Entrevistas

Aldair Lazzarotto


Aprovado em 3º lugar para Auditor-Fiscal do Trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

 

Disciplina, motivação e paciência são palavras essenciais - caso praticadas - para que se obtenha bons resultados na árdua caminhada rumo à aprovação em um concurso público. Pelo menos para o Aldair Lazzarotto, essas são as palavras que melhor definem o motivo da conquista de sua mais recente aprovação.



Em 10 anos de preparação, foram 17 concursos prestados e 13 aprovações. Lazzarotto veio de família humilde e batalhou muito para alcançar seus objetivos. Isso prova, mais uma vez, que condição financeira não significa atestado de capacidade. Sabemos que pode ajudar, mas não é fator determinante.



Confira a entrevista completa e entenda a história do Aldair:



 

Ponto dos Concursos - Aldair, quando começou na caminhada rumo à aprovação e o que te motivou na época?



Aldair Lazzarotto - Fiz meu primeiro concurso, há quase dez anos, para Carteiro da ECT. Desde então, prestei 17 concursos e fui aprovado em 13. Para o concurso de Auditor-Fiscal do Trabalho, iniciei a preparação em setembro de 2010. Nessa época, ocupava o cargo de Técnico Judiciário no TRT 12ª Região.



Minha maior motivação foi a vontade de vencer, de superar as dificuldades, de provar para mim mesmo que eu era capaz de almejar algo bom para minha família. Na infância e na adolescência passei muitas dificuldades, pois sou oriundo de família de classe baixa (meu pai criou quatro filhos com algo em torno de dois salários mínimos).



Dessa forma, comecei a trabalhar muito cedo (13 anos) e já fiz um pouco de tudo: distribuí panfletos no centro da cidade, fui guarda-mirim, auxiliar de produção, tratador de animais no zoológico, etc.



Quando passei no primeiro concurso, percebi que era capaz de sonhar com uma condição melhor para minha família. Isso ajudou a desenvolver a disciplina, a motivação, a paciência e outras características que são fundamentais para se estudar a longo prazo e ser aprovado em concursos de alto nível.



 

Ponto dos Concursos - Quando começou você tinha algum foco? Qual?



Aldair Lazzarotto - No início não. Quando comecei a estudar para concursos, trabalhava em uma indústria de móveis e meu salário era de R$ 218,00 (pouco mais de um salário mínimo na época). Nesse momento, ainda não acreditava que era capaz de ser aprovado em concursos. Pensava que os candidatos com chances reais de aprovação eram aqueles que estudaram em boas escolas, que tinham dinheiro para investir nos estudos. Dessa forma, o início dos estudos foi de maneira bem amadora. Estudava por apostilas, sempre após o edital e escolhia os cargos pelas oportunidades que apareciam.



Após prestar cincos concursos (ECT, Copel, Prefeitura, INSS e TRT9), assumi como Auxiliar Judiciário no TRT 9ª Região. Nessa época, tinha 22 anos e ainda não havia iniciado a faculdade (na verdade, nunca havia feito vestibular). Essa fase foi de muito crescimento e aprendizado, comecei a cursar Ciências Contábeis e a descobrir o “mundo dos concursos”: melhores livros, melhores professores, cursos online, etc.



Nessa segunda fase de estudos para concursos, já tinha um foco: TRTs. Fiz vários concursos para Técnico Judiciário e para Analista Judiciário nos TRTs do Paraná, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e São Paulo. Colecionei algumas reprovações e outras aprovações. Os melhores resultados foram os seguintes: 2º lugar para AJAA no TRT 18ª Região (2008) e na 9ª Região (2013) e 9º lugar no TRT 2ª Região (2008).



Em 2008, quando passei para Analista em Goiás e São Paulo, estava apenas no 3º ano da faculdade. Tive uma enorme decepção, pois acabei tendo que abrir mão de um salário três vezes maior do que recebia. Por outro lado, isso consolidou a motivação e a fé em Deus que o meu momento chegaria. Lembro que ouvi de várias pessoas uma mesma frase: “calma, tudo tem seu tempo”. Depois, descobri que o texto completo está na Bíblia, em Eclesiastes 3, 1-13:



“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz. Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha? Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar. Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim. Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida; E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus”.



