Prof. Bruno Fracalossi

08/06/2013 | 02:36
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Análise completa do edital de EPPGG/MPOG!

Olá pessoal, tudo bem?

Saiu o edital de EPPGG/MPOG. Conforme prometido no meu post anterior, segue a análise sobre ele. 

Foram várias as mudanças. Não tanto em conteúdo, mas em aspectos formais.

A nova estrutura do edital ficou assim:

Fase 1 - provas objetivas, valendo 200 pontos;

Fase 2 - provas discursivas, valendo 260 pontos;

Fase 3 - provas de títulos, valendo 200 pontos.

Destrinchando cada uma das fases, temos que:

Provas objetivas, valendo 200 pontos, abrangendo os seguintes conteúdos:

Portugues, 20 questões de peso 1,5 (não mudou em relação ao edital anterior);

Inglês, 7 questoes de peso 1 (não mudou em relação ao edital anterior);

TI, 6 questões de peso 1 (matéria chata de se aprender. A quantidade diminuta de questões favoreceu o nosso trabalho. A preocupação aqui será de se fazer o mínimo de uma questão. Essa matéria não é definidora de aprovação);

Raciocínio Lógico e Estatística, 7 questões de peso 1 (A parte de raciocínio lógico continuou parecida com a do edital passado. Já estatística foi uma inovação. Não aconselho o estudo dela, pois a dificuldade de se aprendê-la rapidamente é enorme, e a pontuação é mínima);

Direito Publico (Administrativo e Constitucional), 10 questões de peso 1,5 (a banca pegou pesado no conteúdo de direito administrativo, que é quase o dobro do de constitucional. Sugiro o estudo de resumos e de exercícios somente);

Realidade Brasileira, 20 questões de peso 1,25 (matéria nova, com grande pontuação, e que deve ser focada de forma pesada. É uma espécie de atualidades. Quem é ligado nos noticiários e jornais diários, não apresentará muitas dificuldades de gabaritar essa matéria);

Gestão Governamental, 40 questões de peso 2 (a grande queridinha do certame. Ela vale 260 pontos, contando as provas objetivas e discursivas. O foco aqui é máximo. Eu diria que pelo menos 40% do seu estudo terá que ser feito aqui. A matéria misturou os assuntos: Adm. Publica, Adm. Financeira e Orçamentária e Gestão de Pessoas);

Economia, 20 questões de peso 1 (perdeu muita importância. Microeconomia quase não será cobrada. Mesmo assim, deve ser estudada, pois 20 pontos são importantes);

Ciência Política, 10 questões de peso 1 (outra matéria que perdeu importância para o MPOG. O estudo deve ser totalmente feito em cima dos cursos em PDF. Não conselho mais leitura complementar de autores clássicos, pois o custo x benefício não é condizente).

Provas discursivas, envolvendo duas vertentes:

Um estudo de caso, relacionado à matéria de Gestão Governamental, envolvendo Raciocínio Lógico Quantitativo, valendo 180 pontos.

Essa mistura da Gestão com RLQ não significa que haverá cobrança de equações de RLQ na Dissertação. O que eu acredito é que a banca cobrará um caso prático, envolvendo questões lógicas, para você achar a melhor solução.

Esse Estudo de Caso vale tantos pontos que poderá definir a sua aprovação. Eu não concordo com isso, pois uma correção de discursiva envolve muita subjetividade.

Além do Estudo de caso, haverá mais uma questão, relacionada à matéria de Políticas Públicas, valendo 80 pontos. O ideal é se preocupar com o estudo da matéria de Políticas Públicas somente após as provas objetivas. Essa matéria não é tão difícil de se aprender. Deixe também eventuais cursos presencias de discursivas para após a prova objetiva.

Provas de títulos, valendo incríveis 200 pontos, ou seja, a mesma pontuação das provas objetivas.

Na minha opinião, essa prova de títulos é completamente descabida. Os títulos são importantes sim, mas não na proporção de 30% de todos os pontos. Até uns 10%, tudo bem. Mais do que isso, afeta a razoabilidade, para mim. 

As provas objetivas serão aplicadas em 11/08.

Todas (é isso mesmo, todas) as redações daqueles que fizerem o mínimo nas provas objetivas serão corrigidas (isso é no mínimo estranho. A Esaf vai corrigir 10.000 redações???).

Enfim, na minha opinião, é um edital muito descabido, que eu que acredito que será contestado. Não sei se a contestação surtirá efeitos. O seu problema é estudar, e da melhor forma possível.

Um abraço!

