Prof. Celso Natale

09/06/2016 | 15:51
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Banco Central do Brasil: saiu o pedido de autorização para concurso. E agora?

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     Acordamos hoje com a (esperada) notícia do pedido de concurso do Banco Central do Brasil – para os cargos de analista, técnico e procurador – protocolado junto ao Ministério do Planejamento. O pedido já está com a Assessoria Técnica do gabinete do Ministro:

 Tramitação

      Ontem era exatamente o prazo final para o pedido. O Banco Central, então, pediu pelo concurso no último dia! Parece-me sinal de que a autarquia não mediu esforços e usou todo o prazo possível para que o pedido saísse o mais forte e bem embasado possível.

      Foram solicitadas 990 vagas, as quais o Banco Central pretende prover, de forma igualmente fracionada, em 2017 e 2018. Contudo, trata-se de um único concurso; o fracionamento possivelmente levou em consideração os impactos orçamentários no biênio.

      Afinal, segundo levantamento feito pela BCB em abril de 2016, estão vagos 1.908 cargos de analista, 280 cargos de técnico e 122 cargos de procurador, totalizando 2.310 cargos a serem preenchidos! O levantamento pode ser acessado aqui. Além do mais, essa defasagem tende a se agravar a cada dia, pois centenas de servidores em exercício já reúnem condições de aposentadoria!

      Agora, o pedido irá tramitar no Ministério do Planejamento, o que pode demorar alguns meses – o trâmite pode ser acompanhado aqui. Isso também é uma ótima notícia: sinal que há tempo para se preparar para a prova, afinal, a preparação para um concurso desse nível exige dedicação.

      Tomando por base o que ocorreu no último concurso do Bacen, podemos fazer algumas estimativas de quanto tempo ainda temos para estudar:

 

      Entre o pedido do concurso em 26/09/2012 e as provas em 20/10/2013 foram 389 dias. Portanto, ceteris paribus, com o novo pedido em 31/05/2016, a prova seria realizada no final do primeiro semestre de 2017. Contudo, a situação política e econômica atual do país devem tornar as coisas um pouco mais demoradas, de forma que a previsão mais razoável para as próximas provas é o segundo semestre de 2017. Para isso, ainda é preciso que haja previsão orçamentária na Lei Orçamentária de 2017.

Sobre o Banco Central do Brasil (trecho reproduzido do site institucional da autarquia)

      O Banco Central do Brasil foi criado pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964. É o principal executor das orientações do Conselho Monetário Nacional e responsável por garantir o poder de compra da moeda nacional, tendo por objetivos:

  • zelar pela adequada liquidez da economia;
  • manter as reservas internacionais em nível adequado;
  • estimular a formação de poupança;
  • zelar pela estabilidade e promover o permanente aperfeiçoamento do sistema financeiro.

Dentre suas atribuições estão:

  • emitir papel-moeda e moeda metálica;
  • executar os serviços do meio circulante;
  • receber recolhimentos compulsórios e voluntários das instituições financeiras e bancárias;
  • realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras;
  • regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis;
  • efetuar operações de compra e venda de títulos públicos federais;
  • exercer o controle de crédito;
  • exercer a fiscalização das instituições financeiras;
  • autorizar o funcionamento das instituições financeiras;
  • estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições financeiras;
  • vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais e
  • controlar o fluxo de capitais estrangeiros no país.

     Sua sede fica em Brasília, capital do País, e tem representações nas capitais dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará.

 

Sobre os cargos

     Para perseguir seus objetivos e exercer suas atribuições, o Banco Central do Brasil possui duas carreiras: Especialista, composta por Analistas e Técnicos; e Procurador.

     Para o cargo de Analista, há exigência de nível superior em qualquer área, e os aprovados no próximo concurso devem receber subsídio inicial de R$18.057,94, sem contar os R$458,00 recebidos a título de auxílio alimentação; considerando reajuste que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados e define esse valor inicial a partir de janeiro de 2018, a remuneração inicial atual é de R$15.003,70.

