Entrevistas

Bruno Leonardo Erse


Hoje vamos conhecer a história do Bruno, rondoniano de 28 anos. Sou formado em Ciências Aeronáuticas e fui aprovado no concurso da Escola de Especialistas de Aeronáutica, onde exerci – por cinco anos – a profissão de controlador de tráfego aéreo da Força Aérea Brasileira.

Ponto: Conte-nos um pouco sobre a sua decisão de estudar para concursos. Como aconteceu?

Bruno: Na verdade, eu só estudei para o concurso da ANAC. É muito importante que o concursando tenha isso em mente: foco sobre qual concurso irá prestar. Respondendo à pergunta, a profissão de piloto é uma das mais gratificantes que podem existir. Realmente, só quem voa sabe por que os pássaros cantam. Contudo, a bagagem que nós carregamos nessa profissão é muito pesada. Muitas vezes abrimos mão do carinho dos familiares e amigos e embarcarmos em missões que nos levam para longe, literalmente. É claro que todo aviador sabe desse ônus na carreira, mas cabe a ele decidir se está disposto a pagar o preço. O fato de viver grande parte da minha vida em quartos de hotéis foi um dos fatores determinantes para que eu tomasse essa decisão. Somado a isso, é muito gratificante saber que, como Especialista em Regulação de Aviação Civil, eu vou contribuir (mesmo que em uma pequena parcela) com o desenvolvimento da aviação nesse país. Considero esse cargo muito nobre e gratificante, além de oferecer uma excelente remuneração, e foi por esses motivos que decidi prestar esse concurso.

Ponto: Quais foram os métodos de estudo que você utilizou?

Bruno: Eu estudava o dia inteiro, em três turnos: de 8h às 12h uma matéria, de 14h às 18h outra matéria e de 20h até 1h uma terceira matéria. Como comecei a estudar um ano antes da prova, tive tempo suficiente para ler todos os materiais em PDF e assistir videoaulas. Para consolidar a matéria em minha cabeça, fiz o que todo candidato deve fazer: um milhão de exercícios COMENTADOS. Os exercícios foram determinantes para que eu me saísse bem na prova.

Ponto: Quais foram as suas maiores dificuldades? Como você conseguiu superá-las?

Bruno: A minha maior dificuldade foi passar um ano inteiro sentado sobre uma cadeira enquanto eu via o mundo girar a minha volta. Era difícil demais rejeitar convite dos amigos, da família e ficar trancado no quarto lendo muitos livros sem mesmo saber se iria me sair bem na prova. Quando saiu o edital, chorei bastante, pois seriam apenas quatro vagas pra minha área. Sabia que seria difícil porque o ramo aeronáutico é composto por vários pilotos de excelente gabarito e de elevada competência. Mas para superar essa dificuldade, eu fechava os olhos e imaginava o momento de dar a notícia aos meus pais de que eu havia passado no concurso. Isso me dava um gás que eu nunca imaginei que fosse capaz de ter. Além disso, eu coloquei no papel de parede do meu celular uma imagem de um Inspetor de Voo com o colete azul da ANAC. Toda vez que eu mexia no meu telefone, lembrava que tinha que continuar na luta.

Ponto: Como o curso de discursivas do Ponto dos Concursos ajudou em sua classificação?

Bruno: Antes de contratar o Ponto dos Concursos, eu fazia redações que não tinham absolutamente nada a ver com o estilo de cobrança da ESAF. Eram redações prolixas, sem objetivo e que não atendiam às exigências da banca. Quando terminei as minhas aulas de redação aqui do Ponto, vi que ia dar trabalho pra concorrência. Eu pulei do quarto lugar - com a mesma nota do quinto colocado – para a primeira colocação, e com bastante folga em relação ao segundo. Eu só tenho a agradecer à Júnia e ao Ponto por isso. Definitivamente, foi o dinheiro mais bem investido da minha vida.

Ponto: Você gostaria de deixar algum agradecimento?

Bruno: Sim. Gostaria de agradecer a Deus, aos meus pais e meus irmãos por terem me dado todo o subsídio de que eu precisei; agradecer ao Tiago, meu grande amigo, que me apoiou desde o primeiro dia de estudo até hoje; agradecer à Ramaica, minha ex-namorada, que foi a pessoa que mais sofreu com minhas viagens e que sempre pedia para eu prestar o concurso da ANAC. Ela serviu como maior incentivo para que eu mudasse a minha vida.

Ponto: Qual mensagem você deixaria para os que continuam estudando?

Bruno: Amigo, nenhum obstáculo é tão grande se a sua vontade de vencer for maior. Faça o que você puder, use as armas que você tem e depois tenha a certeza de que você irá atracar o seu barco em um mar de águas calmas. A jornada de estudos é muito sofrida, mas não há nesse mundo alegria maior do que ver o seu nome publicado no Diário Oficial da União. Abra mão de alguns prazeres, tenha força de vontade e arrisque, pois sonhos sem riscos são conquistas sem méritos.