Prof. Fabiano Sales

10/05/2017 | 14:56
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Português para FCC: Mais uma prova comentada "pra" você!

Olá, meu aluno!

Como é prazeroso estar aqui!

 

Mais uma excelente oportunidade para o ano de 2017: assim pode ser definido o concurso para o Tribunal Superior do Trabalho.

A seleção para o TST oferecerá oportunidades para Técnico Judiciário (Área Administrativa) e Técnico Judiciário (Área de Segurança Judiciária), ambos com exigência de nível médio. Além disso, para a especialidade de Segurança, será exigida a Carteira Nacional de Habilitação, categoria D ou E.

Já para nível superior as oportunidades são para Analista Judiciário (Área Judiciária - Formação em Direito), Analista Judiciário (Área Administrativa) e Analista Judiciário (Área de Taquigrafia), exigindo os dois últimos cargos nível superior em qualquer área.

De acordo com a Lei 13.317, sancionada em junho de 2016, serão reajustados o salário-base e gratificação de atividade judiciária (GAJ). Para Analista Judiciário, Áreas Judiciária e Administrativa, bem como demais especialidades, a remuneração base chegará aos R$ 11.007,00. Os aprovados ainda terão direito aos benefícios de auxílio-alimentação, saúde e natalidade, o que pode fazer a remuneração chegar a R$ 12.000,00. Para o cargo de Técnico Judiciário, a remuneração chega a R$ 6.709,00. Depois de acrescidos os benefícios, o valor pode atingir R$ 7.893,00.

O mais recente concurso para o órgão foi realizado em 2012, sob a responsabilidade da Fundação Carlos Chagasjá confirmada como organizadora do próximo concurso! Na seleção passada, foram ofertadas, ao todo, 37 vagas, além de formação de cadastro reserva. As oportunidades para técnico foram nas áreas administrativa, segurança e programação. Já para analista judiciário, foram ofertadas vagas nas áreas administrativa, judiciária, contábil, análise de sistemas, suporte em Tecnologia da Informação, Medicina do Trabalho e Taquigrafia. No entanto, um quantitativo consideravelmente maior foi convocado durante a validade do último certame!

Tendo em vista que, em novembro de 2016, foi encerrada a validade do certame para os cargos de Analista e de Técnico Judiciário (Programação), e que, em janeiro de 2017, a validade também expirou para os cargos de Técnico Judiciário (Área Administrativa), Técnico Judiciário (Segurança Judiciária) e Analista (Taquigrafia), a realização do próximo concurso é iminente!

Na última seleção, os candidatos foram avaliados por prova de conhecimentos básicos e específicos. Na ocasião, a disciplina de Língua Portuguesa foi contemplada com idêntico conteúdo programático para os cargos de Analista e de Técnico (exceto para a área de Taquigrafia, cujo conteúdo foi direcionado para a especialidade). Veja a ementa de Português:

Ortografia oficial. Acentuação gráfica. Flexão nominal e verbal. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. Emprego de tempos e modos verbais. Vozes do verbo. Concordância nominal e verbal. Regência nominal e verbal. Ocorrência de crase. Pontuação. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas). Intelecção de texto.

Para auxiliá-lo nessa jornada, compartilho os comentários à última prova para o Tribunal Superior do Trabalho (2012). Esse caderno de questões integra a aula demonstrativa de nosso Curso de Português para o TST, sendo uma oportunidade de testar os conhecimentos de Língua Portuguesa. Aos trabalhos!

 

Atenção: As questões de números 1 a 9 referem-se ao texto abaixo.

Os cursos universitários a distância costumavam ser malvistos na academia brasileira. Lutava-se contra a sua regulamentação, que só se deu em 1996. A má fama dessa modalidade em que o aluno se forma praticamente sem ir à universidade − já tão disseminada em países de educação de alto nível − persiste até hoje no Brasil. Em parte, pela resistência de uma turma aferrada à velha ideia de que ensino bom, só na sala de aula. Mas também pelo desconhecimento que ainda paira sobre esses cursos. Uma nova pesquisa, conduzida pela Fundação Victor Civita, retirou um conjunto deles dessa zona de sombra, produzindo um estudo que rastreou as fragilidades e o que dá certo e pode ser exemplar para os demais. Durante cinco meses, os especialistas analisaram os cursos de oito faculdades (públicas e particulares) que oferecem graduação a distância em pedagogia, a área que, de longe, atrai mais alunos. O retrato que emerge daí ajuda a desconstruir a visão de que esses cursos fornecem educação superior de segunda classe. Em alguns casos, eles já chegam a ombrear com tradicionais ilhas de excelência. Mas, no geral, resta muito que avançar.

