Prof. Bruno Fracalossi

12/05/2013 | 19:22
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Diário de uma Consultoria - Consultas abertas!

Olá meus amigos, tudo bem?

Hoje eu escrevo sobre as experiências que eu venho observando em minhas turmas de Consultoria.

Atualmente, estou orientando três turmas, perfazendo um bom número de alunos.

O início da primeira turma completou dois meses, e eu pude constatar vários erros que muitos concurseiros cometem, que eu imaginava que existiam, mas que eu ainda não podia comprovar.

Escreverei uma espécie de seção memórias. Serei um daqueles psicólogos que relatam as suas experiências com os pacientes em consultório, esclarecendo para os interessados os pontos em comum entre a maioria dos seres humanos.

Só que, no nosso caso, farei a devida adaptação para o nosso mundo, que é o dos concursos públicos.

Antes de mais nada, ressalto que todos os meus alunos são bem dedicados e comprometidos, mas, como não podia deixar de ser, ainda assim há vários problemas.

Irei listar as minhas principais constatações. Não exatamente na ordem correta, nem no número de ocorrências, mas no grau de importância delas, ok?

1 - O pior problema de todos, e o mais comum: FALTA DE FOCO!

Esse é o pior problema que eu notei, e o mais recorrente.

Mesmo com vários especialistas em concursos públicos sempre afirmando que, para ser aprovado, tem que ter foco, a grande parte dos alunos não consegue estabelecer um foco e permanecer nele.

Sabemos que, se você for uma pessoa normal, não passará em um bom concurso com pouco estudo, ou com pouco tempo de labuta.

A minoria das pessoas consegue passar assim.

Toda vez que um edital é publicado, mais da metade dos meus alunos me manda e-mail perguntando sobre o que eu acho de a pessoa estudar para ele.

Se as matérias fossem parecidas, tudo bem, mas com matérias totalmente diferentes, não dá. O risco é de não se conseguir passar em nenhum.

Conclusão: mantenha o seu foco! Resista às tentações! Essa mudança permanente de foco vai fazer o seu tempo para a aprovação aumentar, e não diminuir, como parece.

Mas professor, eu nunca posso mudar o meu foco? Pode sim, mas pense bem, mude, e continue no novo foco até passar.

2 - Um problema muito perceptível: ansiedade.

Nas minhas turmas, eu entro em consenso com os meus alunos sobre qual o melhor foco a ser perseguido.

Com o foco definido, e com o horário planejado, estabeleço as principais matérias a serem estudadas. Nunca deixo um aluno meu estudar todas as matérias de um edital anterior.

Qual é o meu objetivo com isso? Sabemos que os editais costumam mudar muito. É muito difícil um edital sair hoje com as mesmas matérias de um edital de dois ou três anos antes.

E por que isso? Porque os editais e os Órgãos públicos, assim como nós, ou como as empresas privadas, vivem se atualizando, mudando o foco das atividades, seguindo uma LDO ou uma LOA diferente, um plano estratégico novo etc. Então, é bem possível que um novo edital não pedirá todas as matérias de um anterior.

Qual a estratégia? É a de se estudar somente as matérias que compõem a espinha-dorsal do Órgão em foco. Eu costumo estabelecer uma meta de acertos de 80% dos exercícios quando o foco é em bancas de múltipla escolha, e de 60% líquido nas matérias dos editais do Cespe.

Quando o aluno conseguir atingir a meta em todas as matérias, aí podemos pensar em estudar algo fora da espinha-dorsal.

Eu sempre fiz assim, e acho que funciona.

Mesmo assim, muitos alunos me mandam inúmeros e-mails pedindo para estudar matérias estranhas. Mesmo eu não deixando, aconselhando a não estudar essas matérias, alguns acabam alterando a planilha e estudando por conta própria.

Qual é o recado então? Contenham a ansiedade. Não caiam na tentação. Não dá para cobrir um edital inteiro antes de ele sair. Não é producente. Listem as matérias base, e só estudem elas, até o edital sair. Quando o seu edital for publicado, dá tempo sim de estudar as novidades. Você vai passar com os acertos das matérias do núcleo duro. As matérias novas servirão para te colocar nas vagas, pode ter certeza.

3 - Falta de comprometimento com a causa estabelecida.

Meus amigos, o estudo é algo desagradável, estafante, e que te priva de vários prazeres.

Antes de adentrar nesse mundo, pense bem se você foi feito para ele.

Vejo muitas pessoas que começam a estudar, o fazem com muita motivação por três ou quatro semanas, e se desanimam do nada, sem uma explicação plausível.

