Prof. Bruno Fracalossi

12/06/2013 | 19:45
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Pânico - A semana que espantou os concurseiros!

Olá pessoal, tudo bem?

Essa última semana causou um rebuliço no mundo dos concursos públicos, jamais visto por mim nos meus mais de 8 anos de concurseiro/professor.

Foram vários os acontecimentos que pegaram milhares de estudantes de surpresa, e que deixaram os concurseiros de "cabelo em pé":

1º - Saiu o edital de EPPGG/MPOG com mudanças bruscas na forma de seleção, priorizando completamente as provas de títulos e as provas discursivas em detrimento das provas objetivas. Isso tudo em consonância com as diretrizes levantadas por um estudo recente da Fundação Getúlio Vargas;

2º - Definição da banca Cespe/UNB para o certame de Auditor-Fiscal do Trabalho, trazendo uma mudança brusca na rotina estabelecida por dezenas de milhares de concuseiros deste país, que costumavam focar na dobradinha clássica da Esaf, ou seja, os concursos de Auditor-Fiscal da Receita Federal e do Trabalho;

3º - Definição da banca Cespe também para o certame do Banco Central do Brasil, com ampla possibilidade de haver alteração no percentual total dos títulos, de forma parecida com o ocorrido no EPPGG;

4º - Publicação do edital da Polícia Rodoviária Federal com aplicação de provas de títulos (acho que a primeira vez que isso ocorre, em se tratando de um cargo de agente de polícia);

5º - Mudanças bruscas de conteúdo na publicação dos dois editais acima citados.

Isso tudo prova que, para passar em concursos de alto nível, atualmente, não basta mais somente sentar na cadeira e estudar. Os tempos são outros. A necessidade de resiliência de uma pessoa também está sendo amplamente testada no ambiente das provas de concursos.

Não conseguirá permanecer nesse ambiente o estudante que não desenvolver um equilíbrio psicológico cada vez maior, e uma capacidade de adaptação às rápidas e bruscas mudanças que vimos nessa última semana.

O profissional público sofre uma mudança de perfil a cada dia, e cada vez mais a eficiência está se tornando prioritária em relação à rigidez burocrática. E aqui, eu não entro no mérito das provas de títulos requeridas no certame do EPPGG/MPOG (totalmente necessárias, mas desproporcionais, em se tratando do edital publicado na última sexta-feira).

O concurseiro tem que se preparar para vencer essa pressão, que é absurdamente forte, em razão de vivermos anos da nossa vida envolvidos com estudos diários e massacrantes.

Os casos específicos e emblemáticos dos concursos de EPPGG e AFT são exemplos práticos e nítidos de como anos dedicados a um só concurso podem ser jogados fora em minutos. Mudanças tão repentinas e bruscas são capazes de colocar no mesmo nível, concurseiros que estudavam focados há anos, e concurseiros que começarão agora.

Aonde quero chegar com isso: não dá para focar em um só concurso, pessoal. Isso é extremamente arriscado para uma pessoa comum. Eu já cometi esse erro, e agora veio a prova definitiva de que essa estratégia é errada.

O mercado de concursos públicos está parecido, levando-se em conta as devidas proporções, com o mercado de ações. O foco em uma só ação torna a sua operação extremamente arriscada. O recomendado, no mercado de ações, é a diversificação. Isso também vale para os concursos públicos. Diversifique! Foque em áreas, e não em cargos! Isso aumenta muito a sua chance de ser aprovado.

Outra conclusão: o serviço de Coaching é cada vez mais necessário e útil aos concurseiros. Eu posso confirmar essa afirmação através de um exemplo pratico: após a surpresa que foi a publicação do edital de EPPGG na última sexta-feira, nenhum dos meus alunos matriculados no coaching intensivo para o cargo citado precisou se preocupar em definir um novo e urgente planejamento estratégico de estudos. No final de semana, todos já estavam com a análise do edital feita, com as novas indicações bibliográficas prontas, e com a planilha de estudos e nova metodologia definidas, em dois dias.

Se você possui disponibilidade financeira para utilizar de um serviço especializado como esse, por que não aproveitar e deixar a preocupação extra-estudo para um profissional conhecedor da área? Cada vez mais, o serviço de coaching se firmará no mundo dos concursos. Eu prevejo uma época (próxima) em que esse serviço funcionará, e se tornará, um requisito, assim como o Planejamento Estratégico e a Gestão de Projetos são para as empresas públicas e privadas.