À luz das boas experiências, não há dúvida sobre os caminhos que elevam o nível. Os melhores cursos souberam implementar o mais básico. "Não dá para deixar o aluno por si só o tempo inteiro. É preciso fazer uso constante da tecnologia para conectá-lo ao professor”, alerta a doutora em educação Elizabeth Almeida, coordenadora da pesquisa. Isso significa, por exemplo, usar a internet para envolver os estudantes em debates liderados por um mestre que, se bem treinado, pode alçar a turma a um novo patamar. Outra fragilidade brasileira diz respeito ao tutor, profissional que deve guiar os estudantes nos desafios intelectuais. Muitos aqui não estão preparados para a função, como enfatiza a pesquisa. Os casos bem-sucedidos indicam ainda a relevância de o aluno não ir à faculdade apenas para fazer prova ou assistir a aulas esporádicas nas telessalas, como é usual. Ele precisa ser também incentivado a visitar à vontade a biblioteca e os laboratórios.

No Brasil, até uma década atrás, os cursos de graduação a distância estavam em instituições pequenas e pouco conhecidas. Hoje, esparramaram-se pelas grandes e vão absorver quase um terço dos universitários até 2015. São números que reforçam a premência da busca pela excelência.

(Adaptado de VEJA. ano 45, n. 31, 1º  de agosto de 2012. p. 114)

  1. No primeiro parágrafo, assinala-se que

(A) o preconceito e a falta de conhecimento sobre os resultados positivos dos cursos de graduação a distância configuram-se como obstáculos já superados por eles.

(B) a regulamentação dos cursos universitários a distância enfrentou forte oposição por parte daqueles que não acreditavam em sua eficiência.

(C) os cursos de pedagogia a distância continuam malvistos pelo público, o que acaba por gerar desinteresse pela área.

(D) os cursos universitários brasileiros a distância necessitam de investimentos para concorrerem em condições de igualdade com os melhores cursos do mundo, presentes nas chamadas ilhas de excelência.

(E) algumas áreas, apesar de certas vantagens da educação universitária a distância, beneficiam-se pouco desse método, obtendo resultados menos satisfatórios do que os obtidos em salas de aula tradicionais.

Comentário: Questão sobre compreensão textual.

       No primeiro parágrafo, o autor menciona que, embora os cursos universitários a distância já sejam disseminados em países de educação de alto nível, eram malvistos na academia brasileira. Consoante a cadeia discursiva, a “má fama” persiste até hoje no Brasil, em parte “pela resistência de uma turma aferrada à velha ideia de que ensino bom, só na sala de aula. Mas também pelo desconhecimento que ainda paira sobre esses cursos”. Enfrentando forte oposição daqueles que não acreditavam na eficiência dessa modalidade de ensino, os cursos universitários a distância somente foram regulamentados em 1996. Desse modo, a letra (B) gabarita a questão.

       Nas demais opções:

a) temos um erro de contradição textual. No primeiro parágrafo, o autor afirma que uma nova pesquisa, conduzida pela Fundação Victor Civita, produziu um estudo que rastreou as fragilidades e os aspectos positivos dos cursos universitários de ensino a distância. Ao final desse componente textual, o autor relata que, em alguns casos, eles (= os cursos universitários a distância) “já chegam a ombrear com tradicionais ilhas de excelência”, mas que, no geral, “resta muito a avançar”.

c) novamente, temos uma assertiva que contradiz as ideias do texto. Durante o estudo feito pela Fundação Victor Civita, constatou-se que, de longe, a graduação em pedagogia “atrai muitos alunos”, desconstruindo a visão de que esses cursos fornecem educação superior de segunda classe.

d) de acordo com a cadeia discursiva, os cursos universitários a distância são bastante disseminados em países de educação de alto nível, mas o autor não afirma que as graduações a distância brasileiras necessitam de recursos para concorrem com os melhores cursos do mundo. Temos, aqui, uma extrapolação textual.

e) novamente, temos um erro de extrapolação textual. Embora ainda exista uma turma aferrada à ideia de que ensino bom, só na sala de aula, a superfície textual não trouxe, no primeiro parágrafo, a ideia de que os resultados obtidos pelos cursos universitários a distância são menos satisfatórios.

Gabarito: B.

 

  1. Os cursos de graduação a distância bem-sucedidos

(A) priorizam o bom relacionamento dos alunos com os colegas, por meio de atividades lúdicas mediadas pela tecnologia, como bate-papos virtuais.

(B) incentivam os alunos a usar a internet o máximo de tempo possível, desde que sob a supervisão do professor.

(C) procuram despertar no aluno o desejo de frequentar outras instalações importantes para os estudos, além das telessalas.

(D) promovem a autonomia do aluno, deixando-o livre para frequentar a telessala apenas nos momentos em que estiver verdadeiramente concentrado.

(E) contam com avaliações virtuais frequentes, por meio das quais o professor pode fornecer ao aluno um retorno imediato de seu progresso.

