Prof. Marlos Ferreira

04/01/2013 | 16:16
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Fiscal de rendas - SP 2013 - Questões Comentadas de Economia

Olá, pessoal!

Aos candidatos do concurso de fiscal de rendas de São Paulo, conforme combinado, seguem algumas questões de Macroeconomia da banca examinadora FCC literalmente comentadas, no tocante à disciplina de Macroeconomia.

No próximos encontros, abordarei mais questões de Macro, depois questões de Microeconomia e Finanças Públicas (economia da Tributação) para que vocês tenham um excelente painel para estudos!

Fiquem com Deus!

Questões comentadas de Macroeconomia!



01-(FCC-TCE-AL-2008) . O agregado macroeconômico que mede a produção de um país, seja esta produção realizada com fatores de produção de residentes no país ou residentes no exterior, mas que estejam em território nacional, da qual se deduz a depreciação do estoque de capital, mas se computa o valor dos impostos indiretos, é o

(A) Produto Nacional Bruto a preços de mercado.

(B) Produto Interno Bruto a custo de fatores.

(C) Produto Interno Líquido a preços de mercado.

(D) Produto Interno Líquido a custo de fatores.

(E) Produto Nacional Líquido a custo de fatores.

Comentários:

Entenda-se a questão por partes: i) O agregado macroeconômico que mede a produção de um país, seja esta produção realizada com fatores de produção de residentes no país ou residentes no exterior, mas que estejam em território nacional (leia-se: PIB);

ii) da qual se deduz a depreciação do estoque de capital (PIB - Depreciação= PIL);

iii) mas se computa o valor dos impostos indiretos (leia-se: a preços de mercado em que se incluem os impostos sobre a produção e excluem os subsídios).

Gabarito: C







02-(FCC-ECONOMISTA-INFRAERO-2011) No ano de 2010, o PIB de um determinado país totalizou 2,55 trilhões de unidades monetárias e o PNB totalizou 2,35 trilhões de unidades monetárias, sendo ambos os agregados medidos a preços de mercado. Isso significa que, no período, foi de 200 milhões de unidades monetárias

(A) a depreciação do estoque de capital.

(B) o saldo comercial superavitário.

(C) o saldo comercial deficitário.

(D) a arrecadação de impostos indiretos, líquida de subsídios.

(E) a renda líquida de fatores de produção enviada para o exterior.

Comentários:

A diferença entre o Produto Interno Bruto (PIB) e o Produto Nacional Bruto (PNB) está justamente no cômputo dos fluxos de renda enviada/recebida do exterior. Logo, PIB = PNB + REE - RRE ou,dito de outra forma, PIB - PNB = RLEE. Logo, a renda líquida de fatores de produção (juros, lucros, etc) enviada para o exterior soma 200 milhões de unidades monetária.

Gabarito: E





03 - (FCC - ICMS-SP - 2006) São dadas as seguintes informações sobre as Contas Nacionais de uma determinada economia:

Importações de bens e serviços não fatores - 85.000

Déficit do balanço de pagamentos em transações correntes - 25.000

Consumo Final das famílias e das administrações públicas - 472.000

Poupança Bruta Interna - 94.000

Produto Interno Bruto - 604.000

Variação de Estoques - 10.000

Sabendo-se que não houve transferências de capital entre o país e o exterior, o valor da Formação Bruta de Capital Fixo dessa economia corresponde a:

a) 84.000

b) 98.000

c) 109.000

d) 119.000

e) 132.000

Comentários:

Atenção, pois aqui há dados em excesso apenas para supostamente confundir o candidato. Não que as informações estejam erradas, mas o caminho para satisfação da questão é bem mais curto.

Sabemos que I = S e utilizando-se da identidade propriamente dita, vem: FBCF + VE = Sp + Sg + Se.

FBCF + 10.000 = 94.000 (Sg + Sp) + 25.000. Logo, a formação bruta de capital fixo vale 109.000.

Como não se requisitou consumo intermediário, exportações de bens e serviços não fatores, dentre outros, as demais informações não tiveram utilidade na questão.

