Entrevistas

Samanta Yuquie


Hoje vamos conhecer a história da Samanta Yuquie, 26 anos, casada, aprovada para técnico e analista da Procuradoria-Geral do Estado de Rondônia.

Mas não foi a primeira vez que ela sentiu essa felicidade! Samanta já foi aprovada para atendente comercial dos correios em 2008 (3º lugar), técnico administrativo do Ministério Público do Estado de Rondônia em 2012 (2º lugar) e analista processual do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia em 2013 (50º lugar).

Ponto: Desde quando você estuda? Quando começou a sua relação com os concursos públicos?

Samanta: Comecei a estudar para concursos públicos em fevereiro de 2014. Porém, antes disso, eu já havia estudado um pouco (sem tanta dedicação), e já havia prestado alguns, tendo obtido algumas reprovações, e três aprovações: atendente comercial dos correios em 2008 (3º lugar), técnico administrativo do Ministério Público do Estado de Rondônia em 2012 (2º lugar) e analista processual do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Rondônia em 2013 (50º lugar).

Ponto: Você estudou por conta própria e depois resolveu procurar a ajuda de um Coach. Fale um pouquinho sobre sua experiência de estudos antes e depois do auxílio do Coach Bruno Fracalossi.

Samanta: No início de 2013, eu estava empolgada com o concurso de auditor do TCE/RO que estava previsto para ocorrer naquele ano. Fiz o possível para me preparar para aquela prova, mas era muito inexperiente, e não soube dar a prioridade necessária para aquele concurso. A prova ocorreu em agosto de 2013, e eu não me classifiquei. Depois, prestei o concurso do TRE/RO, e classifiquei para o cargo de analista processual, mas fiquei muito abaixo do que eu gostaria (50º lugar).

Isso me deixava muito frustrada, pois via que, apesar de tanto esforço, o resultado era sempre muito abaixo do que eu gostaria. No final de janeiro de 2014, eu decidi que prestaria o concurso para consultor legislativo da Câmara dos Deputados. Foi uma decisão meio louca, sei que é um concurso muito concorrido, mas eu sentia que precisava me expor a esse tipo de situação para meu crescimento.

Nessa época, pesquisei tudo que podia para melhorar meus métodos de estudos, e até evoluí bastante, mas, obviamente, não fui aprovada… rs.

A experiência de ter prestado um concurso grande como esse, inclusive tendo que sair de Rondônia para prestar as etapas que ocorreriam em dois domingos seguidos em Brasília, me fez encarar a realidade: se eu quisesse mesmo ter um resultado melhor, eu precisaria investir mais tempo, dinheiro, dedicação, motivação, enfim: colocar mais intenção nesse projeto.

Nessa época virei uma frequentadora assídua de blogs relacionados a concursos. Também passei a ler vários artigos sobre concursos, inclusive os que são publicados no site do Ponto, e também procurei ler o máximo de entrevistas de aprovados para ver o que eu poderia ou não fazer, o que funcionava e o que não funcionava etc.

Foi aí que fui procurar saber o que era esse tal de coaching para concursos. A princípio, fui acompanhada por três meses pelo Professor Wallace Souza (na época professor e coaching do Ponto). Foi uma experiência fantástica de muito crescimento e superação de pensamentos que me limitavam. Nessa época, prestei o concurso para especialista em regulação na área de Direito da Anatel e não classifiquei para o cargo por míseros oito centésimos… Apesar da decepção de ter sido reprovada por tão pouco, fiquei muito feliz por ver minha evolução em tão pouco tempo.

Logo após isso, senti que deveria dar continuidade ao coaching para refinar ainda mais minhas habilidades. Foi quando iniciei o coaching com o Professor Bruno Fracalossi.

O Bruno me ajudou demais a manter aquele gás para os concursos. Quem já passou por reprovações sabe muito bem o quão frustrante é bater na trave em concursos públicos. O Bruno foi fundamental nesse momento, pois ele sempre procurou me mostrar que, se eu havia obtido aquele resultado, nada me impediria de melhorar ainda mais para os próximos concursos. Ele sempre me colocava pra cima em nossas conversas. Uma coisa que ele falou e que eu não esquecerei jamais é que chega um momento em que você, como concurseiro, já foi tão longe, já investiu tanto de si (inclusive do seu tempo), que não dá mais para voltar atrás.

No coaching, pude agregar várias técnicas de estudo, mas, para mim, o principal mesmo foi a parte motivacional, pois o Bruno me ajudou a continuar superando qualquer pensamento que me limitasse nos estudos e deixar pra trás aquela “derrota” que eu havia passado na Anatel para seguir em frente.

Ponto: Quais foram as suas dificuldades durante a sua preparação? O coaching ajudou a superá-las?