Aproveito também para divulgar a publicação do meu novo curso de Ciência Política para o concurso de Gestor, com as atualizações pós-edital:

http://www.pontodosconcursos.com.br/cursos/produtos_descricao.asp?desc=n&lang=pt_BR&codigo_produto=5655


E também para divulgar os meus Coachings para os cargos de EPPGG/MPOG, AFC/CGU e ATRFB.

http://www.pontodosconcursos.com.br/coaching/servicos_coaching.asp


A minha 5ª turma do Coaching Básico já está lotada, mas pretendo lançar a 6ª turma em Agosto.

Finalizando, informo que continuo com o projeto do Divã do Concurseiro.

Continuem me mandando as mensagens, que em breve eu publicarei a 2ª Sessão!

Um grande abraço.

Prof. Bruno Fracalossi

brunofracalossi@pontodosconcursos.com.br

www.facebook.com/bruno.fracalossipaes



 


Comentários

  • 01/07/2013 - Joaquim
    ...O foco para um concurso específico não é mais a melhor estratégia. Vejam a misturada que aprontaram para o AFT/2013!!! Eu fiquei na defensiva quando li a respeito nesse artigo, porém vi que estava errado.
    Vaeleu, Bruno!
  • 19/06/2013 - Fabio Honorato
    Na minha preparação para gestor, ano 2009, já havia uma preocupação do MPOG com as pessoas que só sabiam marcar o X na prova objetiva. Então veio o funil maior com provas discursivas de conhecimento mais aprofundado. Em 2013, o funil, que já era estreito, ficou mais apertado ainda com essa equiparação de quem sabe fazer provas com aquele que tem muitos títulos e vai pegar o edital agora para estudar. Ao meu ver, tem mais chances mesmo aquele que já se preparava a mais tempo, visto que a prova é de alto nível.
  • 17/06/2013 - Juliana
    Bom dia, Gostaria de saber se você poderia indicar um bom cursinho preparatório para este concurso.
  • 17/06/2013 - Prof Bruno Fracalossi
    Olá Juliana, tudo bem? Peço que me envie um e-mail para o brunofracalossi@pontodosconcursos.com.br. Um abraço. Prof. Bruno Fracalossi
  • 13/06/2013 - Nilton
    olá professor. Mandei um email com algumas duvidas inclusive sobre seu curso de ciencia politica. Se puder me ajudar eu agradeceria. obrigado
  • 13/06/2013 - Prof Bruno Fracalossi
    Ola Nilton, tudo bem? Eu acho que nao recebi. Mande-me de novo, por favor? Um abraço. Prof. Bruno Fracalossi
  • 13/06/2013 - Paulo Cesar
    Bruno,
    Fiquei curioso para saber mais sobre o estudo da FGV citado por você, haveria possibilidade de você me indicar onde posso ler mais sobre ele.
    Em caso negativo, será de grande ajuda apenas a indicação da matéria jornalística sobre o mesmo.
    Desde já agradeço.
  • 13/06/2013 - Prof Bruno Fracalossi
    Olá Paulo, tudo bem? Acesse o site : http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/eu-estudante/tf_carreira/2013/03/18/tf_carreira_interna,355345/proposta-de-reforma-nos-concursos-publicos.shtml
  • 13/06/2013 - Carlos Ho
    Olá prof. Bruno! A dúvida que paira na minha cabeça é em relação aos títulos. Como não possuo nenhum título, apenas bacharel em odonto, trará diferenças significativas quanto à classificação no concurso da PRF, já que é uma novidade neste certame?

    obrigado e abraço!
  • 13/06/2013 - Prof Bruno Fracalossi
    Olá meu amigo, tudo bem? Acredito que não, pois geralmente não são muitas pessoas que possuem títulos (mas acho que isso vai começar a mudar daqui para frente). E acho também que como os concursos de polícias não costumavam cobrar títulos, nesse da PRF, os títulos farão uma diferença ainda menor na classificação final. Um abraço. Prof. Bruno Fracalossi
  • 13/06/2013 - arlex gouveia
    e o que dizer do concurso da PRF sem resoluções do Contran?
  • 13/06/2013 - FABIO ARAGAO
    Concordo ipsi literis com as palavras do Jackson Klein! As pessoas podem passar no concurso para Especialista de Políticas Públicas, mas se não tiverem um especialização depois de aprovados, eles vão ficar com uma desvantagem muito grande com os filhos de papai que tem tempo e dinheiro para gastar. Cada vez fico mais triste com esse tipo de "tendência" dos concursos! Vou fazer um certame que eu tenho chances iguais e transparentes com os concorrentes. Concurso não é nenhum terror, quem estuda de verdade é quem passa. É isso!
  • 13/06/2013 - Paulo Cesar
    Bruno,

    Meus comentários sobre o estudo que você citou.

    Esse estudo é muito duvidoso. Pelas propostas que apresenteram, a impressão que tenho é que eles não conhecem a realidade do concurso público.

