: Qual mensagem você gostaria de deixar para quem segue em busca da tão sonhada aprovação?

Priscila: É preciso fé, força, dedicação e persistência! Há muitas dificuldades para todos, e abrir mão de algumas coisas, mesmo que temporariamente, pode ser sacrificante, mas quando você vê sua nomeação no Diário Oficial vale muito a pena! Para ficar mais leve, tentar encarar a jornada de estudos como uma experiência que pode acrescentar muita coisa boa, como no meu caso, além de conhecimento, trouxe a superação, a amizade, a disciplina, a garra. E com a aprovação vem o sonho realizado, a possibilidade de uma vida um pouco melhor para mim e minha família.

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Ponto: Prof. Igor, o que você tem a nos falar sobre a Priscila?

Prof. Igor: A Priscila é uma pessoa do bem. Extremamente educada, gentil. E, claro, esforçada demais. Nada é por acaso na vida. O sucesso deixa pistas e o comportamento da Priscila é um caminho recheado de pistas. A Priscila é prova viva de várias teorias. Duas são dignas de nota:

- É o que você faz que conta. A mudança está na ação. Ter boa vontade e não se mexer não significa nada. Para se mexer, às vezes é preciso ajustes na rotina, sacrifícios, e essas coisas que todo mundo já sabe.

- Proatividade e foco no processo é o que importa. Quando você quer de verdade, você arruma um jeito. E o engraçado que esse “arrumar um jeito” é todo voltado para o processo de aprendizado em si, não para o destino. Passar é consequência. Por exemplo, a Priscila precisava memorizar uma porção de normas que ela nunca tinha visto. O que ela fez? Saiu colando no quarto dela um monte de papéis com trechos das normas e ficava lendo aquilo igual a uma alucinada. A preocupação do candidato deve ser aprender e encontrar uma forma que se ajuste às suas particularidades. Talvez isso seja o mais difícil, porque as pessoas vêm com vários vícios da escola.

O que eu vejo muito é justamente o contrário desses dois itens. As pessoas querem muito, agem pouco, são passivas no aprendizado, imediatistas, estressadas, não passam e depois ficam reclamando da banca, botando a culpa no “sistema”. É preciso paciência, ação, aprendizado. Sem isso aí, não passa mesmo. Esquece.

Se você agir com proatividade, focar em aprender, por mais cabeçadas que você dê, você vai acabar arrumando uma forma de superar os obstáculos.

Ponto: Poderia dizer mais sobre esses vícios, professor?

Prof. Igor: Claro. Não sou especialista em educação, mas depois de um tempo convivendo com os alunos, certos comportamentos saltam aos olhos. Acho que o pior vício é a passividade. Receber a matéria do professor sem esforço algum e decorar para prova, geralmente (e infelizmente), é a regra no sistema educacional brasileiro. Não há um aprendizado profundo. As pessoas não aprendem a aprender. Ficam mimadas, acostumadas a decorar hoje e usar o conhecimento amanhã. Quando encontram um processo de aprendizado que demanda tempo, como, por exemplo, ENEM, concurso público, elas sofrem, ficam confusas. Romper com esse vício é parte do aprendizado.

Ponto: O concurso do TJ/SP é muito concorrido. O que você priorizou no planejamento?

Prof. Igor: Antes de mais nada, é preciso ter em mente que o coach não age sozinho. O aluno tem que querer passar, participar. E, neste sentido, a Priscila foi sensacional. Ela me exigiu muito mesmo. Eu cobrava, ela participava, ligava, mandava e-mail. A pessoa que quer passar, do fundo do coração, o comprometimento é claramente diferente da pessoa que não quer. Não tem tempo ruim. Há entrega, disposição, paciência. Acho que isso foi o mais importante: comprometimento, mérito dela, claro. O planejamento é sempre simples: focar no que interessa. Sabidamente, o TJ/SP é um concurso que cai muita norma, lei seca, por exemplo. Há poucas questões de raciocínio jurídico. É saber ou não. Zero ou um. Dar o aprofundamento adequado é importante, para não perder tempo. Vejo ainda que muitos alunos adoram viajar na maionese e estudar tudo aquilo que não cai. Um material bem direcionado já ajuda muito nesse sentido.

Ponto: Poderia deixar um recado pra Priscila?

Prof. Igor: Priscila, você é uma aluna extraordinária. Uma pessoa simples, do bem. Desejo sinceramente que você seja extremamente feliz! Você merece! E me pague o hambúrguer que você prometeu caso passasse! rsrs...abs! ;)

Igor.