Prof. Júnia Andrade

30/05/2017 | 16:09
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TST e suas provas discursivas

Salve, povo dos concursos!

Até que enfim, consegui uma folguinha para voltar aos artigos. Sinceramente, eu estava com um volume terrível de trabalhos, continuo agora com um relativo volume, mas já posso voltar aos meus artigos.

Quanta saudade de escrever livremente sobre concursos! Eu particularmente adoro fazer isso.

Nesta semana, conforme eu prometi no passado, vou escrever sobre as provas discursivas específicas: vou escrever sobre o TST (este artigo), sobre o MPU, sobre a Câmara dos Deputados, sobre a Receita Federal e sobre os Tribunais de Contas. 

Mas antes vou escrever sobre concursos, porque meus leitores me cobraram esclarecimentos sobre os editais deste ano. 

Cadê os editais??? 

É a pergunta da galera em geral. 

Respire, porque temos editais. Já temos TJMG, TJSP etc. 

Eu sei que vocês querem os federais. 

Então, primeiramente vou falar sobre isso, ok.

Os EDITAIS

Você já deve saber que temos dois grandes concursos para abrir a temporada dos editais federais: o concurso do TST e o do MPU. Pelo que acompanho, esses dois aí não passam de agosto. 

Simmm, meu povo, houve uma mudança na dinâmica dos concursos e isso já vem acontecendo desde 2014. O problema é que, por causa do bendito "mercado", ninguém explica para você essa dinâmica. Aí você fica perdido.

É só você raciocinar comigo e entrar no site do Mpog para entender isto com mais clareza.

Mas eu resumo esse assunto para ficar mais didática a coisa: o primeiro semestre de cada ano agora é aberto com o trabalho das comissões internas que preparam os concursos ou com o provas de concursos em andamento de editais do ano anterior; depois, após o dia 31 de maio, começa a corrida dos editais. 

Mas por que 31 de maio, prof.?

Porque é o último dia que as comissões têm para ajustar todos os pedidos de concursos, incluindo majoração de vagas para os autorizados, no Ministério do Planejamento (MP ou Mpog). 

Para você saber mais um pouquinho, consulte a página do MP ou Mpog (o mundo dos concursos gosta mais desta sigla).

Por exemplo: a Receita Federal enviou pedido de 400 vagas no início do mês de maio. 

Bom, eu particularmente gosto deste modelo: organização. 

Quem fez concurso no passado se lembra bem de como eram liberados os editais: uma confusão. Um atrás do outro, um junto com o outro. Já chegamos a ter dezenove editais na praça num só mês, ou seja, ninguém dormia, ninguém comia direito e não servia nem para os professores ganharem dinheiro, porque aquilo não era vida. Era escravidão e correria. 

Quanto aos pobres alunos, nem se fala da situação desses "meninos e meninas"...

Raramente alguém não conseguia raciocinar o que queria. Era muita informação, muita mudança de um edital para o outro e muito pouco tempo para assimilar tudo.

Agora, apesar a tristeza dos cursos, pelo menos temos uma linha de trabalho. Para o professor e o para o aluno essa mudança foi importante, porque trouxe vida: existe vida além dos concursos agora. 

A coisa continua ainda um pouco confusa porque a Administração Pública é enorme e, no segundo semestre, o bicho vai pegar, porque, não obstante o país esteja vivendo uma confusão daquelas, já temos alguns famosos concursos autorizados e há muita gente se aposentando. Com isso, as demandas dos órgãos públicos em razão da falta de servidores vêm aumentado.

Hoje, pelo menos, o aluno e o professor conseguem organizar melhor uma linha estrutural de trabalho para orientar a preparação. 

Com as comissões internas trabalhando mais no primeiro semestre, é possível ganhar, pelo menos uns quatro ou cinco meses a mais antes da liberação dos editais, e planejar os estudos, pagar mais barato por eles (época de baixa em vendas nos cursinhos - preços melhores). 

Depois de o edital estar publicado, todo aluno "véio" já sabe que dispõe de cerca de 60 dias para estudar, porque é o prazo mínimo estabelecido pelo Planejamento até a prova. É claro que cada Ministério, por exemplo, pode mexer nesse prazo. Mas em regra esse é o sofrimento da galera do pós-edital. Então, quem começa no início do ano sai na vantagem de só fixar conhecimento depois.

A seara trabalhista é um exemplo interessante: saiu o concurso para procurador do MPT. Em seguida, teremos o do TST (já está aprovado, tem pré-projeto e já tem banca - edital entre junho e julho). Depois do TST, estão programados os tribunais regionais do trabalho: TRT do Rio, TRT de Pernambuco, TRT do DF, TRT da Paraíba, TRT de Goiás, TRT da Bahia e assim por diante. Em 2018, muito provavelmente virá o Auditor-fiscal do Trabalho. 

Da forma como segue desenhada a realidade dos concursos que exigem direito do trabalho fica mais interessante para o aluno, porque evita que ele fique com mil informações sobre que prova tentar.

Se ele for bom estrategista, se tiver a "cabeça no pescoço", passa a conduzir seus estudos por uma linha única de preparação, evitando sair da seara trabalhista para migrar para a eleitoral, por exemplo. Ou seja, o cara gasta menos dinheiro, consegue concorrer em processos seletivos mais parecidos uns com os outros, consegue estudar e viver, basicamente falando. 

Do meu ponto de vista, eu acho assim muito mais interessante do que antes, porque é menos pressão que quem vive de concursos sofre.

