Entrevistas

Agamenon Almeida


Hoje vamos conhecer hoje a história de Agamenon Almeida, baiano de Jequié, 25 anos, aprovado no concurso para soldado da Polícia Militar de Minas Gerais.

Ponto – Você é Engenheiro de Petróleo... O que o levou a estudar para concursos públicos? Isso já passava pela sua cabeça enquanto fazia seu curso superior?

Agamenon – O que me levou a procurar concursos públicos foi a falta de mercado de trabalho na minha área de formação. Pelo menos na Bahia o mercado tinha estava ruim, então no último semestre antes de me formar eu já cogitei a possibilidade de sair da área de engenharia e procurar outros ramos, até porque os concursos para a área de engenheiro de petróleo são bem poucos. Na época do vestibular eu cogitei fazer direito, pois pensava em ser policial federal. Não que isso influencie, mas na minha cabeça naquela época influenciava. Baseado nisso, eu decidi: “vou para a área policial”. Eu me formei dia 28/07/2014 e no dia 29/07/2014 eu já comecei a me preparar fazendo um cursinho focado no concurso da Polícia Federal, que tinha sido autorizado naquele ano.

 

Ponto – Desde quando você estuda para concursos?

Agamenon –  Comecei em 29/07/2014 me preparando para o concurso da PF. Depois da prova, que foi em 21/12/2014, eu lembro que demorei um tempo pra retomar os estudos. Não conseguia render, sentava, tentava e nada. A vontade de estudar só apareceu novamente lá para maio ou junho de 2015. Então estudei até a prova da PMMG, que foi 13/12/2015, e ainda continuo na luta.

 

Ponto – Você estudou um tempo por conta própria e depois resolveu procurar a ajuda de um Coach. Fale um pouquinho sobre sua experiência de estudos antes e depois do auxílio do Coach Bruno Fracalossi.

Agamenon – Bom, acho que passei por duas etapas de estudo, antes do Coach e depois do Coach. A primeira foi logo quando me formei até a prova da PF. Nessa época eu não tinha noção nenhuma de metodologia de estudo. Achava que bastava sentar, estudar e contar as horas de estudo. Na minha cabeça, se fizesse isso por várias horas estaria bom. Nessa época, como o concurso da PF estava prestes a acontecer, mas o edital ainda não havia sido divulgado, eu chegava a estudar 10 horas, 11 horas por dia. Preocupava-me em tentar terminar o conteúdo do edital anterior. Fiquei praticamente sem uma vida social. Quando chegou a umas 3 semanas da prova eu lembro que travei e não conseguia estudar nem 1 hora, não sei se era medo, receio, stress, só sei que não ia de jeito nenhum. Decidi então passar uma semana com minha família para descansar para ver se retomava os estudos. Depois desse descanso retomei os estudos, porém cometendo os mesmos erros.

Em maio/junho de 2015, quando retomei meus estudos, dei uma pequena reduzida nas horas estudadas. Chegava a estudar 45, 47 horas por semana. Mas não sabia se estava fazendo certo e me perguntava: “Será que eu estou fazendo direito? Será que é a melhor maneira de estudar?”. E não existe nada tão bom que não possa melhorar, correto? Então eu decidi fazer o coaching para ver se eu estava no caminho certo, pois não queria “desperdiçar” meu tempo. Foi a melhor coisa que eu fiz! Eu lembro que quando conversei com o Bruno falei que já vinha estudando 45-47 horas por semana e que poderíamos estabelecer 50 horas por semana que eu cumpriria minha meta, até porque estava todo empolgado. Vontade não me faltava. A resposta dele foi: “caaaalma meu amigo... vamos ficar com 45 horas por semana, certo? 40 horas de segunda a sexta e 5 horas no sábado, ok? E eu respondi: Oxi, como assim? Domingo eu não vou estudar? Vou ficar livre?!”. Agora eu tinha um dia na semana em que não precisava fazer nada relacionado aos estudos. Essa foi minha primeira surpresa.

