Entrevistas

Daniel Arêa Leão Barreto


 Aprovado para Auditor-Fiscal do Trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

 

Com essa história de que com o passar dos anos os concursos se tornam ainda mais difíceis, esse grau de dificuldade acaba sendo elevado ao quadrado para alguns cargos. Isso parece ser o caso de Auditor- Fiscal do Trabalho no MTE, cargo bastante cobiçado e consequentemente concorrido. Exatamente por esses fatores, esforço, foco e dedicação são fundamentais para quem deseja alcançar uma vaga.


Morador de Fortaleza (CE), formado em Ciências Atuarias e atualmente cursando Direito, o Daniel Arêa, com apenas 26 anos, conseguiu aprovação na 67ª posição no concurso do MTE, que oferecia 100 vagas.  


Apesar da pouca idade, o Daniel já tinha uma vida bastante puxada antes da aprovação.  Fazia faculdade de Direito pela manhã, estagiava à tarde e estudava para concursos à noite. Somente nos últimos meses de preparação foi que abriu mão do estágio para se dedicar um pouco mais ao concurso para AFT.


Claro que o fato do Daniel gostar de estudar foi um fator relevante para esse resultado, mas a chave para o sucesso, segundo ele, é a confiança em si próprio!

 


Confira a entrevista com o Daniel:


Ponto dos Concursos - Daniel, desde quando estuda para concursos? Essa foi sua primeira aprovação? Como tudo começou?


Daniel Arêa – Comecei a fazer concursos desde que ingressei na graduação de Direito. Ainda não estava definido que cargo pretendia exercer profissionalmente, por isso não tinha uma preparação adequada e foco necessário para lograr êxito no início. Entretanto, quando se aproximou do meu último ano do curso de Direito, em 2013, estabeleci a meta de passar em algum concurso no prazo de um ano após minha formatura. Desde então, abdiquei-me de algumas coisas para poder ter forças e conseguir atingir meu objetivo.

 

 

Como foi a decisão de estudar para AFT? 


No decorrer do curso de Direito, eu fui me apaixonando pelo Direito do Trabalho. Decidi, então, que queria construir minha carreira nesse ramo do Direito. Fui pesquisando quais as carreiras possíveis nessa área até encontrar a de Auditor-Fiscal do Trabalho. A existência de um plano de carreira vantajoso, que esse cargo possui, também foi um atrativo considerável para minha decisão.

 

 

Quais foram seus métodos de preparação? 


Comecei a estudar em janeiro de 2013. Peguei como base para meus estudos o edital do último concurso realizado para Auditor-Fiscal do Trabalho. A partir de então, fixei metas de curto e médio prazo para poder cobrir todo o conteúdo até a data de publicação do edital, em 2013.

 

De janeiro a abril, eu frequentava a faculdade de Direito, estagiava à tarde e estudava à noite. Portanto, estudava das 20h às 03h. No fim de semana, intensificava meus estudos, iniciando às 10h e terminando às 24h.
No final de abril, saiu a autorização para a realização do concurso. Nesse momento, resolvi sair do meu estágio para ter mais tempo de estudo, podendo, assim, render ainda mais.

 

Não posso deixar de mencionar que tinha alguns dias em que eu não rendia, pois a estafa mental bloqueava meu raciocínio. Nesses dias, eu resolvia não estudar para poder descansar e, assim, voltar aos estudos no dia seguinte com disposição e ânimo.

 

 

Quando isso acontecia, você tinha algum sentimento de culpa?

 

Durante as primeiras vezes em que isso aconteceu, eu tinha vontade de chorar e de desistir. Ficava imaginando que os meus concorrentes estavam me deixando para trás nos estudos. Consequentemente, desgastava-me muito emocionalmente.

 

Após um certo tempo, com o decorrer dos estudos, percebi que meu planejamento de conseguir esgotar o edital estava dentro do prazo que estipulei. Assim, durante os dias em que descansava, eu não tinha mais o sentimento de culpa que tinha no início da minha jornada de estudos para o concurso. Sentia-me até mais confiante por notar que meus planos estavam dando certo. No entanto, posso afirmar que, no meu caso, o grande vilão que tive que combater nessa preparação foi o desgaste emocional.

 

 

Houve alguma disciplina em que você teve uma dificuldade maior? 

 

As disciplinas de Contabilidade e Economia do Trabalho foram minhas dores de cabeça. Como eu tinha consciência de que não seria capaz de aprender tais disciplinas da maneira ideal, diante do pouco tempo que tinha, concentrei-me em aprender a base.

 

Além disso, conversando nos fóruns com amigos que fiz nessa preparação, pude perceber que na prova de Contabilidade seria cobrada somente a teoria, visto que a prova possuia um tempo muito curto para responder e seria inviável colocar questões mais complexas dessa disciplina. Dessa forma, concentrei meus estudos na teoria da Contabilidade e, assim, pude gabaritar questões importantes para minha aprovação na primeira fase.

 

Já em relação à Economia do Trabalho, procurei um livro de Introdução à Economia e fiz o curso do Ponto dos Concursos. Desta forma, também pude gabaritar algumas questões de tal disciplina.