     Algumas das atribuições do Analista do Banco Central são:

I - formulação, execução, acompanhamento e controle de planos, programas e projetos;

II - gestão do sistema de metas para a inflação, do sistema de pagamentos brasileiro e dos serviços do meio circulante;

III - monitoramento do passivo externo e a proposição das intervenções necessárias;

IV - supervisão do Sistema Financeiro;

V - elaboração de estudos e pesquisas;

VI - formulação e proposição de políticas, diretrizes e cursos de ação relativamente à gestão estratégica dos processos organizacionais;

VII - fiscalização das operações do meio circulante realizadas por instituições custodiantes de numerário;

VIII - elaboração de relatórios, pareceres e de propostas de atos normativos relativos às atribuições previstas neste artigo;

IX - realização das atividades de auditoria interna;

X - elaboração de informações econômico-financeiras;

XI - desenvolvimento de atividades na área de tecnologia e segurança da informação voltadas ao desenvolvimento, à prospecção, à avaliação e à internalização de novas tecnologias e metodologias;

XII - desenvolvimento de atividades pertinentes às áreas de programação e execução orçamentária e financeira, de contabilidade e auditoria, de licitação e contratos, de gestão de recursos materiais, de patrimônio e documentação e de gestão de pessoas, estrutura e organização;

XIII - representação do Banco Central do Brasil junto a órgãos governamentais e a instituições internacionais, ressalvadas as competências privativas dos Procuradores do Banco Central do Brasil;

XIV - atuação em outras atividades vinculadas às competências do Banco Central do Brasil, ressalvadas aquelas privativas dos Procuradores do Banco Central do Brasil;

     Para o cargo de Técnico, a exigência é de nível médio, embora esteja tramitando projeto que altera a exigência para nível superior. A remuneração inicial, caso aprovado o reajuste, será de R$6.851,13 (atualmente é R$5.692,36) a partir de janeiro de 2018, sem contar o auxílio alimentação de R$458,00.

     Aos Técnicos do Banco Central do Brasil cabe, entre outras competências:

I - desenvolvimento de atividades técnicas e administrativas complementares às atribuições dos Analistas e Procuradores do Banco Central do Brasil;

II - apoio técnico-administrativo aos Analistas e Procuradores do Banco Central do Brasil no que se refere ao desenvolvimento de suas atividades;

III - execução de atividades de suporte e apoio técnico necessárias ao cumprimento das competências do Banco Central do Brasil;

IV - operação do complexo computacional e da rede de teleprocessamento do Banco Central do Brasil;

V - supervisão da execução de atividades de suporte e apoio técnico terceirizadas;

VI - atendimento e orientação ao público em geral sobre matérias de competência do Banco Central do Brasil procedendo, quando for o caso, a análise e o encaminhamento de denúncias e reclamações;

VII - realização de atividades técnicas e administrativas complementares às operações relacionadas com o meio circulante;

VIII - elaboração de cálculos, quando solicitado, nos processos relativos ao contencioso administrativo e judicial;

IX - execução e supervisão das atividades de segurança institucional do Banco Central do Brasil, especialmente no que se refere aos serviços do meio circulante e à proteção de autoridades internas do Banco Central do Brasil;

X - desenvolvimento de outras atividades de mesma natureza e nível de complexidade.

     Por fim, aos Procuradores - cuja exigência é de bacharelado em direito, inscrição na OAB e 2 anos de prática forense - a lei atribui:

      I - a representação judicial e extrajudicial do Banco Central do Brasil;

        II - as atividades de consultoria e assessoramento jurídicos ao Banco Central do Brasil;

        III - a apuração da liquidez e certeza dos créditos, de qualquer natureza, inerentes às suas atividades, inscrevendo-os em dívida ativa, para fins de cobrança amigável ou judicial; e

        IV - assistir aos administradores do Banco Central do Brasil no controle interno da legalidade dos atos a serem por eles praticados ou já efetivados.

     Os Procuradores do Banco Central estão pleiteando o recebimento regular de honorários de sucumbência que devem “turbinar” a remuneração do cargo, que atualmente é de R$17.330,33.

     Em ambas carreiras o regime é estatutário, ou seja, há conquista de estabilidade após estágio probatório.

     Por fim, cabe ressaltar que todas as carreiras do Banco Central contam com a progressão, o que significa que a cada 18 meses os servidores fazem jus a avanço na carreira, com reflexos na remuneração, podendo esse prazo ser reduzido para 12 meses, o que acontece na prática em quase 100% dos casos.

