Entrevistas

Gustavo Sabino


 

Aprovado em 2º lugar para técnico, área 2 do Bacen.

 

Com apenas 21 anos, Gustavo Henrique Sabino foi aprovado em 2º lugar no concurso do Banco Central do Brasil (Bacen) para técnico, área 2, com atuação em Brasília. Sua primeira aprovação aconteceu na carreira militar, na qual ingressou para a Escola Naval e ficou por 4 anos. 

 

No ano passado, já estudando para o Bacen, decidiu dar baixa da Escola Naval, por não se visualizar seguindo a carreira de Oficial da Marinha do Brasil, e, com isso, aproveitar para se dedicar em tempo integral ao novo cargo que pretendia assumir no Bacen.

 

 

Foram apenas seis meses de intensa preparação, sendo 4 estudando por 3 horas à noite e os outros dois com dedicação exclusiva. Nas horas vagas, que eram poucas, Sabino aproveitava correndo, assistindo a algum seriado na TV ou filmes de comédia, momentos que relaxavam e ajudavam a manter a concentração a cada novo dia.

 

 

Para que pudesse se preparar melhor, nos dois últimos meses, montou um quadro de estudos e seguia à risca cada horário. Acordava todos os dias às 6h, começava a estudar às 7h e parava somente às 20h30, dividindo esse tempo em 5 períodos de estudo, com intervalos de 15 minutos entre eles e 1 hora de almoço. Certamente, a atuação como militar lhe trouxe alguns ganhos nessa preparação, pois disciplina e persistência foram essenciais para essa conquista.

 

 

 

Confira abaixo a entrevista completa do mais novo carioca em solo brasiliense:

 

 

 

Ponto dos Concursos - Gustavo, como foi a decisão de estudar para concurso público? O que te motivou?

 

 

Gustavo Sabino - Decidi começar a estudar para concurso público quando senti que não queria seguir a carreira militar. Percebi que tinha que conseguir algo que me proporcionasse manter o mesmo padrão de vida que eu teria se estivesse continuado na Marinha.

 

 

Ponto dos Concursos – Seu foco sempre foi o Bacen? Como foi esse início?

 

 

Gustavo Sabino - Não, meu primeiro foco não foi o concurso do Bacen. Como toda iniciação, testei métodos e estratégias, a fim de encontrar a melhor para mim. Não foi fácil, tive que reavaliar todo o meu método de estudo, já que tinha criado um hábito no ensino médio de só estudar nas vésperas das provas. Infelizmente levei essa ideia para meu primeiro concurso público. Só estudei quando saiu o edital e foi um desastre (risos), mas foi bom para aprender.

 

 

Ponto dos Concursos - Foram quantos meses dedicados ao Bacen e como foi essa preparação?

 

 

Gustavo Sabino - Para o Banco Central, estudei cerca de 6 meses. No início da minha preparação para o Banco eu ainda trabalhava, então, por 4 meses, estudava uma matéria por dia, cerca de 3 horas. Nos últimos 2 meses antes da prova tive que sair do trabalho. Nesse período estudava 5 matérias por dia, duas pela parte da manhã e 3 pela parte da tarde. Separava cerca de 2 horas e 15 minutos para cada matéria. Estudava por materiais em PDF, já que não tinha muito tempo para frequentar cursos presenciais e também por preferir estudar sozinho.

 

 

Ponto dos Concursos – Sair do trabalho para estudar é sempre uma decisão difícil, você teve o apoio de seus familiares? Como era trabalhar e estudar para concurso?

 

 

Gustavo Sabino - Não posso dizer que eles foram contra ou a favor, disseram para eu ter certeza do que eu ia fazer, mas com o tempo entenderam a minha escolha.

 

 

Trabalhar e estudar era bastante complicado. Acordava às 5 horas da manhã para pegar no trabalho às 8 horas. No trajeto de ida, costumava ler alguns resumos que eu fazia. Não tinha muito tempo para estudar no trabalho, então acabava usando parte de meu almoço para fazer exercícios ou para reler algumas disciplinas. Costumava chegar em casa às 19 horas, jantava e depois iniciava os estudos. Foi uma fase bem difícil, no entanto, também foi importante, pois aprendi a utilizar o tempo que tinha da melhor forma e isso melhorou o meu rendimento nos estudos.

 

 

Sei que muitas pessoas, ao lerem isso, acharão que sair do emprego é necessário para se obter a aprovação. Não acho que isso seja uma verdade, pois não são poucos os exemplos de pessoas que passam em um concurso de nível médio primeiro, só para depois começar a estudar para concursos de ensino superior. Creio que devemos analisar nossa própria situação para tomar essa decisão. No meu caso, ainda moro com a minha mãe e não possuo contas para pagar, então a decisão de sair do trabalho não me geraria tantas consequências.



