Entrevistas

Kaique Knothe de Andrade


Aprovado em 1º lugar para Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil

Formando em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o primeiro colocado do concurso da Receita Federal do Brasil é natural de Rio Claro – interior de São Paulo – e tem apenas 25 anos. Kaique Knothe de Andrade é o nome do garoto que se preparou em apenas 10 meses e conseguiu chegar aonde muitos concurseiros gostariam. Casos como o do Kaique são raros, mas existem para quem estuda como ele, otimizando ao máximo o tempo e o aprendizado. 

Em 10 meses focado na preparação para o concurso da Receita, não tendo nenhuma experiência anterior como concurseiro, prestou 9 concursos, foi aprovado em 3 e há dois meses assumiu como Engenheiro do Ministério da Fazenda de São Paulo.

Segundo ele, fatores como a bagagem carregada por um ensino superior de qualidade, um bom método de estudos, disciplina e muita confiança na hora de fazer a prova foram fundamentais para a aprovação e para a excelente e inesperada classificação.

 

Confira aqui a entrevista completa do Kaique:

 

Ponto dos Concursos – Kaique, em algum momento durante a sua preparação você imaginou que poderia ser o primeiro colocado nesse concurso para AFRFB? Qual a sensação após receber o resultado?

Kaique – Eu decidi começar a estudar porque achava que em algum momento teria chances de passar, mas nunca tinha imaginado que iria obter uma colocação tão boa, ainda mais porque a concorrência é muito grande e a dificuldade da prova também é considerável. Eu saí da prova com uma impressão de que tinha ido bem, porém com certo receio, porque na prova da Receita você precisa manter o nível mínimo de cada matéria pra não ser eliminado e eu não tinha bons parâmetros para avaliar a minha discursiva.

A sensação, quando soube do resultado, foi extremamente boa. Devo ter recarregado a página umas cinco vezes até me certificar de que era realmente aquilo. Eu havia tomado posse há algumas semanas no Ministério da Fazenda e muitas pessoas vieram me cumprimentar, minha família e amigos também ficaram muito contentes. Foi muito gratificante!

Ponto dos Concursos – Como foi sua decisão de sair da iniciativa privada para se dedicar ao mundo dos concursos? Você já estava certo que seu foco era a Receita? Por que escolheu a Receita?

Kaique – Eu me formei em Engenharia, mas nunca trabalhei na área. No fim de 2012 concluí meus estudos e entrei numa empresa de consultoria estratégica, na qual aprendi muito, porém encontrei um estilo de vida complicado e uma forma de pensar diferente da minha.

Em maio de 2013 eu me demiti e decidi que buscaria um emprego que me proporcionasse mais satisfação e um equilíbrio maior entre a vida pessoal e profissional. Depois de conversar com pessoas da minha confiança, percebi que a melhor saída seria a de estudar para um concurso público. Foi uma decisão difícil, mas em um dado momento eu tive a convicção de que deveria seguir esse caminho.

Desde o começo meu foco era a Receita Federal, pois eu gosto dessa área de atuação e vejo a arrecadação como um ponto essencial num estado de bem estar social. A carreira de auditor é interessante em termos de remuneração e oportunidade de aprendizado, e o concurso envolve algumas matérias com as quais eu tinha afinidade por ser formado em exatas. O fato de haver vários concursos na área fiscal também era um atrativo, pois você sempre tem algum edital na iminência de ser aberto.

Estando hoje na Receita (como engenheiro do Ministério da Fazenda) percebo que o local é bem estruturado e possui um corpo de servidores muito bem qualificado, o que também é importante na escolha do candidato.

Ponto dos Concursos – Geralmente, os aprovados para um concurso como esse da Receita estudam por um período bem maior e amargam algumas reprovações em concursos anteriores. Você estudou por 10 meses, sem bagagem de concursos antes disso, e conseguiu, além da aprovação, uma excelente colocação. O que você acredita ter sido fundamental para esse feito?

Kaique – Quando eu comecei a estudar eu imaginava que o tempo até a aprovação seria maior, mas busquei ao máximo não me preocupar em ouvir pessoas que colocavam isso como uma regra ou de uma forma carregada de negativismo. Um candidato tem que ir para a prova com “garra” e achando que vai dar certo, senão a dificuldade já começa por aí.

Acredito que, no caso da minha aprovação, houve uma junção de três pilares principais: uma boa base acadêmica, que me ajudou a aprender alguns conteúdos de forma rápida e a me virar melhor com as questões do concurso que eu não sabia, um método de preparação que permitiu que eu assimilasse bem os conteúdos específicos, e uma capacidade de colocar tudo isso no papel com poucos erros na hora da prova.