     Os servidores têm uma série de outros benefícios diretos e indiretos, dos quais destaco:

  • Auxílio para cada filho até 6 anos, no valor de R$321,00;
  • Licença capacitação para cursos de pós-graduação stricto sensu;
  • Patrocínio total ou parcial para cursos de pós-graduação lato sensu;
  • Universidade Corporativa do Banco Central;

     O artigo ficaria muito extenso se eu enumerasse todos...

Sobre os concursos

     Uma característica importante sobre o Banco Central é que ele não costuma repetir banca organizadora. Podemos ver um rodízio entre as maiores bancas do país, que são as únicas com capacidade para organizar um concurso do porte:

 Banco Banco Central

     Caso o ciclo se repita, teremos um certame da Esaf em 2017, pois há um interstício médio de 4 anos entre os concursos.

     Vamos agora à análise do último certame, organizado pelo Cespe em 2013.

     O Banco Central costuma dividir o concurso em áreas de conhecimento, que guardam relação com as áreas dos 8 diretores do Banco Central: Administração, Relacionamento Institucional e Cidadania, Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos, Fiscalização, Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações de Crédito Rural, Política Econômica, Política Monetária, Regulação.

     No último concurso, as vagas estavam distribuídas entre as seguintes áreas e praças:

tabela vagas

     Sobre a concorrência: foram 93.938 inscritos para as 515 vagas dos três cargos, o que dá cerca de 182 candidatos por vaga. Só coloco essa informação pois sei que tem gente que acha importante, e respeito essa opinião. Mas a minha opinião é diferente: acredito que a concorrência real não chega a um vigésimo disso. No dia que fiz a prova, muita gente foi embora depois de fazer a objetiva, ou seja, nem fez a discursiva. No final do dia, só fiquei eu e mais dois candidatos na sala. O nível da prova não permitia sair antes de jeito nenhum, o que me leva à conclusão que tem muita gente que a esmagadora maioria se inscreve para “ver no que dá”, e desiste ao primeiro sinal de dificuldade na prova. Bom para nós, que levamos a preparação a sério.

     As etapas do concurso foram:

  • Provas objetivas (120 questões de certo/errado);
  • Provas discursivas;
    • Analista: 1 estudo de caso (90 linhas) e 2 questões discursivas (30 linhas, cada);
    • Técnico: 1 texto discursivo (30 linhas);
    • Procurador: 1 parecer, 1 peça judicial e 1 dissertação, com 3 questões cada.
  • Prova oral somente para Procurador;
  • Prova de títulos, somente classificatória, para Analista e Procurador.
  • Curso de formação;

     Cada cargo tem ainda matérias comuns a todas as áreas, e matérias específicas de cada uma delas. Aliás, recomenda-se sempre começar os estudos pelas matérias básicas, comuns a todas as áreas, para então descobrir suas afinidades e escolher a área com base nisso, e não no número de vagas.

     As provas foram realizadas em todas as regionais do Banco Central do Brasil: Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA e São Paulo/SP.

De qual área eu vou?

     As áreas do banco estão mais ou menos divididas em área meio e área fim. Há aquelas relacionadas diretamente à execução da missão do Banco Central, que é “Assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente”, são as áreas-fim: 3 e 4. As áreas-meio são vitais à consecução desse objetivo, e são todas as demais áreas, contando ainda com os Técnicos e Procuradores. Por isso, é importante avaliar que tipo de trabalho você pretende desenvolver.

     Mas antes disso, é preciso avaliar com quais matérias você tem mais afinidade. Poderia ter uma área com 5.000 vagas no concurso, se você não gostar das matérias que terá de estudar exaustivamente, as chances de passar serão pequenas, de qualquer forma. Por isso, não escolha pelo número de vagas. Some esse fato à constatação que expus sobre a concorrência real ser bem inferior ao número de inscrições, e você terá todos os motivos para “escolher com o coração”.

     Por fim, avalie seus planos de longo prazo na hora de escolher a localidade. Brasília é a terra das oportunidades do Banco Central, o centro nervoso político e econômico do país, e pode ser uma boa escolha para quem quer construir uma carreira.