Em suma, desde 2005 trabalhei em TRTs, tendo ocupado os cargos de Auxiliar, Técnico e Analista Judiciário. Em setembro de 2010 iniciei a terceira fase da minha saga em concursos: o projeto AFT. Nessa fase o foco foi total. Estudei três anos somente para esse concurso.



 

Ponto dos Concursos - AFT do MTE era uma realização?



Sem dúvidas! Após as aprovações nos TRTs, decidi escolher um cargo considerado de alto nível para “pendurar as chuteiras”. Considerei aspectos como flexibilidade, autonomia, dinâmica do trabalho e satisfação profissional. Encontrei no AFT o cargo ideal.



 

Ponto dos Concursos - Durante esse período de preparação para o cargo de AFT, como era sua rotina de trabalho e estudos?



Aldair Lazzarotto - Desde o início da preparação trabalhava de 7 a 8 horas diárias, de segunda a sexta-feira. Assim, estudava em média de 4 a 5 horas diárias, de segunda a sexta-feira. Nos finais de semana, costumava estudar um dos dias (8 a 10 horas) e folgar o outro para ficar com a família.



 

Ponto dos Concursos - Você seguia algum cronograma/método de estudo?



Aldair Lazzarotto - Como só me formei em agosto de 2011, parte da minha preparação foi concomitante com a graduação. Além disso, minha família (esposa e filha) sempre exigia atenção. Dessa forma, procurava estudar o máximo possível, considerando as demais atividades diárias que exigiam tempo.



Nunca fiz cursinho, sempre estudei sozinho em casa. Separei um quarto da casa para esse fim.



Quando iniciei os estudos para AFT, tinha uma boa base em algumas disciplinas (Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Direito do Trabalho, Constitucional e Administrativo) decorrente da preparação para TRTs. Nas outras disciplinas iniciei “do zero”.



Dividi as disciplinas em dois ciclos, procurando alternar “exatas” com “direitos”. Nas disciplinas em que estava mais adiantado priorizei revisões, exercícios e o estudo da jurisprudência; nas demais, iniciei pela teoria e, num segundo momento, parti para os exercícios.



Como eram dois ciclos, estudava cada um deles por um período de dois a três meses, de forma bem flexível (incluía e retirava disciplinas, aumentava ou diminuía o tempo dedicado a cada uma, conforme o estudo avançava).



Durante todo o período de preparação, minha rotina diária era trabalhar de 7 a 8 horas na Justiça do Trabalho e, salvo um dia por semana (sábado ou domingo), estudar quase todo o tempo restante, após descontar o tempo necessário para as demais tarefas rotineiras.



Os primeiros dois anos foram relativamente tranquilos. No último, as coisas começaram a complicar devido à demora em sair o edital e o desgaste, principalmente familiar, decorrente do longo período de estudos.



Uma das dificuldades foi adaptar o estudo nos dois meses pós-edital, tendo em vista todas as novidades (nova banca e inclusão de seis novas disciplinas).



Pouco antes de sair o edital foi escolhida nova banca organizadora (Cespe/UnB). Como todo o período de preparação foi focado na Esaf, era normal “bater um desespero”. Fiquei uns dois dias assimilando aquilo tudo e decidindo como vencer esse “novo gigante” que surgia.



Consegui 30 dias de férias que foram fundamentais para estudar quase todas as novidades (Redação Oficial, Informática, Administração Geral, AFO, Direitos Humanos, Contabilidade, Auditoria e o aumento do conteúdo programático de Direito Previdenciário e Saúde no Trabalho).



Principalmente nessa última etapa (estudos pós-edital), ter conhecimento do melhor método para estudo intensivo foi fundamental. Os cursos online do Ponto supriram muito bem essa emergência!



 

Ponto dos Concursos - Para você e para outros seis candidatos, o concurso de AFT/2013 teve uma fase a mais, a judicial. Como foi isso e por que aconteceu?



Aldair Lazzarotto - Após o resultado das provas discursivas, acredito que todos os “aprovados” comemoraram esse feito! Eu fui um deles! Quando saiu o resultado provisório da sindicância de vida pregressa (3ª fase do concurso), veio a surpresa em não ver meu nome na lista! Isso aconteceu no dia 23 de dezembro e somente no dia 26 o CESPE publicou os motivos da “reprovação”. Foi o pior natal da história!