Vale a pena realçar que, com minha bolsa de estudos e os salários, eu fiz uma poupança que me permitiu parar de trabalhar para estudar, então a cada dia eu conseguia fazer um bom número de horas e mantendo uma concentração grande. As coisas levariam mais tempo se eu não tivesse tido condições de apenas estudar. É algo que eu gosto de dizer porque penso que é um problema para o princípio da impessoalidade que as pessoas tenham oportunidades distintas na base, por isso fico muito feliz com o meu resultado, mas sei que é extremamente difícil medir o verdadeiro mérito de cada um.

Ponto dos Concursos – Uma curiosidade, você sempre foi muito disciplinado com os estudos? Recebeu alguma orientação profissional antes de começar a preparação?

 

Kaique – Na minha trajetória de vida sempre busquei ter boas notas, mas na época de faculdade eu não tinha um estudo regrado. Eu gostava de estudar na véspera da prova, algo que dez entre dez educadores não recomendam, mas que sempre funcionou pra mim. Na verdade foi só quando decidi estudar para concursos que eu dei mais atenção a uma preparação de longo prazo.

Eu não busquei orientação profissional porque na minha cabeça eu meio que visualizava como eu pretendia estudar.

Eu costumo dizer que era novo no mundo dos concursos, mas não era novo no mundo dos estudos. Eu estudei da mesma forma que eu gostava de fazer na Unicamp, com muita teoria e poucos exercícios, sozinho num lugar quieto e buscando ao máximo não perder tempo. Como eu tinha pouco tempo de formado, essa transição trabalho-estudo não foi traumática.

No começo eu tinha a impressão de que não estava conseguindo fazer aquilo render, mas isso era devido principalmente aos meus poucos conhecimentos em matérias como o Direito. Quando eu peguei a linha de raciocínio dessas matérias, os estudos começaram a avançar melhor. Isso é bom porque a gente começa a acreditar que pode dar certo.

Ponto dos Concursos – Agora uma pergunta que todo concurseiro tem curiosidade: como foi sua preparação? Estudava quantas horas e disciplinas por dia? Seguiu algum cronograma?

Kaique – Minha preparação levou dez meses, estudando em média 10h/dia útil. Eu não gostava de cronometrar, mas pelos horários de início e fim eu estimo esse valor, e nesse tempo eu estou incluindo as aulas do cursinho. Nos fins de semana eu reduzia bastante, fazia umas 4h/dia. Quando o edital saiu que eu intensifiquei os estudos, aumentando a carga do fim de semana principalmente.

Eu gosto de estudar com muita teoria e poucos exercícios, indo numa direção que segue da matéria mais geral para a mais específica e intercalando poucas vezes as matérias para não quebrar a linha de raciocínio – eu só trocava de matéria quando eu realmente cansava de uma, na maioria dos dias estudava uma só. Devido a isso eu não fazia um cronograma diário de matérias a estudar...

Eu não tinha controle sobre a matéria que ia passar no cursinho, então assistia seguindo o cronograma deles. No começo ajudou bastante a decifrar algumas matérias mais calmamente, e no final da minha preparação era como uma revisão que eu fazia em paralelo à leitura. O restante da preparação dependia de mim, com aulas on-line e apostilas/PDFs. Com esses materiais eu trabalhei primeiro Direito Constitucional e Contabilidade, depois Penal, Civil, Empresarial e Administrativo, depois Tributário e só então as legislações específicas e Auditoria. Raciocínio Lógico, Português, Inglês e Administração eram temas sem um encadeamento lógico com os outros e nos quais eu já tinha um rendimento bom, então eu apenas revisava, deixando para estudar essas matérias quando eu cansava das disciplinas de Direito.

O que eu utilizava largamente, e recomendo bastante, era estudar com vídeo e texto ao mesmo tempo. Mas não estou falando de ler o material que vem junto com a aula, e sim de ler um diferente – de repente de outra matéria. Você dá um play na aula e abre uma apostila de outro professor, e vai avançando. Quando o professor do curso em vídeo fala algo que você não sabe, você presta atenção. Quando ele fala sobre um assunto que você já aprendeu, você acompanha de leve e avança sua leitura à parte. O ponto chave é maximizar o conteúdo aprendido por período de tempo.

Outra coisa interessante é lançar mão de qualquer tempo perdido em deslocamentos para ouvir algo relacionado aos estudos. Eu baixava alguns programas do Prova Final (disponibilizado no Youtube) em áudio e ouvia no meu caminho para o curso. A Constituição em áudio também é uma boa opção. Quando você já entendeu bem as matérias, o texto da lei é algo bom para se habituar com a linguagem que pode cair, e também para revisar o estudo.

Essa forma de estudar é meio estranha pra algumas pessoas, mas eu me adaptava bem. A meu ver é algo bem pessoal – o fundamental é que a pessoa encontre um método que otimize o seu estudo, um método que permita que ela chegue ao final do estudo entendendo a matéria num período de tempo curto.