 

 

No início da preparação você frequentava a faculdade pela manhã, fazia estágio à tarde e estudava à noite. Como era o seu rendimento nesse período?

 

Nessa época, meu rendimento não era satisfatório para passar em uma prova do nível do concurso de AFT. No entanto, meu objetivo, durante esse período, era ganhar ritmo de estudo e, assim, deixar meu corpo e minha mente preparados para quando fosse o momento de intensificar.

 

 

Você acha que, pelo pouco tempo de preparação para esse concurso, o fator “sorte” pode ter ajudado?

 

O tempo de preparação ideal é muito relativo de candidato para candidato. Por estar na segunda graduação e por ter uma boa base das disciplinas de Direito, consegui desenvolver todo o meu estudo de maneira muito eficaz. Claro que a sorte é importante, mas vale lembrar que a sorte em um concurso de alto nível como esse deve estar aliada a muita dedicação, foco e resistência psicológica e física.

 

No entanto, posso dizer que tive a sorte de ter visto, pelo menos em uma cadeira dentro das minhas duas graduações, as disciplinas que foram inseridas nesse concurso de AFT. Dessa forma, meu rendimento foi maior do que seria para um candidato que estivesse iniciando os estudos do zero.

 

 

Quais foram suas maiores dificuldades e como fazia para superá-las?

 

O cansaço e o desânimo são dificuldades que te acompanham, principalmente na reta final dos estudos. Tinha dias em que meu corpo e minha mente não conseguiam absorver nada. Eu ficava decepcionado, pensando que não poderia perder um dia de estudo e que isso ia determinar a minha eliminação.

 

Diante disso, resolvi fixar metas de curto, médio e longo prazo. Ter resultados positivos é essencial para manter nossa confiança e autoestima elevadas, por isso adotei essa técnica.

 

No entanto, o pior de todos os obstáculos foi me convencer de que eu era capaz de passar em um concurso como o de AFT. Depois da primeira fase, pude perceber que qualquer pessoa pode chegar ao 1º lugar de qualquer concurso.

Não serei hipócrita de dizer que é fácil, pois não é. Precisamos abdicar da nossa vida social, dos nossos afazeres pessoais, entre outras coisas. Porém, devemos ter em mente que todo o esforço será recompensado depois da aprovação no concurso almejado.

 

 

O que considera ter sido seu diferencial para conquistar essa aprovação?

 

Ter feito as minhas duas graduações de maneira bem feita e ter escolhido o Ponto dos Concursos para ser meu suporte nas disciplinas que eu tinha mais dificuldade.

 

Outro ponto importante foi ter diversificado meu estudo, não me especializando em uma disciplina que achava ser mais importante. Mesmo que fosse especialista, por exempo, em Direito do Trabalho, eu provavelmente erraria algumas questões dessa disciplina. Assim, a melhor estratégia era diversificar o conhecimento para suprir meus possíveis erros nas disciplinas que tinha mais domínio.

 

Por fim, vale lembrar que se deve conhecer o modo como a banca organizadora elabora suas provas. Por exemplo: deve-se elaborar estratégias de chutes ou então deixar algumas questões em branco, visto que o Cespe anula uma questão certa para cada questão errada.

 

 

Quando soube da aprovação, qual foi sua reação?

 

Chorei, sorri, gritei. É uma emoção que vou levar para sempre em minha vida. Nunca havia me sentido tão realizado.

 

O fato mais engraçado é que eu confiro todo dia a lista dos aprovados para ter certeza de que não foi um sonho.

 

 

Pretende continuar estudando? 

 

Primeiramente, quero aproveitar o meu primeiro passo rumo a minha realização profissional. Além de retomar alguns projetos pessoais que deixei de lado, em virtude do concurso para AFT.

Dentre os concursos que almejava, estavam o de AFT e o de Procurador do Trabalho – MPT. Como já logrei êxito no de AFT, deixarei em stand-by o concurso para Procurador do Trabalho. Meu foco, hoje, está voltado somente para exercer o cargo de AFT.

 

Daniel, quais são as dicas fundamentais que você deixaria para quem está em busca de um cargo público?

 

Criar metas de curto, médio e longo prazo com o intuito de manter o estímulo sempre elevado para os estudos. Definir um foco para o qual você quer direcionar seus esforços. Não adianta atirar para todos os lados.

 

Outra dica é procurar bons livros, exercitar questões de outros concursos públicos e fazer cursos preparatórios específicos para o seu objetivo. Posso afirmar que o Ponto dos Concursos foi essencial para minha vitória. Por isso, escolher dentre os cursos do Ponto é um passo importante para conseguir a aprovação desejada, independentemente do concurso pretendido.

Quanto àquela famosa fórmula mágica para ser aprovado, infelizmente, ela não existe. Cada pessoa tem que encontrar sua maneira de estudar, que lhe proporcione um maior rendimento.

 

Por fim, acreditem no potencial de vocês mesmos. O poder do pensamento é a coisa mais forte no universo. Se você não acredita que pode fazer algo, você não pode. Portanto, acreditem. Tudo é possível.

 

 

Equipe Ponto dos Concursos