O motivo alegado pela banca não ficou muito claro! Disseram que eu não havia apresentado certidões negativas de antecedentes criminais da Justiça Estadual do Paraná e que certidões emitidas por cartório não eram válidas para cumprimento desse item. Deduzi que não aceitaram minhas certidões, pois entenderam que o “cartório” emitente da certidão era um ente estranho à Justiça Estadual. Acontece que o tal cartório era o próprio Ofício Distribuidor da comarca (aqui no PR chamam de Cartório Distribuidor).



Assim, elaborei meu recurso administrativo explicando essa situação. Mas, infelizmente, a banca indeferiu o recurso alegando que o mesmo não pode ser aceito, pois entre as páginas apresentadas não havia as certidões questionadas. Mas elas estavam lá!



Não sobrou alternativa a não ser questionar esse erro no Judiciário. Felizmente, após dois longos meses reprovado, a banca reconheceu que houve erro material na análise das certidões e reincluiu meu nome na lista de aprovados.



E o que ficou de tudo isso? Dois meses de puro stress, sentimento de impotência frente a essas arbitrariedades, uma conta a ser paga (honorários advocatícios) e a certeza de que mesmo as bancas consideradas “tops” cometem equívocos!



 

Ponto dos Concursos - Aldair, você disse que já faz cerca de 10 anos que estuda para concursos. O que você leva de aprendizado dessa vida de concurseiro?



Aldair Lazzarotto - O aprendizado foi muito grande! Para alguns, o concurso público é uma das várias opções que a pessoa pode ter para vencer na vida. Para outros (e eu me incluo nesse grupo), talvez seja a única, levando em consideração todas as variáveis que afetam de forma diversa a cada um.



Um aspecto importante que aprendi nesse período é que passar em concursos depende basicamente de nós, de nosso esforço, do preço que estamos dispostos a pagar pela conquista - salvo na sindicância de vida pregressa (risos). E há um preço! Alguns podem dizer que “seu perfil” não é estudar para concursos ou algo do gênero. Na verdade pessoas assim não estão dispostas a pagar o preço. Abrir mão do convívio familiar, do conforto, do lazer e de diversas outras mordomias que é a maior dificuldade que o concurseiro de longo prazo encontra.



Não dar ouvidos a pessoas que não conhecem a realidade de quem estuda para concursos também é importante. Só quem passa por isso entende os motivos que fazem o concursando sacrificar parte de sua vida para alcançar um objetivo.



Assim, de forma bem genérica, posso dizer que deixo a vida de candidato em concursos públicos com a sensação do dever cumprido; com a certeza de que o esforço é sempre recompensado; que é importante ter confiança, acreditar que é possível, mesmo quando tudo ao seu redor teima em dizer que não é; que o resultado depende mais do que você está disposto a fazer do que de qualquer outra variável; e, ainda, que não importa o quão doloroso e sofrível possa ser o momento em que você está passando, a maioria (até mesmo a família) normalmente não vai entender.



 

Ponto dos Concursos - Quais as maiores dificuldades enfrentadas ao longo dessa preparação?



Aldair Lazzarotto - Lá no início dos estudos, a falta de confiança. Acreditava que não era capaz de passar em concursos, mesmo para cargos considerados intermediários. Achava que todos os candidatos eram melhores do que eu, que não tinha chances. Quando passei a ter confiança, os resultados não demoraram a chegar.



Antes de conseguir um bom cargo, com remuneração que desse para pagar o investimento nos estudos, a falta de condições financeiras foi uma dificuldade. No início estudava por materiais gratuitos obtidos em sites da internet e por apostilas. Não tinha condições de comprar os livros necessários. Cursos online? Nem pensar!



No decorrer da preparação, a maior dificuldade encontrada foi o gerenciamento do tempo. Trabalhar, estudar (faculdade e concursos), dar atenção à esposa e à filha foi muito difícil, quase sobre-humano.



