Prof. Moraes Junior

06/06/2016 | 06:35
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Comentários sobre o CPC 01 - Parte 7

Prezado(a) aluno(a),

 

Neste artigo, continuarei os comentários sobre o Pronunciamento Técnico CPC 01 (R1) – Redução ao Valor Recuperável de Ativos.

 

  1. Ágio por Expectativa de Rentabilidade Futura (Goodwill)

 

15.1. Alocação do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) a unidade geradora de caixa

 

Ágio por Expectativa de Rentabilidade Futura (goodwill) Reconhecido em uma Combinação de Negócios: É um ativo que representa benefícios econômicos futuros advindos de outros ativos adquiridos na combinação de negócios que não são identificados individualmente e não são reconhecidos separadamente.

 

O ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) não gera fluxos de caixa independentemente de outros ativos (ou grupos de ativos) e, frequentemente, contribui para os fluxos de caixa de múltiplas unidades geradoras de caixa.

 

O ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) adquirido em uma combinação de negócios deve ser alocado a cada uma das unidades geradoras de caixa do adquirente (ou a grupo de unidades geradoras de caixa), a partir da data da operação.

 

Caso a entidade aliene ou termine uma operação dentro da unidade geradora de caixa na qual o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) foi alocado, esse ágio deve ser:

 

- Incluído no valor contábil da operação quando da determinação dos ganhos ou perdas na baixa; e

 

- Mensurado com base nos valores relativos da operação baixada e na parcela da unidade geradora de caixa mantida em operação (retida), a menos que a entidade consiga demonstrar que algum outro método reflita melhor o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) associado à operação baixada.

 

Exemplo dado no Pronunciamento: Uma entidade vende por $ 100 uma operação que fazia parte de unidade geradora de caixa na qual houve alocação de ágio pago por expectativa de resultado futuro (goodwill). O ágio alocado à unidade não pode ser identificado ou associado, exceto arbitrariamente, a um grupo de ativos em nível mais baixo do que aquela unidade. O valor recuperável da parcela remanescente da unidade geradora de caixa retido é de $ 300.

 

Valor da Venda da Operação (parte da Unidade Geradora de Caixa)    100

Valor Recuperável da Parcela Remanescente                                   300

Valor Recuperável da Unidade Geradora de Caixa (antes da venda)    400

 

Percentual Vendido = Valor da Venda/Valor Recuperável Total è

è Percentual Vendido = 100/400 = 25%

 

Como o ágio alocado à unidade geradora de caixa não pôde ser identificado ou associado, de forma não arbitrária, a um grupo de ativos em nível mais baixo do que aquela unidade, o ágio associado à operação alienada é medido com base nos valores relativos da operação alienada e na parcela da unidade remanescente. Portanto, 25% do ágio alocado à unidade geradora de caixa são incluídos no valor contábil da operação que é vendida.

 

De acordo com o Pronunciamento, se a entidade reorganizar sua estrutura de reporte de forma que altere a composição de uma ou mais unidades geradoras de caixa às quais o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) tenha sido alocado, o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) deve ser realocado às unidades afetadas.

 

Devem ser utilizadas as mesmas regras adotadas no caso de venda de uma operação para o cálculo do valor do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill), exceto se a entidade conseguir demonstrar que algum outro método reflita melhor o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) associado às unidades reorganizadas.

 

Exemplo dado no Pronunciamento: O ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) foi alocado originariamente à unidade geradora de caixa A. O ágio alocado a A não pode ser identificado ou associado de forma não arbitrária a um grupo de ativos em nível mais baixo do que A. A unidade A será dividida e integrada em três outras unidades geradoras de caixa, B, C e D.

 

Como o ágio alocado a A não pode ser identificado ou associado de forma não arbitrária a um grupo de ativos em nível mais baixo que A, ele deve ser alocado proporcionalmente para as unidades B, C e D, com base nos valores relativos das três partes de A, antes que essas partes sejam integradas a B, C e D.