Comentário: Mais uma questão sobre compreensão textual, cuja resposta é encontrada na letra (C). Ao final do segundo parágrafo, o autor nos informa que os cursos de graduação a distância bem-sucedidos buscam despertar no aluno a vontade, o anseio de frequentar outras instalações, tais como “bibliotecas” e “laboratórios”. Essa afirmação é ratificada pelo seguinte excerto: “Os casos bem-sucedidos indicam ainda a relevância de o aluno não ir à faculdade apenas para fazer prova ou assistir a aulas esporádicas nas telessalas, como é usual. Ele (= o aluno) precisa ser também incentivado a visitar à vontade a biblioteca e os laboratórios.”

       Nas demais opções:

a) valendo-se do recurso textual denominado “argumento de autoridade”, uma estratégia argumentativa que visa a persuadir o leitor, o autor cita que “não dá para deixar o aluno por si só o tempo inteiro”, sendo preciso fazer “uso constante da tecnologia para conectá-lo ao professor”, consoante o alerta de Elizabeth Almeida, doutora em educação e coordenadora da pesquisa. Para ratificar a argumentação, o autor faz uso da exemplificação, outra ferramenta argumentativa: “usar a internet para envolver os estudantes em debates liderados por um mestre que, se bem treinado, pode alçar a turma a um novo patamar”.

b) a expressão “o máximo de tempo possível” extrapola das ideias do texto. Segundo a cadeia discursiva, a internet deve ser usada em debates liderados por um mestre, a fim de conectá-lo aos estudantes. Essa conexão, entretanto, depende do nível de treinamento da equipe docente.

d) conforme discorremos anteriormente, os casos de cursos de graduação a distância bem-sucedidos “não deixam o aluno por si só”. Consoante o texto, o estudante “precisa também ser incentivado a visitar à vontade a biblioteca e os laboratórios”.

e) não há, no decurso da superfície textual, qualquer passagem que autorize essa inferência.

Gabarito: C.

 

3. Atente para as afirmações sobre a pesquisa conduzida pela Fundação Victor Civita:

I. Analisou-se um número limitado de cursos de graduação a distância em pedagogia, área bastante procurada, para que se pudesse constatar quais metodologias são as mais adequadas e podem, então, servir de modelo para outros cursos.      

II. A partir da análise de dados obtidos aleatoriamente em cursos de graduação a distância de áreas diversas, identificaram-se as maiores fragilidades desse tipo de ensino, e detectaram-se as soluções adequadas para cada uma delas.

III. Partindo-se da ideia de que o ensino a distância é tão eficiente quanto o ensino na sala de aula, foram utilizadas técnicas estatísticas com a finalidade de comparar as qualidades de um e de outro método de aprendizagem.

Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I.

(B) II.

(C) I e III.

(D) I e II.

(E) II e III.

Comentário: À luz da superfície textual, vamos analisar as afirmativas.

I. Certa. A afirmação contida neste item está plenamente de acordo com o seguinte excerto do texto: “Uma nova pesquisa (...) retirou um conjunto deles dessa zona de sombra, produzindo um estudo que rastreou as fragilidades e o que dá certo e pode ser exemplar para os demais. Durante cinco meses, os especialistas analisaram os cursos de oito faculdades (públicas e particulares) que oferecem graduação a distância em pedagogia, a área que, de longe, atrai mais alunos. O retrato que emerge daí ajuda a desconstruir a visão de que esses cursos fornecem educação superior de segunda classe.”

II. Errada. Os dados não foram obtidos de maneira randômica, aleatória, e sim de modo organizado: durante cinco meses, o estudo rastreou as fragilidades e o que dá certo e pode ser exemplar para os demais. Nessa nova pesquisa, os especialistas observaram os cursos de oito faculdades (públicas e particulares) que ofertam graduação a distância em pedagogia, a área que, de longe, atrai mais alunos. Desse retrato, segundo o autor, emerge a ajuda para desconstruir a visão de que esses cursos fornecem educação superior de segunda classe, restando, no entanto, “muito que avançar”.

III. Errada. Segundo a cadeia discursiva, a pesquisa teve como resultado a retirada de um conjunto dos cursos universitários a distância da “zona de sombra”, não partindo do pressuposto mencionado pelo examinador. Ademais, o “corpus” textual não alude ao uso de “estatísticas” para fazer a comparação entre as graduações a distância e os cursos universitários presenciais.

       Desse modo, a letra (A) gabarita a questão.

Gabarito: A.

 

  1. São números que reforçam a premência da busca pela excelência. (final do texto)

Mantendo-se a correção e o sentido original, o termo grifado pode ser substituído por:

(A) pretensão.

(B) conveniência.

(C) disparidade.

(D) urgência.

(E) falência.

Comentário: Questão sobre significação contextual de palavras e expressões, recorrente em TODAS AS PROVAS DA FCC. Para resolver esse tipo de exercício, recomendo que você adquira ou intensifique seu hábito de leitura. Com isso, você aumentará o conhecimento do léxico (conjunto de palavras) da Língua Portuguesa, estando mais preparado para identificar um significado em determinado contexto.