Prof. Bruno Fracalossi

brunofracalossi@pontodosconcursos.com.br

www.facebook.com/bruno.fracalossipaes



 


Comentários

  • 13/06/2013 - roberta
    correção de todas as provas...e chamar 5X o número para a prova de títulos....duas questões valerem mais do que todo o assunto da primeira...é muita coisa inusitada. Esaf...eu não confio mais em vc.!!è muita subjetividade junta....sentindo um cheiro de maracutaia...cadê o MP?
  • 10/06/2013 - Regiane Alves
    Não entendo como descabida a pontuação da prova de títulos. O cargo é de gestão. Para ser um gestor é necessário conhecimento técnico é muita experiência. Na área privada é assim que acontece. Ninguém sai da universidade e vira um gestor da noite para o dia. Algumas habilidades são desenvolvidas somente com a experiência.
  • 10/06/2013 - Fernando
    Edital totalmente direcionado e ilegal. Já existem representações no MPF/DF. Não podemos deixar que os encostados e apadrinhados levem vantagem. Se a ESAF quer selecionar pela experiência nada justifica o corte da prova objetiva em 30%. Poderia fazer como nas provas da Receita Federal e ainda assim manter uma pontuação alta nos títulos (mas não igual à prova objetiva). Só que se fizesse isso... os idiotas que ocupam cargos de chefia não teriam a menor chance... À justiça!!!
  • 09/06/2013 - wiliam
    Penso que o fato de, potencialmente, corrigirem tantas redações aponta para uma prova dificílima; dessas de eliminar muita gente mesmo. O que vocês acham?
  • 09/06/2013 - PAULO JOSE DE SOUZA
    Caro, Bruno isso não viola o artigo 37 inciso II da Constituição Federal. Provas ou Provas e títulos, e não a previsão de experiência profissional ?
  • 09/06/2013 - Carla Moreira
    Também considerei o edital "duvidoso".

    A prova objetiva vale muito pouco.

    Com que intenção optou-se por corrigir TODAS as redações? Observem que o corte será com apenas 30% dos ponto da prova (60 pontos de um total de 200). Se fosse estipulado um número de 750 redações para correção (número estipulado para a prova de títulos), tudo bem, mas TODAS as redações, parece estranho...

    Outra questão: irão 750 candidatos para a prova de títulos!!! Cinco vezes mais do que o número de vagas!!! Com que intenção?

    Parece que querem selecionar os aprovados pelo tempo comprovado de experiência... que pode até ser em CARGOS COMISSIONADOS...

    :(
  • 09/06/2013 - Caio Augusto
    Parabéns MPOG! Os encostados em cargos comissionados há 10 anos no atual governo (justamente o período que dá pontuação máxima em experiência) - e que estavam morrendo de medo de ficarem desempregados a partir de 2014 - agradecem!
  • 08/06/2013 - Daniela
    Nunca tinha visto um edital desses... somente 30% dos pontos para passar na objetiva? e por último títulos valendo o mesmo que a objetiva? até parece que estão querendo colocar gente lá dentro! com essa atitude a ESAF está dando mais importância para títulos do que para o conhecimento do candidato...
  • 08/06/2013 - leandro
    A ESAF era a última banca a resistir a elaboração de editais "moralmente duvidosos", ao que parece acabou cedendo aos "novos modelos" de ingresso no serviço público.
    30% de valoração para títulos é tão absurdo que chega levantar dúvidas quanto ao real interesse de "selecionar" os novos servidores.
    Se esta moda emplacar teremos que concluir o doutorado e trabalhar, no mínimo, dez anos para entrar na concorrência efetiva.
  • 08/06/2013 - idelfo
    Sobre o edital, em 2010 falei com um EPPGG de carreira em uma capacitação em Recife e ele demonstrava uma preocupação de que nos últimos concursos passavam apenas concurseiros profissionais, mas que eram muito verdes profissionalmente e que esperava mudanças, para que técnicos de carreira também tivesse chance no ingresso dos próximos concursos. Acredito que as mudanças foram neste sentido. Atenciosamente, Idelfo (Fortaleza-CE)
  • 08/06/2013 - Jonathan
    Considerar tamanha ponderação aos títulos é um descabimento.
  • 08/06/2013 - Luiz Fernando
    Parabéns ESAF!! Excelente mudança!!
  • 08/06/2013 - Ivania Gomes
    Bruno, penso que se equivocou quando disse que as discursivas também serão aplicadas no mesmo dia da prova objetiva.

    Segundo o item 10.1 do edital "Os candidatos aprovados nas provas objetivas na forma estabelecida no subitem 9.3 serão convocados, por Edital, a ser publicado no Diário Oficial da União, para realização da prova discursiva."

    E como não houve, ainda, qualquer retificação, creio que será assim mesmo. O que me favorece pra estudar um pouco mais e seguir sua dica de focar em discursiva apenas após a objetiva.
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