 

Ponto dos Concursos - Muitas pessoas questionam que a maioria dos aprovados, nos primeiros lugares, são pessoas que não trabalham, que têm uma rotina fácil e todo o apoio financeiro e familiar para o estudo. O que você acha desse pensamento? Como você vê isso - uma vez que veio de família humilde?



Aldair Lazzarotto - Como disse anteriormente, passar em concursos depende basicamente do esforço e do preço que cada um está disposto(a) a pagar.



Logicamente, se as condições financeiras forem melhores, há uma dificuldade a menos, pois a pessoa pode se dedicar integralmente aos estudos e investir o que for necessário nessa jornada. Mas, pelo que pude perceber, a maioria das pessoas que têm essas facilidades acabam não valorizando.



Parece-me que quanto maior a dificuldade, melhor é o sabor da conquista! (risos). Quem tem muitas facilidades normalmente é porque tem o apoio (financeiro, principalmente) de outras pessoas. Assim, a cobrança é maior e a assunção de responsabilidade pode ter menos importância. E isso é um erro!



Entretanto, o fato do candidato trabalhar ou não, de ter boas condições financeiras ou de passar por dificuldades, não define a lista de aprovados! Todos têm condições de serem aprovados, basta que se preparem adequadamente. Alguns passarão com apenas dois ou três meses de estudos; outros podem demorar até 10 anos. O que importa é que, no final, o cargo dos sonhos será conquistado e as dificuldades ficarão no passado.



 

Ponto dos Concursos - Com um casamento de cinco anos e uma filha de quatro, como era para você ter que trabalhar, estudar e dar atenção em casa? Criança sempre requer atenção, como foi essa etapa?



Aldair Lazzarotto - Quando iniciei minha preparação, minha filha tinha pouco mais de um ano. Nós morávamos próximo à praia (Itajaí/SC) e o casamento estava nos primeiros anos. Em suma, o início foi relativamente tranquilo.



Porém, como o tempo passava sem novidades (edital demorava a sair), o desgaste foi surgindo. Perdi a conta de quantas vezes minha esposa disse que não aguentava mais, que iria embora. Diversas vezes tive que interromper os estudos por alguns dias para me dedicar mais à família, para lembrá-la do motivo de estar estudando.



O gerenciamento do tempo “estudo-família” foi a maior dificuldade que encontrei. Não tenho uma fórmula para solução dessa situação. Acredito que equilíbrio seja a palavra de ordem. Equilibrar o tempo dedicado aos estudos com o tempo dedicado à família é uma possibilidade.



 

Ponto dos Concursos - Quando não conseguia estudar sentia a famosa “culpa”, por achar que seus concorrentes estariam, naquele momento, se adiantando?



Aldair Lazzarotto - Acredito que isso é natural, em razão da “teoria da fila”. Eu sabia que todos tinham problemas que impediam de estudar em alguns dias. Não era uma exclusividade minha! Então, tentava não pensar nisso, até para não atrapalhar as poucas horas em que fazia outra coisa (risos).



 

Ponto dos Concursos - O que você considera ter sido fundamental para essa aprovação?



Aldair Lazzarotto - O primeiro ponto é a própria preparação (estudo) em alto nível. Ainda não contabilizei quantas horas estudei nesses três anos (tenho tudo anotado, quem sabe um dia não faço isso!). Como não sou um gênio, apenas um medíocre esforçado (risos), estudar muito foi fundamental!
Além disso, estar assessorado pelos melhores professores e materiais.



O candidato tem que entender que concurso não faz parte de suas despesas, mas dos investimentos! Se precisar investir 10 mil em seus estudos, façam isso, nem que precise parcelar em várias prestações. Dependendo do concurso, o primeiro salário paga tudo! Nesse aspecto, o Ponto dos Concursos foi um ótimo parceiro.



Ter o apoio da minha família também foi importantíssimo. Apesar de todas as dificuldades que passamos, minha esposa é uma guerreira e tem parte desse mérito.



Por fim, acreditar que o sonho é possível, motivar-se e ter paciência para entender que concurso não é uma corrida de 100 metros, mas uma maratona!



 

Ponto dos Concursos - Pretende parar por aí ou ainda deseja alcançar algum outro cargo?