Consoante o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, versão eletrônica, “premência” significa “ato ou efeito de premer ou exercer pressão; urgência”. Desse modo, a letra (D) é nossa resposta.

Nas demais opções:

a) “pretensão” significa “ato ou efeito de pretender”.

b) “conveniência” significa “vontade, interesse”.

c) “disparidade” é uma “falta de acordo ou relação; divergência; dissemelhança”.

e) “falência” significa “falta, quebra”.

Gabarito: D.

 

  1. Substituindo-se o segmento grifado pelo que se encontra entre parênteses, o verbo que deverá flexionar-se em uma forma do plural está em:

(A) ... deixar o aluno por si só (os alunos por si sós) o tempo inteiro.

(B) A má fama dessa modalidade (dessas modalidades) [...] persiste até hoje no Brasil.

(C) ... como enfatiza a pesquisa (as pesquisas).

(D) ... retirou um conjunto deles (vários conjuntos deles) dessa zona de sombr ...

(E) Outra fragilidade brasileira diz respeito ao tutor (aos tutores) ...

Comentário: Questão sobre sintaxe de concordância, temática constante do conteúdo programático para o Tribunal Superior do Trabalho. Exercícios sobre concordância, seja nominal, seja verbal, sempre figuram nas provas da Fundação Carlos Chagas. Por isso, recomendo fortemente que você priorize as regrinhas de concordância em seus estudos!

       Analisando as opções, identificamos que a letra (C) é a resposta da questão. Em “como enfatiza a pesquisa”, o sintagma “a pesquisa” está posposto ao verbo “enfatizar”, funcionando como sujeito. Por esse motivo, caso a expressão “a pesquisa” fosse flexionada no plural, a estrutura verbal também deveria ser levada a esse número (plural): (...) como (=conforme) enfatizam as pesquisas.

       Nas demais opções:

a) o contexto revela que a expressão “o aluno por si só” funciona como objeto direto do verbo “deixar”. Sendo assim, a flexão de plural não impactaria o número do verbo, que permaneceria no singular: deixar os alunos por si só o tempo inteiro.

b) o sintagma “dessa modalidade” relaciona-se ao substantivo “fama”, funcionando como adjunto adnominal. Desse modo, não haveria flexão verbal caso a expressão “dessa modalidade” fosse ao plural: A má fama dessas modalidades persiste até hoje no Brasil.

d) a expressão “um conjunto deles” funciona como objeto direto da forma verbal “retirou”, não impactando a variação numérica do verbo em caso de flexão do referido OD: retirou vários conjuntos deles dessa zona de sombra ... .

e) a expressão “ao tutor” complementa o sentido do nome “respeito”, funcionando como complemento nominal. Com isso, a flexão de plural não modificaria a estrutura verbal: Outra fragilidade brasileira diz respeito aos tutores.

Gabarito: C.

 

6. Leia as afirmações abaixo, referentes à pontuação empregada no 1º parágrafo do texto.

I. A má fama dessa modalidade [...] − já tão disseminada em países de educação de alto nível – persiste até hoje no Brasil.

Na frase acima, se os travessões fossem substituídos por vírgulas, haveria prejuízo para a correção e a lógica.

II. Em parte, pela resistência de uma turma aferrada à velha ideia de que ensino bom, só na sala de aula.

Mantendo-se a correção e o sentido, uma vírgula pode ser colocada imediatamente após turma.

III. Uma nova pesquisa, conduzida pela Fundação Victor Civita, retirou um conjunto deles dessa zona de sombra.

As vírgulas que isolam o segmento conduzida pela Fundação Victor Civita podem ser suprimidas, sem prejuízo para a correção.

 Está correto o que se afirma APENAS em

(A) I.

(B) II.

(C) III.

(D) I e II.

(E) II e III.

Comentário: Questão sobre uso dos sinais de pontuação, assunto também presente em TODAS AS PROVAS DA FCC! Vejamos as afirmações:

I. Errada. No contexto, o segmento “já tão disseminada em países de educação de alto nível” tem valor explicativo e, por estar intercalado na sentença, foi corretamente isolado por travessões. Contudo, também seria mantida a correção gramatical se os parênteses fossem substituídos por vírgulas, marcando a intercalação do segmento explicativo: A má fama dessa modalidade [...], já tão disseminada em países de educação de alto nível, persiste até hoje no Brasil.

II. Errada. No segmento “pela resistência de uma turma aferrada”, o termo “aferrada” é adjunto adnominal do substantivo “turma”, não sendo cabível a inserção da vírgula entre os dois elementos.