     Mas não deixe essa decisão te angustiar; com alguma articulação e um bom trabalho, você poderá transitar entre os diversos departamentos e praças do Banco até achar seu lugar. Aliás, o Banco Central é um mundo! Tem funções para todos os gostos: desde lançamentos contábeis com uma rotina bem definida, até trabalhos de campo de fiscalização de instituições financeiras dos mais diversos tipos, em todos os cantos do país, passando por organização e participação em fóruns (nacionais e internacionais), estudos e elaboração de modelos econômicos, processos administrativos, desenvolvimento de sistemas, planejamento estratégico, e outras mil atribuições que podem ser desempenhadas pelos servidores. Os níveis de cobrança também são tão variados quanto a individualidade do ser humano-chefe permite. No meu caso, trabalho num lugar cujo clima é o melhor que eu poderia esperar!

 

Conclusão

     Passar no Banco Central é uma tarefa desafiadora e recompensadora por toda a vida. Espero que você aceite o desafio e possamos nos chamar de colegas em um futuro bem próximo! Enquanto isso, fico à disposição para ajudar na sua empreitada ou esclarecer suas dúvidas para embasar sua decisão.

     Em breve, o Ponto do Concursos lançará os cursos e pacotes para o Banco Central. Acompanhe!

Celso Natale

Professor de Economia e Finanças

E-mail: celso.natale@pontodosconcursos.com.br


Comentários

  • 08/11/2016 - Roberto L
    Ola Professor, gostaria de saber se portadores de deficiência física tem algum tipo de prioridade na escolha da sede onde irão trabalhar. Obrigado
  • 09/11/2016 - Prof Celso Natale
    Roberto, boa noite!

    No último concurso, foram reservadas 5% das vagas, em cada cargo e localidade, arredondando para cima em caso de número fracionado. A exceção é quando as vagas totais previstas para o cargo e localidade forem inferiores a 5 - como ocorreu na Área 3 Belém, por exemplo - caso em que não são reservadas vagas para portadores de deficiência para aquela localidade.
    Na prática, é como se esses candidatos escolhessem, entre as localidade e áreas disponíveis, antes dos 95% demais candidatos que não têm direito à essa reserva de vagas.
    Desculpe-me se já sabia disso, mas é tudo que sei sobre o assunto.
    As bases para isso estão no Art. 5º, Art. § 2º da Lei 8.112/1990, no Decreto 3.298/1999 e na Recomendação MPF/PRDF/1OFCID N. 21/2013.
  • 05/11/2016 - Socorro Duarte
    Referente ao Concurso para Técnico administrativo(BACEN)2016/2017: quantas vagas serão para o Estado do Ceará??"do nível médio"?
  • 05/11/2016 - Prof Celso Natale
    Socorro,

