Prof. Fernando Mesquita

01/07/2013 | 15:41
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O princípio de peter nas organizações

Gosto de Administração não só por ser minha área de formação, nem porque ela tem aparecido cada vez mais nos editais (como o de AFT, que foi lançado hoje), mas porque ela ajuda a entender como as organizações funcionam. E, seja qual for sua ocupação, entender como as organizações funcionam é fundamental para seu sucesso na carreira. A boa gestão depende disso.

Um desses pontos muito legais (e que são perfeitamente reconhecíveis no mudo real) é o Princípio de Peter. Em termos bem simples, o princípio, criado por L. J. Peter, diz que

"Num sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência."

O que isso quer dizer? Que, no caso de recrutamento interno (aquele que utiliza o pessoal da própria organização, em oposição ao recrutamento externo), uma pessoa será promovida até que não consiga mais ter um bom desempenho em determinado cargo.

Imagine que o Joãozinho saiu da escola (finalmente) e achou um emprego. Começou como Office Boy e ia bem. O chefe dele, achando uma boa, sugeriu que ele fosse promovido a supervisor dos office boys. Joãozinho, todo feliz, achou que tinha toda a pinta de supervisor. O trabalho era diferente, mais demandante, mas ele seguiu firme. Depois de 3 anos, como bom integrante da geração Y, quis ser promovido a coordenador de protocolo. Conseguiu. Agora, as funções eram ainda mais diferentes. Conforme ele ia subindo na carreira, as "funções do administrador" (expostas por Katz na Harvard Business Review) iam mudando. Joãozinho sofria, mas continuava firme, achando que as coisas tendiam a melhorar. Não melhoraram. Anos depois, Joãozinho finalmente chegou a Coordenador-Geral de Arquivo e Protocolo em seu órgão, quando tinha de lidar com várias unidades, demandas, trabalhos de representação, legislação, normas, regras, políticas e... surtou, coiado. Não deu certo, não sabia o que fazer, não conseguia lidar com a política, não sabia para onde correr. Aqui jaz mais uma vítima do princípio de Peter.

Em 2008, na prova do STF para AJAA, cespe lançou uma questão que dizia:

Uma das desvantagens do recrutamento interno é conhecida como o princípio de Peter: se administrado incorretamente, leva a organização a promover continuamente seus empregados ou servidores, elevando-os até a posição ou função em que demonstram o máximo de sua incompetência

Questão perfeita, completa e absurdamente certa. Ponto fácil pra você, que agora conhece o Princípio de Peter.

Se você acha que não apareceram outras, em 2011, na prova de AJAD do TJ/ES, vem o Joãozinho novamente:
Considere que, em determinado tribunal, se pretenda recrutar internamente um servidor para assumir cargo comissionado. Nessa situação, um possível problema para a realização desse recrutamento é a ocorrência do princípio de Peter.

Correto. O princípio de Peter é disfunção prevista no recrutamento interno.

E você? Já gosta de administração?

Pra quem quer seguir carreira nessa que é uma das mais completas atividades organizacionais, estou com o Coaching Intensivo para TLAA/Câmara dos Deputados com inscrições abertas. Vamos falar sobre administração, redações, matérias básicas e específicas, editais e muito mais.
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Cuide-se e bons estudos.

Fernando Mesquita

fernando.mesquita@pontodosconcursos.com.br


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