III. Certa. Na passagem original, a oração “conduzida pela Fundação Victor Civita” é reduzida de particípio, exercendo o papel de explicar a expressão “nova pesquisa”, citada anteriormente. Caso as vírgulas fossem retiradas, mudar-se-ia o sentido, sem prejudicar a correção gramatical, no entanto. Logo, a afirmação do examinador está correta, validando a letra (C) como resposta da questão.

Gabarito: C.

 

  1. ... os cursos de graduação a distância estavam em instituições pequenas e pouco conhecidas.

O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:

(A) ... sobre os caminhos que elevam o nível.

(B) Durante cinco meses, os especialistas analisaram os

cursos de oito faculdades ...

(C) Hoje, esparramaram-se pelas grandes ...

(D) Os casos bem-sucedidos indicam ainda ...

(E) Lutava-se contra a sua regulamentação ...

Comentário: Mais uma questão recorrente nas provas da Fundação Carlos Chagas. Desta vez, o exercício requer do candidato o reconhecimento de tempos e modos verbais.

No enunciado da questão, a forma verbal “estavam” é formada pela seguinte estrutura:

est  +           a           +    va    +        m

                                                        radical                VT               DMT            DNP 

Entre esses elementos um deles nos chama a atenção: a desinência modo-temporal “-va-”. Esse morfema gramatical indica que a flexão do verbo “estar” no Pretérito Imperfeito do Indicativo, sendo uma marca de verbos pertencentes à primeira conjugação (aqueles que contêm a vogal temática “a”).

Nas opções, o Pretérito Imperfeito é observado na forma verbal “lutava” (alternativa E). Repare que “lutar” pertence à primeira conjugação, sendo o modo e o tempo verbais marcados pela desinência modo-temporal “-va-”, indicando ideia de habitualidade. Portanto, esta é a resposta da questão.

Nas demais assertivas:

a) o verbo “elevar” está flexionado na terceira pessoa do singular do Presente do Indicativo.

b) o verbo “analisar” também está conjugado no Pretérito Perfeito do modo Indicativo.

c) novamente, encontramos o Pretérito Perfeito do Indicativo em “esparramaram-se”.

d) a forma verbal “indicam” está no Presente do Indicativo.

       A título de complemento de complemento de estudo, tanto o Presente quanto o Pretérito Perfeito, ambos do modo Indicativo, são marcados pela desinência modo-temporal zero (Ø).

Gabarito: E.

 

  1. Fazendo-se as alterações necessárias, o segmento grifado está substituído corretamente por um pronome em:

(A) alçar a turma = alçar-lhe

(B) retirou um conjunto deles = retirou-nos

(C) guiar os estudantes = guiar-os

(D) desconstruir a visão = desconstruir-lhe

(E) analisaram os cursos de oito faculdades = analisaram-nos

 

Comentário: Questão sobre “verbos, pronomes e correlações”, temática também recorrente nas provas dos concursos organizados pela FCC.

       Nessa modalidade de exercício, devemos verificar a transitividade  e a terminação da estrutura verbal, a fim de checar a forma pronominal a ser adequadamente usada. Vamos às opções.

a) Errada. Em “alçar a turma”, o verbo “alçar” é transitivo direto (Quem alça, alça ALGUMA COISA), exigindo um complemento não regido de preposição. Devido à transitividade verbal direta, o sintagma “a turma” integra a rede argumental, funcionando como objeto direto. No contexto, o OD só pode ser substituído pelo pronome oblíquo “a”, assumindo a forma “la” ao se correlacionar com a estrutura “alçar”, finalizada por R: alçar + a à alçá-la.

b) Errada. No segmento “retirou um conjunto deles dessa zona de conforto”, o verbo “retirar” é transitivo direto e indireto (Quem retira, retira ALGO DE ALGUÉM/ALGUM LUGAR), tendo sua rede argumental composta por um objeto direto (complemento não precedido de preposição) e um objeto indireto (regido de preposição). No contexto, o sintagma “um conjunto deles” funciona como objeto direto, podendo ser substituído pelo pronome oblíquo “os”, resultando na construção “retirou-os dessa zona de sombra”.

c) Errada. Em “guiar os estudantes”, o verbo “guiar” é transitivo direto (Quem guia, guia ALGUÉM), podendo o sintagma “os estudantes” ser substituído pelo pronome oblíquo “os”. Ao se correlacionar com a estrutura verbal “guiar” (finalizada por R), a clítico “os” assume a forma “los”: guiar + os à guiá-los.

d) Errada. Em “desconstruir a visão”, também encontramos em “desconstruir” um V.T.D., sendo o sintagma “a visão” seu objeto direto. Por essa razão, o OD pode ser substituído pelo pronome oblíquo “a”, que assume a forma “la” ao se correlacionar com a estrutura verbal “desconstruir”, finalizada por R: desconstruir + a à desconstruí-la.

e) Esta é a resposta da questão. Em “analisaram os cursos de oito faculdades”, o verbo “analisar” é transitivo direto, tendo seu sentido complemento pelo sintagma “os cursos de oito faculdades”, seu objeto direto, cujo núcleo é o termo “núcleos”. Por conseguinte, o OD pode ser substituído pelo pronome obliquo “os”, assumindo a forma “nos” ao se correlacionar com a estrutura verbal “analisaram”, finalizada por M: analisaram + os à analisaram-nos.