    Posso te dar uma resposta exata quanto ao número de vagas em Fortaleza: não sei. rs Para ser ainda mais preciso: ninguém sabe!! Isso ainda depende de quantos servidores que já estão no Bacen pedirão transferência para lá, bem como de quantos se aposentarão. Essas informações ainda não foram levantadas.
    Quando à data de realização do concurso, faço algumas ponderações: O artigo foi escrito antes de vários acontecimentos, como o impeachment e a PEC dos gastos público, de forma que minha previsão pessoal tem de ser ajustada do segundo semestre de 2017 para o primeiro de 2018.
  • 05/09/2016 - Renata
    Olá Professor!
    Muito boa essa matéria! Parabéns!!!
    Minha pergunta é? Para uma iniciante nos estudos que tem o sonho de ser servidora pública, como você me orientaria a planejar os estudos?
    E qual área seria uma boa opção em termos de vagas? Sou formada em administração.
  • 06/09/2016 - Prof Celso Natale
    Renata,
    As áreas com mais vagas, historicamente, são: Área 3 (Economia), Área 4 (Contabilidade e Finanças) e Área 6 (Gestão). E deve continuar assim.
    Entre essas, não vale a pena decidir por causa de algumas vagas a mais ou a menos: escolha pelas matérias com as quais você se identificar melhor. Estudar assuntos que você acha interessante faz toda a diferença na hora da aprovação.
    Para os primeiros passos, sugiro dar uma boa mapeada nas matérias cobradas no edital e ter um breve primeiro contato com cada uma delas, por meio de aulas demonstrativas, por exemplo, para optar por uma área.
    MInha fórmula para passar foi, "bem basicamente": cursos em PDF + questões de concursos + livros para aprofundar alguns assuntos. Mas só se deve tentar os livros quando atingir certa maturidade, para não estudar coisas que não caem, nem ignorar tópicos que caem na prova.
  • 28/07/2016 - Samela
    Obrigada pelo artigo professor. Muito esclarecedor.
    Eu pretendo fazer para a área 4 (contabilidade e finanças).
    Agora com a certeza que o concurso não foi autorizado para o próximo ano pelo fato do MPOG não ter autorizado. Gostaria de saber em quais matérias manter meu foco?
    O Sr. acha que a área 4 é uma área muito concorrida? O que posso fazer para sair na frente?
  • 28/07/2016 - Prof Celso Natale
    Antes de falar sobre matérias ou foco, seria preciso ter uma ideia sobre sua base, se já estudou pra concurso algumas vez, quais matérias, qual sua formação, e até quais matérias você gosta mais.
    Sobre a concorrência, a área 4 Brasília teve 4,449 inscritos para 101 vagas em 2013. 44 candidatos por vaga pode parecer uma demanda relativamente baixa, mas acredito que a concorrência real estivesse limitada a 200 ou 300 candidatos sérios, e são esses que precisamos superar.
    Se quiser me mandar um e-mail com essas informações acima, vou tentar te dar uma luz, só pra começar.
  • 19/06/2016 - Regiane
    O professor sugere alguma cronograma de estudos? Meu foco é a Área 6 e como já tenho alguma bagagem, pretendo focar em exercícios anteriores de Português, Inglês, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional e Administrativo, e reservar parte do tempo para ver Economia, SFN, Direito Civil e as matérias de Administração, até ficar só com exercícios de todas as matérias. Pode ser uma estratégia interessante? Existe a possibilidade de esta área não ser contemplada no próximo concurso ou mudança de matérias?
  • 20/06/2016 - Prof Celso Natale
    Regiane, responderei apenas à sua última pergunta, pois as demais exigiriam informações muito mais detalhadas sobre seu perfil. Historicamente, os concursos do Banco Central trazem pequenas mudanças de um edital para outro: uma matéria nova, outra é retirada; uma área muda de nome, duas áreas são unidas ou divididas... enfim, pequenos ajustes que visam atender à atual situação da autarquia, que está sempre evoluindo.
    Mas uma coisa é certa: o perfil da área 6 (gestão e processos) sempre será necessário ao Banco Central, além de ser uma área modelo e motivo de orgulho, referência na administração pública.
  • 18/06/2016 - Debora
    Profeasor , o senhor acha possivel ter vagas para sao paulo ? Obrigada
  • 18/06/2016 - Prof Celso Natale
    Debora, São Paulo é a maior regional do Banco Central - embora ainda menor do que a sede, em Brasília - e além disso o Banco Central tem acumulado novos desafios nos anos recentes que certamente demandarão força de trabalho em SP. Claro que é apenas uma opinião pessoal... =)
  • 16/06/2016 - Pedro
    Olá, professor. Na sua opinião, poderão dar prioridade de vagas aos locais não contemplados no último concurso? E uma coisa que fiquei preocupado foi com essa possibilidade de o cargo de técnico ser para nível superior. Seria muito frustrante começar uma preparação desde já (possuo nível médio) e depois divulgarem que o concurso contemplará apenas o nível superior em virtude dessa possível mudança.
  • 17/06/2016 - Prof Celso Natale
    Pedro, preciso ser sincero em dizer que a tendência é contrária: as praças não contempladas no último concurso tendem a não ter vagas para o próximo, uma vez que são praças cuja demanda de servidores, não sobrando vagas para serem preenchidas pelo concurso. Claro que podem haver surpresas, mas a tendência é essa que falei.
    Sobre a exigência do nível superior para o cargo de técnico, a resposta mais sincera que possar dar é: não sei.
  • 13/06/2016 - Maria Fatima
    Bom dia Prof.
    Sou funcionária do BB, caso eu seja convocada, posso me desonerar do cargo atual para ingressar no BACEN? Pois eu vi que a segunda etapa é de capacitação, onde posso não ser aprovada, nesse momento já é necessário estar afastada do meu cargo atual? Obrigada.
  • 13/06/2016 - Prof Celso Natale
    Oi Fatima! Olha, não precisa deixar seu cargo para fazer o curso de formação. Só tirar férias já resolve, mas lembre-se de guardar algumas para a ocasião já que, infelizmente, CLT não dá direito à licença para fazer curso de formação.
  • 09/06/2016 - Aline
    Olá, professor! Ótimo artigo! :)

    Não consegui acessar os links que estão indicados na palavra "AQUI". Você poderia verificar?