 

O teste de redução ao valor recuperável da unidade geradora de caixa à qual o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) foi alocado deve ser realizado anualmente ou sempre que a houver indicação de que a unidade possa estar desvalorizada.

 

Valor Recuperável > Valor Contábil: Não há perda por desvalorização.

 

Valor Contábil > Valor Recuperável: Há perda por desvalorização.

 

15.2. Momento dos testes de redução ao valor recuperável

 

O teste anual de redução ao valor recuperável para unidade geradora de caixa à qual tenha ocorrido alocação de ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) pode ser realizado a qualquer momento durante o período anual, desde que o teste seja realizado, todos os anos, na mesma ocasião.

 

  1. Ativo corporativo

 

Ativos Corporativos: Ativos do grupo ou de departamento ou divisão da entidade, tais como prédio da sede ou de divisão da entidade, ou equipamentos de processamento eletrônico de dados ou centro de pesquisas.

 

Ativos corporativos não geram entradas de caixa independentemente de outros ativos ou grupo de ativos, e que seu valor contábil não pode ser totalmente atribuído à unidade geradora de caixa sob revisão.

 

Portanto, o valor recuperável de um ativo corporativo não pode ser determinado, exceto se administração alienar o ativo.

 

Caso o ativo corporativo possa ter se desvalorizado, o valor recuperável deve ser determinado para a unidade geradora de caixa ou grupo de unidades geradoras de caixa à qual o ativo corporativo pertence, comparando este ao valor contábil dessa unidade geradora ou desse grupo de unidades geradoras de caixa.

 

Para realizar o teste de recuperabilidade de uma unidade geradora de caixa com ativos corporativos, devem ser identificados todos os ativos corporativos pertencentes a essa unidade geradora de caixa.

 

De acordo com o Pronunciamento, se uma parcela do valor contábil do ativo corporativo:

 

- Puder ser alocada em base razoável e consistente àquela unidade, a entidade deve comparar o valor contábil da unidade, incluindo a parcela do valor contábil do ativo corporativo alocado a essa unidade, com o seu valor recuperável.

 

- Não puder ser alocada em base razoável e consistente àquela unidade, a entidade deve cumulativa e sequencialmente:

 

(i) comparar o valor contábil da unidade, excluindo o ativo corporativo, com o seu valor recuperável e reconhecer qualquer perda por desvalorização;

 

(ii) identificar o menor grupo de unidades geradoras de caixa, que inclui a unidade geradora de caixa sob revisão, e ao qual uma parcela do valor contábil do ativo corporativo pode ser alocada em base razoável e consistente; e

 

(iii) comparar o valor contábil do grupo de unidades geradoras de caixa, incluindo a parcela do valor contábil do ativo corporativo alocada a esse grupo de unidades, com o valor recuperável do grupo de unidades. Qualquer perda por desvalorização deve ser reconhecida.

 

Seguem os links de meu livro...

 

http://www.impetus.com.br/catalogo/produto/380/contabilidade-geral-contabilidade-avancada-e-analise-das-demonstracoes-contabeis_jose-jayme-moraes-junior

 

... e do meu curso online.

 

http://www.pontodosconcursos.com.br/CursosOnline/Detalhes/54650/contabilidade-geral-contabilidade-avancada-nocoes-de-contabilidade-tributaria-e-analise-das-demonstracoes-contabeis-exercicios-comentados

 

Até o próximo artigo.

 

Abraço e bons estudos,

 

Moraes Junior

moraesdoponto@gmail.com


Comentários

  • 06/06/2016 - Carlos Alexandre
    Prof. e o curso só de CPC?
    Alguma previsão?
    Estou só aguardando!!!
  • 06/06/2016 - Prof Moraes Junior
    Espero conseguir lançar assim que o curso de exercícios atual terminar. Abraço. Moraes Junior
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