Gabarito: E.

 

  1. Considerando-se o contexto, o segmento corretamente expresso em outras palavras é:

(A) até uma década atrás = a cerca de uma década

(B) alçar a turma a um novo patamar = colocar o grupo

em um nível mais alto

(C) debates liderados por um mestre = argumentos extraídos da mediação de um especialista

(D) como enfatiza a pesquisa = com forme destaca o estudo

(E) resta muito que avançar = falta se superar em grande

parte

Comentário: Mais uma questão sobre significação contextual de palavras/expressões.    

       Analisando as assertivas, constatamos que a letra (B) é a resposta da questão. Os verbos “alçar” e “colocar” assumem acepção contextual semelhante, equivalência significativa que também ocorre entre as expressões “a turma a um novo patamar” e “o grupo em um nível mais alto”.

       Nas demais opções, qualquer incorreção ou falta de equivalência já as descaracteriza como possíveis respostas. Vejamos:

a) a expressão “a cerca de” está inadequada, devendo ser substituída por “há cerca de”, exprimindo noção de tempo pretérito, passado: há cerca de uma década.

c) “liderar” não se assemelha a “mediar”. Enquanto este verbo significa “intervir, interceder”, aquele nos traz a acepção de “chefiar”.

d) a expressão “com forme” foi grafada incorretamente, devendo ser substituída por “conforme” (nexo textual que exprime valor de conformidade).

e) “avançar” e “superar” apresentam significações próximas, semelhantes: ao passo que este significa “exceder, ultrapassar, suplantar”, aquele imprime noção de “continuar, progredir”. No entanto, a expressão “em grande parte” não encontra correlação com qualquer termo do segmento original, revelando falta de equivalência entre as estruturas em cotejo, comparação.

Gabarito: B.

 

  1. O elemento em destaque está empregado corretamente na frase:

(A) O desempenho de um mau aluno deixa a desejar.

(B) Um mal professor não é capaz de incentivar os alunos.

(C) O aluno respondeu mau aos questionamentos do professor.

(D) O mau desse curso reside na falta de bibliotecas.

(E) O curso presencial foi mau recebido pelos alunos.

Comentário: Questão sobre emprego de palavras de grafia “confusa”, que figura com menos frequência nas provas atuais da FCC.

       Logo na opção (A), encontramos a resposta da questão. No período “O desempenho de um mau aluno deixa a desejar”, o termo “mau” qualifica o substantivo “aluno”, pertencendo à classe dos adjetivos. É o contrário/antônimo de “bom”: O desempenho de um bom aluno deixa a desejar. Portanto, eis o gabarito!

       Nas demais opções:

b) o termo “mal” deve ser substituído por “mau” (contrário de “bom”): Um mau professor não é capaz de incentivar os alunos.

c) o termo “mau” deve ser substituído por “mal” (contrário do advérbio “bem”): O aluno respondeu mal aos questionamentos do professor.

d) o termo “mau” deve ser substituído por “mal”, sendo um substantivo por estar precedido do artigo definido “o”: O mal desse curso reside na falta de bibliotecas.

e) o termo “mau” deve ser substituído por “mal” (contrário de “bem”): O curso presencial foi mal recebido pelos alunos.

Gabarito: A.

 

Atenção: As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto abaixo.

Desde as priscas eras do Orkut, noto o fenômeno. Entro no perfil de uma moça e começo a olhar suas fotos: encontro-a ali ainda criança, vestida de odalisca, num Carnaval já amarelado do século 20; vejo-a numa praia, com uma turma na piscina de um sítio, no final da adolescência.

Então, sem que eu me dê conta, um retrato puxa meu olhar. Minha reação imediata, naquele interregno mental em que as pupilas já captaram a imagem, mas o cérebro ainda não teve tempo de processá-la, é de surpresa: como ela saiu bem nessa foto! Só um segundo depois percebo o engano: quem saiu bem não foi a garota do perfil, mas uma atriz famosa, cuja imagem foi contrabandeada para aquele álbum por conta de alguma semelhança com sua dona. Olho as outras fotos. Comparo. E da distância − às vezes menor, às vezes maior – entre a estrela de cinema e a mulher do Facebook surgem sentimentos contraditórios.

De início, topar com a destoante atriz me dava certa pena: afinal, por mais bonita que fosse a moça, ela nunca alcançava a musa. Aos poucos, contudo, fui chegando à constatação de que todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós mesmos. Quando cito uma frase de Nietzsche, mesmo quando posto uma foto de um churrasco, não estou eu, também, editando-me? Tentando pegar esse aglomerado de defeitos, qualidades, ansiedades, desejos e frustrações e emoldurá-lo de modo a valorizar o quadro – engraçado, profundo, hedonista?