Ponto dos Concursos – Quais as disciplinas que te deram mais trabalho e como fazia para superá-las?

 

 

Gustavo Sabino - Bom, na verdade, todas as disciplinas me deram trabalho, mas se fosse para escalonar essa dificuldade, diria que a mais complicada foi Direito Administrativo, pois essa matéria exige um conhecimento amplo dos mais diversos autores e alguns deles, inclusive, chegam a se contradizer em alguns pontos. Então, para mim, essa matéria foi a mais complicada. Para solucionar esse problema, resolvi pesquisar qual era a literatura adotada pelas bancas, somente depois disso pude melhorar meu desempenho nessa disciplina.

 

 

Ponto dos Concursos – Nessa intensa preparação, tinha espaço para diversão em algum momento?

 

 

Gustavo Sabino - Tinha espaço para algumas horas de relaxamento, mas não posso chamar isso de diversão (risos). Os “sintomas” de um dia de estudo começavam a aparecer quando eu já estava chegando ao final dele. Sentia dificuldade para assimilar, às vezes ficava com uma agonia quando lia os materiais em pdf, além das normais dores de cabeça. Quando esse momento chegava, decidia que era a hora de parar e relaxar. Costumava assistir a vídeos de comédia no Youtube ou ,quando estava mais disposto, dava uma corrida, pois essas coisas me ajudavam a dormir menos estressado.

 

 

Ponto dos Concursos – O que você considera ter sido o diferencial da sua preparação, já que muitas pessoas passam anos e anos para conseguirem uma aprovação e você conseguiu a sua em tão pouco tempo?

 

 

Gustavo Sabino - Acho que o diferencial na minha preparação foi nunca ter perdido o foco. Sempre me mantive estudando, mesmo sem vontade. Com certeza isso foi o diferencial. Além disso, tive o auxílio do excelente material do Ponto e de seus professores.

 

 

Ponto dos Concursos – Com apenas 21 anos e seis meses de preparação para o Bacen, você acredita que teve o fator sorte ou foi pura ralação?

 

 

Gustavo Sabino – Então, não acredito que a “sorte” ajude alguém a passar em um concurso, talvez ela até possa ficar ao seu favor ao chutar uma questão, mas como eu disse, “uma” questão. Nunca conheci alguém que tenha passado chutando a prova toda (risos).

 

 

Acredito que a aprovação em um concurso é fruto de esforço e dedicação. Costumava ler artigos de aprovados em concursos e pude perceber que a grande maioria eram pessoas normais, que obtinham sua aprovação devido ao esforço, à dedicação e às horas que passavam em frente aos livros.

 

 

Ponto dos Concursos – Pretende fazer novos concursos? Qual a próxima meta?

 

 

Gustavo Sabino - Pretendo fazer outros concursos sim. No momento, estou em dúvida se faço concurso para a Receita Federal ou para o próprio Banco Central.

 

 

Ponto dos Concursos – Quais dicas você deixa para quem continua em busca da aprovação?

 

 

Gustavo Sabino - Creio que não há uma receita pronta para ser aprovado em concurso público, mas acho que existem alguns pontos importantes. O primeiro seria manter o foco sempre. Quando nos preparamos para concursos temos que nos conscientizar de que o estudo é essencial para a nossa aprovação. Então é necessário ter uma disciplina e um compromisso com ele. Sei que, às vezes, é complicado, pois temos família, amigos, namorada. Ou seja, coisas que também requerem nossa atenção, mas sabendo se organizar dá para conciliar tudo isso.

 

 

O segundo aspecto que considero importante é ter um bom material de estudo. Já tive a “oportunidade” (se é que posso chamar isso de oportunidade) de estudar com material ruim. Gastava mais tempo consertando o material, que muitas vezes estava desatualizado, do que estudando de fato. Aprendia mais resolvendo exercícios do que lendo as apostilas. Considero o material do Ponto excelente, além de preferir o método de estudo em PDF, porque prende mais a minha atenção do que assistindo a videoaulas, mas isso é algo pessoal.

 

 

O último ponto seria ser perseverante. Às vezes, sei que é bem difícil recomeçar os estudos depois de um resultado não tão bom em um concurso. Mas às vezes é necessário passar por isso. Eu, por exemplo, só revi a minha estratégia de estudo depois de ser reprovado duas vezes. Gosto muito de uma frase que tem a ver com isso: “Se você acha que pode ou se você acha que não pode, de qualquer maneira, você tem razão”.

 

 

Então o segredo é esse: acredite em si!

 

 

 

 

Equipe Ponto dos Concursos.