    Obrigada!
  • 09/06/2016 - Prof Celso Natale
    Muito obrigado, Aline! Os links já estão corrigidos.
  • 08/06/2016 - Augusto
    Ótimo artigo professor.
    O senhor acredita que seja possível realizar um planejamento e se preparar para o BACEN e RFB quase que ao mesmo tempo com efetiva chance de aprovação?
    Sei que é uma pergunta com uma resposta quase óbvia, mas é que a minha situação pessoal e a do país faz com que busquemos alternativas.
    Meu sonho sempre foi o BACEN, no entando existe a possibilidade de que o concurso para RFB saía antes e com mais vagas, ainda que eu não tenha nenhuma vontade de trabalhar nas fronteiras...
  • 08/06/2016 - Prof Celso Natale
    Augusto, sempre digo aos meus alunos que o número de inscritos e a quantidade de vagas dizem muito pouco sobre dificuldade. Os concursos do Bacen e da RFB, por outro lado, estão entre aqueles que têm a maior concorrência REAL: tem muita gente boa estudando exclusivamente. Só o fato de dividir seu tempo de estudo te dá uma desvantagem em relação a esses candidatos.
    Não digo que é impossível, mas as chances se tornam bem pequenas.
    Sei quão angustiante é esperar um edital que não se sabe quando vem, mas tenho uma dica.
    Escolha entre Bacen e RFB. Escolheu? Foco total nele. Enquanto você estuda, aparecerão editais parecidos, que você pode concorrer. O Bacen tem STN, CVM, BNDES e Susep, por exemplo; a Receita tem toda a área fiscal.
    Resumindo: as chances de passar no Bacen, BNDES, CVM ou Tesouro estudando 100% para o Banco Central são muito maiores do que as chances de passar no Bacen ou Receita estudando para os dois.
  • 04/06/2016 - thiago
    Bom dia, estou começando a preparação para o Bacen, mas minha dúvida é se realmente teriam vagas em Porto Alegre e qual área focar, pois só teve vagas no concurso de 2009 nessa regional .
  • 04/06/2016 - Prof Celso Natale
    Thiago, neste exato momento existem vagas em todas as regionais, e em todas as áreas. A questão é que a prioridade para preenchimento dessas vagas, quando for realizado o novo concurso, será dos servidores. Portanto, a resposta à sua pergunta depende de centenas de decisões individuais que ainda nem foram tomadas.
    O que posso dizer é que todos os servidores têm conseguido sua mobilidade quando abre novo concurso, e que teremos, com toda a certeza, vagas em Brasília rs. Algo além disso, só saberemos dentro de alguns meses.
  • 03/06/2016 - PATricia
    Excelente artigo. Li sobre um possível duelo entre Esaf e FGV, o que seria mais provável?
  • 03/06/2016 - Prof Celso Natale
    Acho mais provável Esaf.
    A FGV tem realizado concursos regionais - com uma única exceção (IBGE), pelo que me recordo - nos últimos três ou quatro anos. Há tempos não pega algo do porte do Bacen; não sei se por escolha dela ou dos "clientes"...
  • 03/06/2016 - Fabiana
    Boa tarde, professor.
    Obrigada pela notícia e pelas informações!
    Uma perguntinha: o Ponto disponibilizará curso para Procurador?
    Obrigada mais uma vez.
  • 03/06/2016 - Prof Celso Natale
    Fabiana,
    Peço que encaminhe, por favor, sua dúvida para curso@pontodosconcursos.com.br.
    Como todos os cursos são ofertados conforme a demanda, é importante registrar sua intenção de prestar a prova para Procuradora do Banco Central. =)

    Prof. Celso Natale
  • 02/06/2016 - Sanders
    Ótimo artigo, Celso.
  • 02/06/2016 - Prof Celso Natale
    Muito obrigado! =)
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