Hoje, portanto, admiro as moças que colocam fotos de belas atrizes entre as suas. Vejo ali um pouco de ousadia, um pouco de esperança, e, acima de tudo, algo oposto ao que eu via antes: não um delírio, a tentativa de fugir de si próprias, mas a capacidade de aceitarem-se na harmoniosa mistura entre o que são e o que gostariam de ser.

(Adaptado de Antonio Prata. Folha de S. Paulo, 4/7/12)

 

  1. Depreende-se do texto que o autor

(A) acredita que pessoas com baixa autoestima tendem a cultuar ícones do cinema nos seus perfis das redes sociais.

(B) constata que a imagem transmitida no perfil de uma rede social é em parte real e em parte idealizada, o que, para ele, não se configura como um problema.

(C) critica perfis em que se publicam fotos de artistas famosos, por transmitirem a ideia de que se deve atingir um modelo de perfeição que só é possível no mundo virtual.

(D) elogia a tecnologia das redes sociais, por meio da qual é possível conhecer pessoas novas e observar fotografias de diversas fases de suas vidas.

(E) ressalta a superficialidade dos perfis das redes sociais, nos quais são postadas fotografias pouco realistas e citadas frases de efeito que nada revelam sobre a personalidade do usuário.

Comentário: Questão sobre interpretação textual, cuja resposta é observada na letra (B). Consoante o segundo parágrafo da cadeia discursiva, o autor constatou que os perfis de rede social revelam um retrato idealizado de cada usuário, de nós mesmos, afirmação ratificada pela passagem “Aos poucos, contudo, fui chegando à constatação de que todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós mesmos”.

       No decorrer do terceiro parágrafo, o autor deixa claro que, atualmente, não considera a foto de um perfil como uma tentativa de fuga de si próprio. Para ele, trata-se da capacidade de as pessoas “aceitarem-se na harmoniosa mistura entre o que são e o que gostariam de ser”.

       Vejamos as demais opções.

a) Errada. Não há, no decorrer da superfície textual, qualquer ideia relacionada à baixa autoestima; portanto, a afirmação da banca extrapola as ideias do texto.

c) Errada. Ao mencionar que admira “moças que colocam fotos de belas atrizes entre as suas”, o autor vislumbra um misto de ousadia e esperança, ou seja, “uma mistura harmoniosa entre o que são e o que gostariam de ser”.

d) Errada. O autor apresentou a temática valendo-se de um exemplo concreto, para, em seguida, defender sua tese (ponto de vista): a de que os perfis criados nas redes sociais revelam o retrato idealizado de nós mesmos.

e) Errada. Consoante o contexto, “todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós mesmos”.

Gabarito: B.

 

  1. ... ela nunca alcançava a musa.

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:

(A) alcança-se.

(B) foi alcançada.

(C) fora alcançada.

(D) seria alcançada.

(E) era alcançada.

Comentário: Questão sobre vozes verbais, temática constante do conteúdo programático para o TST e recorrente nas provas da FCC.

       No trecho “ela nunca alcançava a musa”, temos uma estrutura de voz ativa, em que:

- o sintagma “ela” funciona como sujeito;

- o termo “nunca” exerce a função de adjunto adverbial, exprimindo circunstância temporal;

- a forma verbal “alcançava” é proveniente do verbo “alcançar”, cuja transitividade é direta (admitindo, portanto, a transposição para a voz passiva); e

- o sintagma “a musa” funciona como objeto direto do verbo “alcançar”, complementando seu sentido.

       Convertendo a estrutura acima para a voz passiva analítica, caracterizada pela estrutura SER + particípio, obtermos a seguinte construção:

A musa nunca era alcançada por ela.

       Nessa nova estrutura:

- o sintagma “a musa” funciona como sujeito paciente, ou seja, aquele que sofre a ação verbal;

- o termo adverbial “nunca” permanece na função anteriormente desempenhada;

- a expressão “era alcançada” é uma locução verbal de voz passiva, em que o verbo SER é acompanhado do particípio do verbo principal. Vale destacar que a estrutura “era alcançada” também está no Pretérito Imperfeito do Indicativo, tempo verbal inicialmente apresentado na forma “alcançava” (lembre-se de que, no processo de conversão, é necessário manter o tempo verbal do segmento original); e

- o sintagma “por ela” funciona como agente da passiva, ou seja, aquele que pratica a ação.

       Desse modo, a letra (E) gabarita a questão.