Ponto dos Concursos – Geralmente, alguns candidatos saem do interior para os grandes centros em busca de cursos presenciais com professores específicos ou permanecem no interior e estudam por materiais online. Esta última opção já é muito comum entre os estudantes do interior. Nesse sentido, como voltou para o interior, você sentiu alguma dificuldade? Sua preparação foi online ou presencial?

 

Kaique – Minha preparação foi presencial, eu fiz o curso regular do LFG. Hoje em dia não acho que alguém precise se deslocar para outra cidade para poder estudar, o que é um grande ganho para os candidatos do interior. Nas capitais há uma oferta de cursos presenciais e livrarias muito maior, porém em muitas cidades menores já existem opções de cursos telepresenciais, e há também excelentes materiais vendidos online, desde os específicos até os mais gerais. Eu não tive dificuldades morando no interior. Na verdade acho que hoje o maior desafio do concurseiro não é ter acesso a materiais, pois até gratuitamente você consegue alguns bons. O maior desafio é escolher dentre tantas opções aquela à qual ele se adapta melhor. É sempre bom lembrar que essa maior facilidade de preparação elevou muito a concorrência e o nível do concurso em si.

Ponto dos Concursos – Nesses 10 meses de preparação, você prestou 9 concursos, sendo aprovado e classificado em 3. Seu objetivo era apenas treinar para a Receita ou foi tentando também outras possibilidades? Você acredita ser importante realizar provas de outros concursos para avaliar o nível de conhecimento?

Kaique – Acho que é muito importante fazer provas de outros concursos para treinar o tempo de prova, a capacidade de suportar a pressão e também passar por questões de matérias comuns a vários editais. Além disso, é interessante para um concurseiro saber se virar com questões que ele não conhece, encontrando a alternativa correta por lógica, semântica, enfim. Fazer concursos cujo edital eu não havia coberto 100% também me ajudava a trabalhar esse ponto.

O meu objetivo era a prova da Receita Federal, porém eu não prestava esses concursos apenas para treino - alguns deles tinham uma remuneração/carreira interessantes, e se eu passasse eu assumiria (como foi o caso no concurso do PECFAZ). O resultado na prova da Receita acabou vindo antes do que eu imaginava, mas, dentro do meu planejamento anterior, o fato de entrar na administração mesmo sem ser aprovado na Receita me ajudaria muito, já que eu voltaria a receber um salário e poderia me preparar paralelamente ao trabalho. Isso reduziria a pressão que eu colocava sobre mim e também poderia contar pontos em algumas provas de títulos em outros concursos, caso a Receita não viesse a dar certo.

Ponto dos Concursos – Durante nossa conversa você disse que foi muito tranquilo para a prova. Você sempre foi tranquilo ou utiliza alguma técnica especial para amenizar os sentimentos comuns aos concurseiros, como a ansiedade e o nervosismo?

Kaique – Na verdade, de todas as provas de concurso que eu prestei, a da Receita foi a que me deixou mais ansioso, até porque era para ela que eu havia voltado minhas atenções. Mas ainda assim eu acredito que estava calmo. Eu não usava nenhuma técnica específica, nenhum tipo de respiração, nenhuma atividade diferente. Acontece é que na minha vida eu já fiz muitas provas, desde olimpíadas de matemática durante o colegial, passando por vestibulares, Unicamp, dois anos e meio fazendo provas em francês na Ecole Centrale. Você acostuma a não desesperar, e acaba pegando um ritmo de prova que permite terminar a prova sem deixar questões em branco.

Se você acabar se desesperando mesmo assim, lembre-se do quanto você se preparou, pense que os outros candidatos também estão enfrentando aquela situação, dê um jeito de não ficar pensando no quanto aquele momento é importante e direcionar o foco 100% para a resolução da prova.

Ponto dos Concursos – Quais foram suas maiores dificuldades nesse período de preparação?

Kaique – Na parte da preparação em si, minha grande dificuldade foi começar, pois o estudo não rendia como eu queria e eu tive que desvendar esse mundo do Direito, já que nunca havia estudado a matéria antes.

A dificuldade maior, porém, foi ter que fazer renúncias por um tempo. A primeira renúncia foi financeira, pois eu voltei a morar com meus pais para não ter despesas com casa/refeição e passei a viver a partir da minha poupança para os gastos de concurso. Fora isso não gastava com praticamente nada. A segunda renúncia foi não ter muito tempo para me divertir, principalmente durante os dias úteis. Mas nos fins de semana eu sempre arrumava tempo para coisas que eu gosto: jogar futebol, sair com os amigos. Acho que é algo que todos precisam em alguns momentos.

Ponto dos Concursos – Se fosse para enumerar seus erros nessa preparação, se é que houve, quais seriam?