Bom, mas eu "falei" essas coisas para ajudar você, aluno novato, a entender um pouco o processo e a racionalizar melhor o que irá fazer da vida a partir de agora. 

Aconselho que leia bastante, que ligue para os RHs dos órgãos para os quais você quer concursar etc. Viva essa escolha pela Administração Pública menos fora de fóruns e mais dentro de órgãos oficiais, se possível. 

Você vai ser mais feliz desta forma: racionalizando a coisa. 

Bom, vamos falar das discursivas do TST. 

No Ponto dos Concursos, temos fechado o pacote para Técnico Administrativo. 

E temos as discursivas para o superior. 

O TST, como eu disse, já está deste jeito:

1. Projeto básico pronto: https://dhg1h5j42swfq.cloudfront.net/2017/04/04135541/concurso-TST-projeto-b%C3%A1sico.pdf

2. Banca escolhida: Fundação Carlos Chagas.

3. Vencimentos iniciais programados: Técnico Judiciário (R$ 6.167,99) e Analista Judiciário (R$ 10.119,93)

4. Classificações: 500 AJJs, 100 AJAs, 500 Técnicos Jud. Adm. (no projeto básico há mais informações sobre outras áreas). 

5. E tem discursiva! Para os técnicos, teremos redação da FCC (há um monte de artigos meus sobre redação para a FCC e há aulas no youtube gratuitas). Hoje eu vou dar atenção aos Analistas, porque esse meu povo ficou carente de artigos da sua área peculiar. Depois eu "faço carinho" de novo nos técnicos!

Para os Analistas! Tomem nota!

1. AJJ (Analista Judiciário - Judiciário)

  • Há dois modelos de prova da banca: um que exigirá respostas mais detalhadas (com apontamento de fundamentação em norma ou em jurisprudência) e outro mais direto que versa sobre assunto mais comum da seara do direito material do trabalho. 
  • Qual modelo virá?  Isso dependerá do edital a princípio. Se houver duas questões discursivas, é um de cada proponente, meu amigo. 
  • O modelo mais detalhado: o examinador dá nota global por tópico. Por exemplo: a discursiva vale 100 pontos, suponhamos. Se cada tópico valer 25 pontos, o corretor tem total discricionariedade para jogar com esses 25 pontos. 
  • O modelo menos detalhado: o tópico vale 25 pontos, suponhamos. O corretor precisa acompanhar a distribuição desses 25 pontos, conforme a grade avaliativa do examinador proponente. 
  • Em resumo: o modelo mais simples é o que gera menos conflito na fase recursal e racionaliza mais a prova. 
  • O que estudar? Assuntos da moda, meu amigo! Terceirização "na veia"! Jornada, remuneração, descanso, trabalho temporário, acordo coletivo, ações, banco de horas, enfim, é o universo da reforma trabalhista.
  • Mas não abandone a parte processual! 

Para quem gosta de saber: no Ponto, a gente lançou o curso de discursivas para o TST - AJJ com um "cara fera" na elaboração dos temas, do jeito que eu, Júnia Andrade, recomendo: redondinho com o enunciado com as "manias" dos dois examinadores proponentes da banca. Você poderá conferir as dicas na aula demonstrativa do curso:

https://www.pontodosconcursos.com.br/cursosonline/Detalhes/58105/discursivas-para-analista-judiciario-area-judiciaria-do-tst-com-correcao-individual

 

2. AJAA (Analista Judiciário - área Administrativa)

  • Como a FCC raramente faz prova de conhecimento específico para o AJAA, ou seja, a gente tem muita proposta temática baseada em conhecimentos gerais, falarei das abordagens mais comuns da prova desta área, considerando concursos como os dos tribunais de contas, por exemplo, que representam uma realidade desse tipo de prova mais recente e mais próxima da nossa realidade nos tribunais regionais. 
  • Eles gostam de cobrar temas de Direito Administrativo (princípios, serviços públicos, contratos, servidores públicos, improbidade, controle, PADs, licitações);
  • de Administração Geral/Pública (Princípios, Gespública, instrumentos de avaliação e monitoramento, aprendizagem organizacional, BSC, PDCA, Planejamento, gestão por competência, cultura, clima organizacional, gestão da aprendizagem, gestão da qualidade);
  • de AFO (níveis de endividamente público, ciclo orçamentário, LRF, princípios, créditos orçamentários, restos a pagar etc.)
  • Se cair AFO, prepare-se para responder tudo com base nas normas legais que amparam o assunto, porque isso é cobrado.
  • Se cair assunto pertinente a Administração, você poderá ser mais objetivo na resposta, sem se preocupar com fundamentação para tal.

Se você quiser saber mais, explico que já temos o nosso curso de discursivas para a área Administrativa do TST.

 https://www.pontodosconcursos.com.br/cursosonline/Detalhes/58104/discursivas-para-analista-judiciario-area-administrativa-do-tst-com-correcao-individual

Enfim, espero ter esclarecido pontos importantes para o seu estudo! 

Grande abraço!

 

 


Comentários

  • 30/05/2017 - Matheus
    Profa. Júnia, parabéns pelo artigo. Uma dúvida: tendo em vista a conjuntura atual, qual a perspectiva para o concurso da Câmara dos Deputados? Acredita no edital ainda em 2017?
  • 31/05/2017 - Prof Júnia Andrade
    Matheus, o concurso está autorizado desde 2014. O problema é que o cenário de indecisão do Executivo deixa o Legislativo "em parafuso".
    De qualquer maneira, já está chegando perto das 500 vacâncias de técnicos, o que irá encostar a Câmara na parede para a realização do concurso.
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