       Nas demais opções:

a) a estrutura “alcança” está flexionada no Presente do Indicativo, não respeitando o Pretérito Imperfeito, apresentado sob a forma verbal “alcançava” (repare na desinência modo-temporal “-va-”).

b) a estrutura “foi alcançada” está no Pretérito Perfeito do Indicativo, modificando o tempo verbal do excerto original.

c) a estrutura “fora alcançada” está no Pretérito Mais-que-Perfeito do Indicativo, novamente alterando o tempo verbal inicial.

d) “seria alcançada” está no Futuro do Pretérito, constatação facilmente perceptível por meio da desinência modo-temporal “-ria-”, característica desse tempo verbal.

Gabarito: E.

 

  1. De início, topar com a destoante atriz me dava certa pena ...

 Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra alteração seja feita na frase, o elemento grifado pode ser substituído por:

(A) fitar.

(B) ir de encontro.

(C) avistar.

(D) deparar.

(E) dirigir o olhar.

Comentário: Segundo as lições de Celso Pedro Luft, na obra Dicionário Prático de Regência Verbal, 9ª edição – São Paulo, Ática: 2010, p. 507, o verbo “topar”, quando usado na acepção de “encontrar(-se)”, “deparar”, pode reger ou não o uso da preposição “com”:

Topar (com) alguém ou algo (em certo lugar).

Topou o velho amigo numa esquina.

Topou-o (ou Topou com ele) numa esquina.

Topou-se com o velho amigo numa esquina.

Toparam-se numa esquina.

       Desse modo, apenas o verbo “deparar” substitui adequadamente “topar”, sem que haja qualquer outra alteração no trecho “De início, deparar (com) a destoante atriz me dava certa pena...”. Assim, valida-se a letra (D) como gabarito da questão.

       Nas demais opções:

a) o verbo “fitar” é transitivo direto, não regendo a preposição “com”. Desse modo, escrever “fitar com a destoante atriz” seria desvio gramatical.

b) a expressão “ir de encontro” exprime ideia de afastamento em sentido contrário”, regendo o uso da preposição “a”. Assim, para construir sentença “ir de encontro à destoante atriz”, seria necessário substituir a preposição “com” pela preposição “a”. Ademais, a proposta de reescrita modificaria o sentido original.

c) o verbo “avistar” é transitivo direto, não regendo o emprego da preposição “com”.

e) a expressão “dirigir o olhar” rege o emprego da preposição “a”, termo que se fundiria com o artigo definido feminino “a”, resultando no fenômeno linguístico da crase em “dirigir o olhar à destoante atriz”.

Gabarito: D.

 

  1. Aos poucos, contudo, fui chegando à constatação de que todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós mesmos.

Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra alteração seja feita na frase, o elemento grifado pode ser substituído por:

(A) ademais.

(B) conquanto.

(C) porquanto.

(D) entretanto.

(E) apesar.

Comentário: Na passagem “Aos poucos, contudo, fui chegando à constatação de que (...)”, o conector “contudo” exprime ideia de adversidade, oposição, matiz semântico também expresso pelos conectivos “mas”, “porém”, “todavia”, “no entanto” e “entretanto”. Portanto, a opção (D) gabarita a questão.

       Nas demais opções, os nexos textuais expressam noção de:

a) adição;

b) concessão;

c) causalidade / explicação;

e) concessão.

Gabarito: D.

 

  1. Já existem pesquisas que se propõem ...... estudar quais características as fotos de um perfil de rede social podem transmitir ...... personalidade de seu usuário, e como esse conhecimento pode ser utilizado por ele para parecer, por exemplo, simpático, emocionalmente estável ou até mesmo aberto ...... novas experiências.

 Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:

(A) a − à − a

(B) à − à − a

(C) a − a − à

(D) à − à − à

(E) à − a – à

Comentário: Questão sobre regência (verbal e nominal) e ocorrência de crase, assuntos constantes do conteúdo programático para o TST.

       No contexto da primeira lacuna, o termo regente “propor-se” exige o uso da preposição “a”, termo que precede o termo regido “estudar”. Vale destacar que, conforme preceituam as lições gramaticais, não se emprega o acento grave diante de verbos. Tal vedação deve-se ao fato de estruturas verbais não admitirem a anteposição do artigo definido feminino “a”. Assim, descartamos as opções (B), (D) e (E).

       Na segunda lacuna, o termo regente é a locução verbal “podem transmitir”, em que “transmitir” exige o uso da preposição “a”, termo que se funde com o artigo definido feminino “a”, que precede o termo regido “personalidade”. Assim, observamos a ocorrência do fenômeno linguístico da crase em “quais características as fotos de um perfil de rede social podem transmitir à personalidade de seu usuário”.

       Por fim, no contexto da terceira lacuna, o termo regente é o adjetivo “aberto”, que exige o uso da preposição “a”. Com isso, obtemos a construção “aberto a novas experiências”, validando a letra (A) como resposta da questão.

Gabarito: A.

 

Meu aluno, encontro marcado com você em nosso Curso de Português para o TST.

Forte abraço e até lá!

Fabiano Sales.


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