Gabarito: C







04-(FCC-ECONOMISTA-INFRAERO-2011) Em um determinado país, a taxa de desemprego encontra-se muito elevada. Sabendo-se que sua economia é fechada, uma medida adequada para reduzir o nível de seu desemprego é

(A) aumentar a taxa de reserva compulsória dos bancos comerciais.

(B) reduzir os gastos do governo.

(C) vender títulos da dívida pública no mercado aberto.

(D) reduzir a carga tributária incidente sobre a economia.

(E) promover um tabelamento de preços.

Comentários:

Em se tratando de economia fechada, como dito pela questão, devemos encontrar medidas de política fiscal e/ou monetária expansionistas, que possam aumentar a taxa de desemprego, estimulando a renda e produção nacionais. Dessa forma, elencam-se as seguintes medidas:

Aumento do estoque de meios de pagamento através dos instrumentos de queda dos compulsórios, recompra de títulos públicos ou queda dos redescontos. Em direção à política fiscal, vem: aumento dos gastos públicos e/ou redução dos impostos (carga tributária). Logo, a assertiva D é a única plausível.

Gabarito: D







05-(FCC-MPU/2007) No modelo keynesiano simples para uma economia aberta e com governo, em que o investimento, a tributação, os gastos do governo e as exportações são autônomos, as propensões marginais a poupar e a importar são 0,25 e 0,15, respectivamente. Supondo que o nível de investimento aumenta em 40, a renda também será aumentada em:

a) 500

b) 400

c) 267

d) 160

e) 100

Comentários:

Como a propensão marginal a poupar (1-c) é igual a 0,25, temos que a propensão marginal a consumir (c) é igual a 0,75, pois PMgC + PMgS = 1, ou seja, as propensões marginal a consumir e a poupar são complementares. Lembre-se que as funções consumo e poupança são funções espelho.

Sabemos que estamos lidando com uma economia aberta cuja propensão marginal a importar foi dada igual a 0,15. Dessa forma, resta-nos aplicar a fórmula do multiplicador keynesiano simplificado para uma economia aberta:

K = 1/ 1-c(1- t) + m

Sabemos também que não há função tributação nessa questão. Logo, t = 0.

K = 1/ 1 - 0,75(1 - 0) + 0,15

K = 1/ 0,25 + 0,15

K = 1/0,4

K = 2,5

Gabarito: E



06-(FCC-METRO-2010) A crise financeira internacional, fortemente vivenciada pelos EUA em 2008 em seu mercado de hipotecas, provocou

o renascimento do interesse pela teoria econômica desenvolvida pelo economista

(A) John Stuart Mill.

(B) John Maynard Keynes.

(C) Jean Baptiste Say.

(D) Adam Smith.

(E) Karl Marx.

Comentários:

Keynes , o grande expoente da corrente fiscalista, pregava, ainda por volta de 1930, a necessidade de recuperação da economia através da mão forte do Estado, do aparato de gastos públicos (despesas correntes e de capital). Dessa forma, instaurou-se o princípio da demanda efetiva,seguida por todos os manuais de Economia. De certa forma, com o triunfo do liberalismo nos anos 80 e 90, essa corrente teve um pouco de seu brilho ofuscado. A partir das sucessivas crises financeiras dos anos 90 (Rússia, Ásia, México, Brasil, etc), até chegar na forte crise do mercado norte-americano, em 2008, a necessidade de o aparato estatal para regular a economia, conter o lado financeiro de crash da economia, volta firmemente nas discussões da academia e de mercado, instaurando a era pós-keynesiana. É a volta triunfal do "gigante adormecido", Keynes e a política fiscal.

Gabarito: B



Vale lembrar que o livro de minha autoria Macroeconomia e Economia Brasileira em questões comentadas - Ed. Campus - Marlos Vargas - possui um arcabouço de mais de duzentas questões literalmente comentadas das bancas FCC, NCE-UFRJ, FGV, ESAF, dentre outras. Pode ser encontrado nas livrarias e sites especializados!



Forte abraço,

Marlos

marlos@pontodosconcursos.com.br


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