Estudar para concurso é uma meta de vida. É a gestação de um filho. Começou, não há como desistir! A desistência, dependendo do seu tempo de estudo, representará um enorme prejuízo.

Conclusão: pense bem nos motivos que te levaram a perseguir uma vaga no serviço público. Não pode ser somente porque você está desempregado, ou porque o seu primo passou no concurso tal, então eu vou tentar também.

Entre de cabeça, se dedique de coração! Comprometa-se com as suas metas! Faça aquilo que você tem que fazer! Não dê desculpas para o seu fracasso, e nem culpe os outros pela sua ineficiência!

O culpado é você mesmo! Assim como o vencedor será também você! Você define a sua vida! Você conseguirá a vitória! Não transfira responsabilidades para ninguém!

Se você não foi aprovado, ou não conseguiu estudar aquilo que deveria, não arrume mil desculpas para isso, ou não culpe os outros!

Reveja os seus métodos de estudos! Repense as suas prioridades! Levante-se e siga em frente!

4 - Excesso de prolixidade!

Pessoal, para passar em concursos públicos, temos que ser objetivos.

Temos que estabelecer uma estratégia rotineira que nos permita conciliar tudo aquilo que seja de nossa obrigação.

Até para definir o nosso horário de estudos, temos que ter objetividade. Até para escrever um e-mail, necessitamos dela.

Principalmente para aquele concurseiro que estuda e trabalha, há que se ganhar tempo.

Divida o seu dia com todos os seus compromissos em uma planilha. Horário para acordar, para almoçar, para brincar com o filho, para trabalhar, para estudar etc.

Quando você for cumprir a tarefa estabelecida no horário, faça-a com prazer, e da melhor forma possível. Esqueça de todas as outras, e foque somente naquela do horário atual. É difícil, eu sei, mas é possível sim. Há que se concentrar!

Quando temos muitas atividades, e pouco tempo para cumprí-las, temos que funcionar como um relógio.

Notem que uma das qualidades da maioria das pessoas que são aprovadas em bons concursos é a disciplina.

Conclusão: Adquiram disciplina na vida! Não só nos seus estudos, mas em tudo!

Por hoje é só, meus amigos!

Muitos desses problemas estão presentes em milhares de concurseiros.

Eu apresentei vários desses também, mas consegui corrigi-los com muito esforço e dedicação. Infelizmente, na minha época não existiam os Consultores e Coachings atuais. Tive que superá-los sozinho mesmo, mas aprendi a fazê-lo.

Hoje eu tento mostrar para os alunos como fazer isso. Na minha Consultoria para Concursos.

Quem quiser, e puder contratá-la, sugiro que o faça.

Nos vemos em breve!

Um grande abraço.

Prof. Bruno Fracalossi - Especialista em Concursos da área de Gestão, Controle e Economia.


brunofracalossi@pontodosconcursos.com.br

www.facebook.com.br/bruno.fracalossipaes





 


Comentários

  • 27/09/2014 - Andre
    Muito bom saber o que se passa com os colegas. Obrigado pelo feedback.
  • 01/05/2013 - Rafael C S Frerichs
    Muito bom artigo, Prof. Bruno.
    Mais uma vez vc me ajuda bastante, obrigado!
  • 22/04/2013 - Jonas Santos
    Professor, bom dia. Concordo com quase tudo o que foi dito, exceto uma parte: "...o estudo é algo DESAGRADÁVEL...". Creio que enxergar o momento de estudar com esta visão é o primeiro passo para o insucesso. Pode sim, ser estafante, ainda mais quando se tem 10, 12 matérias para cobrir em um período curto. E também pode te privar (momentaneamente) de vários prazeres. Mas acredito que a aquisição de conhecimento não deve ser vista como algo desagradável. E uma coisa que aprendi na minha vida de concurseiro - que já dura 7 anos - é que o primeiro passo para aprender algo é gostar daquilo, ou pelo menos, não hostilizar. No mais, seu artigo foi muito instrutivo. Com certeza alertou muitos outros concurseiros também. Abraço.
  • 22/04/2013 - Nadege Souza
    É, prof., vi-me em seu artigo. Houve uma época em que desisti de estudar, muito desânimo. Porém, quando olhei para trás e vi todo o meu prejuízo (financeiro, psicológico, desgaste etc), rapidamente voltei a estudar, e, hoje, não paro nem por decreto. Agora virou uma "cachaça", não vivo mais sem isso. Só falta a aprovação.
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