    Leia os detalhes da pesquisa nesse link http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-02-23/estudo-aponta-falhas-e-propoe-mudancas-nos-concursos-publicos

    Quem propõe impedir as pessoas de prestar o mesmo concurso 03 vezes seguidas, por que o concurso custa caro para ser realizado, conhece alguma coisa de concurso público? Será que ele sabe que quem paga o custo do concurso é o concurseiro?

    Concurso público é que nem democracia: não é perfeito, mas até o momento ainda não surgiu nada melhor.

    Na minha opnião, o que está em gestação é uma ofensiva do mercado contra o concurso público. Pois o concurso público compete com o mercado, retirando bons profissionais e ainda impedindo a imposição de salários muito baixos.
  • 13/06/2013 - Alexandro moraes
    É professor, também concordo quanto a sua observação em relação a concurseiros que irão iniciar os estudos para concursos agora, e por terem alguns títudos já entrarem em pé de igualdade com quem esta se dedicando há tempos. Mas também acredito que deve-se seguir adiante e ter fé. Obrigado por nos manter informados, é bom saber que temos com quem contar.
  • 13/06/2013 - Adeline Dal Pra
    Prof, pelo que intendi o próximo concurso de auditor fiscal da receita pode ser realizado pelo CESPE? Ou melhor manter os estudos focados na ESAF por enquanto?
  • 13/06/2013 - KLEBIO AMORIM
    Esse estudo da FGV é uma piada, conheço várias pessoas que compraram vários títulos, é a corrupção nos concursos também graças a FGV.
  • 12/06/2013 - Alex Gomes
    A majoração do peso dos títulos para o certame do Bacen é baseada em uma tendência ou em algo concreto?
  • 13/06/2013 - Prof Bruno Fracalossi
    Olá Alex,
    Baseado em tendências somente.
    Um abraço.
    Prof. Bruno Fracalossi
  • 12/06/2013 - Jackson Klein
    Discordo totalmente dessa "nova" maneira de se fazer concursos públicos.Todos sabem que quando um concurso preza pelos títulos ao invés de prezar pelos estudos e conhecimentos,ele definitivamente NÃO seleciona as pessoas mais capacitadas e melhores para o bom desempenho do cargo.Além disso,ter títulos através de pós graduação,por exemplo,demanda tempo e dinheiro,ou seja,apenas aqueles que possuem ambos poderão consegui-los. Isso vai totalmente contra ao princípio e à finalidade maior do concurso público, que é o da IGUALDADE de condições para todos os candidatos.Fazendo concursos com muitos pontos por títulos, definitivamente irá selecionar apenas aqueles que já possuem boas condições econômicas,tornando um país que já é EXTREMAMENTE desigual ainda mais!O que espero é que isso não se torne uma tendência,pois se assim o for,o Brasil ao invés de ser o "país de TODOS" será o "país de POUCOS"!!!Sem mais.
  • 12/06/2013 - Marco Paulo
    É fato inegável que selecionar para cargos públicos apenas aqueles que possuem títulos (uma vez que sem títulos acaba se tornando impossível passar em concurso) é altamente inconstitucional e contra o princípio da igualdade de condições para todos no tocante à pretensão ao cargo público. É evidente que apenas pessoas que já possuem uma boa renda obtém títulos através de cursos de pós-graduação. Priorizar títulos ao invés do conhecimento é o mesmo que priorizar renda ao invés da inteligência. Isso remete ao patrimonialismo arcaico,ao paternalismo,ao pode mais quem tem mais e à teoria das elites.Fica mais do que óbvio que,se a tendência realmente for essa para a seleção de servidores públicos, haverá, além de uma afronta à CF/88,um RETROCESSO gigantesco nesse país!
  • 12/06/2013 - Bruno
    Permita-me discordar de você professor Bruno. Creio que essa questão dos títulos não será uma tendência não,o concurso de AFC/STN realizado este ano e ainda em andamento,por exemplo,não pedia título algum no edital e esse cargo pertence ao Ciclo de Gestão assim como EPPGG.Acredito que essa questão dos títulos só irá ocorrer mesmo nesse concurso de EPPGG(que por sinal deveria ser suspenso e reformulado o edital, pois é totalmente descabido e contra o princípio da igualdade e moralidade pontuar os títulos com o mesmo valor das provas). O melhor dos concursos públicos é que eles sempre permitiram (pelo menos em tese) a igualdade de condições entre os candidatos. Sempre eram aprovados aqueles que tinham mais conhecimentos sobre aqueles conteúdos que caiam nas provas o obtinham as maiores notas. Colocar pontuações altas para títulos seria um retrocesso imenso e espero e acredito que isso não irá concretizar, para o bem do país e da moral!
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