Aldair Lazzarotto - “Pendurei as chuteiras” como candidato. Estou iniciando outro projeto para o qual tenho me preparado, desde que iniciei os estudos para concurso, em alto nível: ser professor! Já estou iniciando meu trabalho com as disciplinas de Direito do Trabalho e de Segurança e Saúde no Trabalho, inclusive aqui no Ponto!



Já está disponível aqui no site o E-Book 1001 Questões Comentadas de Direito do Trabalho/FCC.



(https://www.pontodosconcursos.com.br/cursos/produtos_descricao.asp?desc=n&lang=pt_BR&codigo_produto=7750).



No decorre do ano, teremos mais novidades!



 

Ponto dos Concursos - O que você deixa de dica para essa galera que continua em busca da aprovação?



Aldair Lazzarotto - Antes de iniciar efetivamente os estudos, não deixe de “afiar o machado”. Há alguns bons livros e cursos direcionados a esse fim. Se puder, leia todos. Estou me referindo a manuais/cursos sobre métodos de estudos e sobre comportamentos a serem seguidos ou abandonados nessa fase. Não pense que isso é perda de tempo! No final, perceberá que o caminho será mais ameno.

 


Essa etapa prévia ajudará também a desenvolver a autoconfiança e a motivação, duas características necessárias para ser aprovado em concursos.

 


Tenha um foco. Assim, antes de sair estudando loucamente sem saber qual seu objetivo, defina um ou mais objetivos. Somente a partir desse ponto é possível iniciar o planejamento de estudos.

 


Planeje seu estudo. Adquira os melhores materiais (não pense em despesas, mas sim em investimentos). Defina as disciplinas que serão estudadas, seu nível de conhecimentos em cada uma delas e os meios pelos quais estudará. Faça um planejamento incluindo as atividades diárias e reservando o tempo que for possível para estudar. Seja persistente, cumpra o planejamento e o adapte, quando necessário.

 


Cerque-se com os melhores. Escolher o professor e o curso certo é um dos primeiros passos para buscar a aprovação. O contrário pode fazer com que se perca anos preciosos de estudo.



Defina um método de estudo que se adapte as suas próprias peculiaridades. Eu sempre estudei por ciclos, mas conheço candidatos que preferem esgotar uma disciplina para depois iniciar outra. Escolha aquele em que seu rendimento seja melhor.



Não abandone os exercícios físicos. O cansaço é um ingrato “presente” que a preparação em alto nível trás consigo, principalmente para quem ainda trabalha em jornada integral. Uma estratégia interessante, para quem não dispõe de muito tempo para frequentar uma academia ou praticar algum esporte, é ir a pé para o trabalho; dependendo da distância, ajuda bastante. Fazer alongamentos, em casa mesmo, também ajuda.



Nos estudos pré-edital, não despreze nenhuma disciplina! Principalmente em provas do Cespe, em que não há pesos diferenciados, essa estratégia pode ser fatal. Não estou dizendo que não devem ser feitas priorizações. Priorize as disciplinas em que tenha mais dificuldade (senão serão elas que derrubarão você na prova) e aquelas “mais importantes” para o seu concurso. Mas não deixe de estudar, e muito, todas elas. A maioria dos editais traz novidades (o AFT/2013 trouxe seis ou sete novas disciplinas). Se o edital anterior não estiver esgotado, dificilmente dará tempo de estudar as novidades no período pós-edital.



No período pós-edital, estude as novidades e faça exercícios e revisões pontuais. Nessa fase, não aconselho estudar por livros muito densos. Descubra quem é o professor ou curso mais adequado ao caso e limite-se a ele.



Quando chegar a última semana antes da prova, praticamente tudo o que deveria ser aprendido já foi. Se ainda não estudou tudo, procure revisar a parte estudada. O custo psicológico de ver pela primeira vez um assunto novo na semana anterior à prova não compensa. Concentre-se naquilo que está ao seu alcance e procure estudar de forma mais leve: revisando, fazendo exercícios e descansando bastante.



Espero que essas pequenas dicas possam ajudar os colegas que estão na luta pela aprovação. Se ficar com alguma dúvida ou quiser manter contato comigo, deixo aqui meu e-mail (aldair@pontodosconcursos.com.br).



Sucesso a todos!

 

 

 

 

Equipe Ponto dos Concursos.