Kaique – O período em que eu mais errei foi no começo. Um dos erros foi escolher uma apostila bem geral, pelo preço, e patinar durante algumas semanas até descobrir que havia materiais muito melhores. Depois eu entrei no cursinho e comprei apostilas melhores, e a coisa avançou. Nos primeiros meses eu também não tinha o costume de ler o edital (eu era bem amador mesmo) e quando fui prestar a prova de Auditor do Trabalho, em setembro, eu cheguei a revisar matérias que não iam nem cair, mas que estavam no meu material porque tinham caído em 2009. Acho que esses foram os mais grosseiros, e eu gosto de comentar para as pessoas perceberem que todos nós erramos, começamos sem saber muito, e depois construímos uma estratégia mais sólida. Deve haver muitos outros erros na minha trajetória que eu não consegui detectar. Ou ainda coisas que em si não são erros, mas pontos fracos que poderiam ser otimizados.

Ponto dos Concursos – E quais foram os maiores acertos? Os que você acredita terem sido fundamentais para essa aprovação.

Kaique – Acho que o maior acerto foi o método de estudos, ao qual eu me adaptei muito bem. Eu consegui fazer o tempo de estudo render de uma forma bem satisfatória, conciliando o material escrito com o material em vídeo. Ao mesmo tempo em que o vídeo matava a monotonia da leitura, a leitura ia preenchendo os períodos de tempo em que o professor falava algo que eu já sabia.

Outro acerto foi ter focado muito no estudo em si e pouco em aspectos como conhecer a banca, estratégias de motivação e detalhes muito específicos das legislações. Não que eles não sejam importantes, mas na minha preparação eles deveriam vir na sequência, quando eu estivesse num nível avançado. Para um concurso desse porte, a meu ver, no começo o que você precisa é estudar a matéria mesmo, criar uma base de conhecimento.

Ponto dos Concursos – Você acha importante uma dedicação maior para a resolução de exercícios ou acredita que a teoria deve ter a mesma importância? Por quê?

 

Kaique – Eu baseei meu estudo em muita teoria e poucos exercícios. Com o edital aberto eu fiz algumas provas antigas do concurso de auditor e também de outros, mas não foi a coisa mais marcante no meu estudo. Eu li muitas apostilas, PDFs, assisti a muitas aulas. Eu gostava da teoria. Na faculdade eu já fazia isso, e como concurseiro, quando eu usava exercícios em alguma matéria específica (como Contabilidade) eu preferia estudar com questões resolvidas. Eu lia e tentava visualizar se eu sabia o que deveria fazer para resolver a questão, mas não fazia nenhuma conta.

Sei que as questões ajudam muitas pessoas, mas no meu caso eu segui essa linha de construir uma base teórica e confiar que na hora da prova eu conseguiria resolver as questões a partir disso. Acho que no fim não ter feito muitos exercícios me ajudou a ganhar tempo...

Ponto dos Concursos – Muitos candidatos acabam se perdendo com o extenso conteúdo a ser estudado e se esquecem das discursivas. Como foi sua preparação para as discursivas?

 

Kaique – Eu não me preparei especificamente para as discursivas, salvo ter assistido a algumas aulas sobre técnicas de redação e sobre como a correção era feita. Eu tinha uma base boa de Português, que foi trabalhada durante a preparação para as objetivas, e procurei ao máximo fazer uma prova sem erros de Português e bem apresentável (margens, letra etc.). O conteúdo específico também veio com o estudo para as objetivas, já que Direito Tributário e Legislação Aduaneira são pontos centrais do concurso.

Um pouco da preparação também veio dos concursos anteriores, pois a maioria deles teve provas discursivas nas quais eu tive que redigir sobre temas (alguns dos quais eu nem conhecia) em curtos períodos de tempo, tal qual ocorreu no concurso de auditor.

Ponto dos Concursos - Que mensagem você deixa para os candidatos que não conseguiram ser aprovados agora, mas que querem continuar se preparando para esse mesmo cargo?

Kaique – Estudar para concursos envolve abrir mão de algumas coisas provisoriamente, mas a recompensa é muito gratificante. Uma pessoa nunca começa do zero, e em meio a tantas opções de métodos e material é fundamental que ela descubra qual se adapta melhor às suas necessidades.

Não há uma tática milagrosa, mas dá pra afirmar que a preparação envolve muita dedicação e um método que otimize o seu aprendizado. Escolha alguns bons materiais, trace um plano e mantenha um controle sobre o que está sendo feito. Na hora da prova vá tranquilo e ponha tudo o que você sabe no papel, até mais que isso se for possível. Tenho certeza que as chances de aprovação serão grandes!

 Gostaria de agradecer à oportunidade dada pelo Ponto e desejar um grande sucesso a todos!

 

 

Equipe Ponto dos Concursos.