Sem dúvida a coisa mais importante e que vou seguir até minha aprovação final, a metodologia que o Bruno passou de estudos foi totalmente diferente do que eu vinha fazendo, parecia um processo que iria me atrasar (eu com minha visão de terminar logo o edital), mas aí logo no primeiro mês eu comecei a ver que o conhecimento estava bem mais sedimentado, estava tudo mais fresco na mente, o estudo era mais completo, entende? Eu estava retendo muito mais informação que antes. Meus estudos agora tinham intervalos, eu tinha obrigação de tirar um tempo para fazer exercícios físicos, meus estudos agora tinham fases, além de várias outras coisas que eu não fazia antes.

 

Ponto – Qual foi a sua maior dificuldade durante a sua preparação para este concurso?

Agamenon – Bom, nesse concurso da PMMG, alguns meses antes da prova eu não vinha conseguindo me manter no ritmo de estudos de antes por complicações pessoais. Agradeço ao Bruno, pois pedi a ele que interrompêssemos nosso compromisso temporariamente, pois eu não ia conseguir bater nossa meta até que tudo voltasse ao normal. Meu pai/padastro fez uma cirurgia em Salvador e eu que morava lá o acompanhei. Nessa época mal conseguia estudar, estava fazendo 8, 10 horas por semana. Teve semana que eu nem cheguei a estudar. Isso tudo durou um mês certinho, e logo em seguida eu que tive que fazer uma cirurgia de correção de desvio de septo nasal. Isso foi em 18/11/2015. Só em dezembro eu consegui voltar para minha rotina normal de estudos. A prova seria no dia 13/12/2015 e quando eu voltei a estudar nem parecia que eu tinha parado. O conhecimento estava bem sedimentado devido ao meu estudo pelos métodos que o Bruno me ensinou.

 

Ponto – E agora? A vida de concurseiro acaba aqui ou você tem mais algum concurso em vista?

Agamenon – Acaba nada! Meu objetivo é entrar na PF ou PRF (aqui vou deixar Papai do Céu decidir qual o melhor para mim). Continuo na luta firme e forte. Só vou parar quando alcançar o que tanto quero.

 

Ponto – Você disse que antes de procurar a ajuda de um coach só estudava, sem se preocupar em descansar. Fale um pouco sobre a importância da atividade física e dos momentos de descanso introduzidos na sua rotina de estudos. Você acha que isso ajudou na sua preparação?

Agamenon – Com certeza, o dia ficou menos cansativo, sabe? Bruno jogou meus horários de descanso para o final do dia. Era como se fosse uma recompensa poder extravasar, ir para a academia liberar aquela energia acumulada, aliviar a mente. Só depois eu comecei a ver a importância do descanso, de fazer o que a gente gosta para que o dia não seja só o estudo, mas tenha também um pouco daquilo que você gosta de fazer: jogar, sair, algo que dê prazer. Isso é muito importante, pois a rotina é cansativa e o caminho é longo!

 

Ponto – Você leu todas as entrevistas publicadas no site do Ponto, não é? Agora, que você é o entrevistado, qual mensagem gostaria de deixar para os concurseiros que ainda sonham com uma vaga no serviço público?

Agamenon – Li sim! E ainda continuo lendo. Sempre que aparece uma nova vou lá conferir. Bom, o a mensagem que gostaria de deixar aqui é que devemos ter muita fé, seja em Deus, Buda, Alá, ou em você mesmo, não importa em quem você acredita, apenas tenha fé de que é possível, pois é. Segundo, temos que ter muita DISCIPLINA, DETERMINAÇÃO e ORGANIZAÇÃO. Terceiro: não desista! Nesse caminho de concurso só temos duas saídas: ou você PASSA ou você desiste, e a opção de desistir não é nem um pouco viável. Quarto: nem tudo são flores, todos passamos por dificuldades e isso não deve ser visto como um problema, mas sim um obstáculo a ser superado, use isso como um incentivo. Momentos de insegurança vão acontecer, de dúvida também: “será que eu vou conseguir passar?”. Vai sim!

Apenas continue firme na luta, pois no final você verá que tudo valeu a pena. Nesse concurso, que ainda não foi meu objetivo final, eu fiz 90% da prova objetiva. Estava na casa da minha avó e, como lá não tem internet, fui numa lan house conferir o gabarito no dia seguinte. Só lembro da minha sensação de felicidade, rindo sozinho conferindo o gabarito, sem acreditar que estava indo tão bem e vendo que todo o esforço que eu fiz está valendo.