Samanta: As dificuldades são muitas, mas uma que me atrapalhava muito era a incerteza sobre em quais cargos focar. O Bruno me ajudou demais a superar essa minha indecisão. Sabe aquela coisa de querer TODOS os cargos? Pois é, essa era eu… rs.

Quem é concurseiro de verdade acaba tendo que renunciar a muitas benesses momentâneas em prol de algo melhor no futuro (que esperamos que seja próximo né!!!!). Por conta disso, eu penso que, se é pra abrir mão, então que seja por algo que valha muito à pena! Não acho que esse pensamento seja errado, mas eu acabava me perdendo muito nisso e não conseguia direcionar muito bem tanta energia. Eu parecia uma torrente forte de água que, tão dividida, virava um monte de pocinhas… rs.

Houve um momento em que o Bruno teve até que ser um pouco enfático comigo para que eu pudesse perceber a realidade e tomar uma decisão mais firme. Eu agradeço demais por isso, pois foi um divisor de águas pra mim. Esforço é sim importante, mas só esforço não é o suficiente; o esforço precisa ser direcionado de forma clara.

Isso me marcou tanto que, até hoje, procuro selecionar muito bem minhas ações nos concursos, para sempre perceber se elas estão focadas no objetivo que eu quero, para não ficar perdendo tempo com coisas desnecessárias.

Outra dificuldade foi a falta de tempo, já que trabalho oito horas por dia, com duas horas de intervalo. O Bruno me ajudou muito a pensar meu dia de uma forma mais estratégica para conseguir atingir minhas metas de estudo. Assim, consegui simplificar muitas coisas e separar tempo para estudar.

Ponto: Você foi aprovada em dois grandes concursos. Agora acabou a vida de concurseira ou você ainda continua estudando para alcançar outro objetivo?

Samanta: Bom, se eu contar que quase não prestei esse concurso talvez vocês não acreditem! Rs…

Na verdade, confesso que minha inscrição foi meio que um ato de desespero. Na época em que foi publicado o edital da PGE/RO, eu tinha acabado de vir de uma reprovação muito dolorosa. Eu havia prestado o concurso para técnico de controle externo do TCU (no qual havia mais de 27 mil inscritos) e não tive as redações corrigidas por um ponto apenas!

Voltando à PGE/RO, foi bem nessa época que foi publicado o edital e eu resolvi prestar, já que eu já tinha uma base boa em algumas matérias. Sendo franca, confesso que não pude me dedicar especificamente para a PGE/RO, como eu faria se pudesse. No entanto, eu fui o mais estratégica possível: procurei avaliar o custo-benefício de cada matéria e procurei focar só no que valesse muito à pena.

Com esse concurso, eu vi, mais uma vez, que conhecimento nunca é perdido. Todas as matérias que estudei para a Anatel em 2014 foram muito úteis, principalmente direito tributário (que eu nem puder rever para a prova da PGE/RO, ou seja, nessa matéria, fui para a prova só com o que eu tinha estudado na época da Anatel mesmo). Além disso, eu havia estudado muito a parte orçamentária para o TCU e isso me ajudou demais na PGE/RO. Sem contar as matérias queridinhas de todo concursando: português, constitucional e administrativo, que eu já vinha estudando há algum tempo. Apesar desse cenário até bom, também havia matérias que eu nunca peguei pra estudar na vida, como processo e direito do trabalho, empresarial e legislação institucional.

Eu estou muito feliz por ter atingido um resultado como esse. Acredito que além de estudar muito já há algum tempo, a tranquilidade emocional também ajudou, e essa tranquilidade vem com a experiência (inclusive com os “fracassos” que passei). Tenho sim outros objetivos nos concursos e continuo me dedicando para atingi-los. Nessa minha jornada nos concursos (que ainda não terminou!), estou levando comigo toda essa experiência e aprendizado que as vitórias e as derrotas me proporcionaram.

Ponto: Qual mensagem você deixaria para os que continuam na batalha por uma vaga no serviço público?

Samanta: Encare os concursos públicos como um projeto. Isso significa dedicar o máximo de si mesmo (dentro do possível) em prol do objetivo, pois não dá para mirar em muitos projetos ao mesmo tempo, então, esteja presente no que você está fazendo e coloque a totalidade de suas intenções nesse projeto. Por outro lado, é muito importante ter equilíbrio, então, não deixe de levar uma vida saudável, ter uma boa qualidade de sono, se alimentar bem, praticar atividades físicas, sair com os amigos, ter uma boa convivência familiar etc., mas tudo isso sem se esquecer de focar no projeto.

Para finalizar, gostaria de citar um pensamento de Henry Ford que sempre serviu como um mantra em minha vida: “se você pensa que pode, ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo!”.