Prof. Igor Oliveira

07/05/2016 | 11:46
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A teoria de tudo, parte 6 - Convição

O menino Walt passou a maior parte de sua infância em uma fazenda. Desde cedo já mostrou interesse nas artes, apesar de nunca ter tido o apoio dos pais. O pai, Elias, era severo e punia com castigos físicos Walt e seus irmãos.

Tentou se alistar no exército para a Primeira Guerra Mundial, mas não foi aceito devido à sua idade. Inconformado, decidiu servir na Cruz Vermelha, juntamente com um amigo, onde foi motorista.

Trabalhou em agências de publicidade e em uma companhia de cinema, onde desenhava cartazes de propaganda para os filmes.

Com o irmão Roy e o amigo Ub Iwerks, criou uma pequena produtora chamada "Laugh-O-Gram", especializada em animação de contos de fadas. Essas animações eram exibidas nos cinemas locais, antes dos filmes principais.

Mesmo assim, a empresa ia mal das pernas. Tentou produzir o filme Alice, mas sem grana, o filme ficou inacabado. Com os projetos dando errado, seus funcionários o abandonaram. Conta a história que, nessa época, Walt vivia no estúdio, em condições precárias, mal tinha dinheiro para comprar comida e tomava um banho por semana na estação de trens local.

Apesar das tentativas e do otimismo de Walt, não teve jeito: declarou falência um ano após abrir.

Muitos teriam parado, mas não Walt. Com amor no coração, comprou uma passagem de primeira classe (menino abusado) para Los Angeles. Tentou emprego em produtoras locais, mas não conseguiu. Desempregado, decidiu abrir um estúdio de animação na garagem do tio. Nessa época, Walt enviou uma carta à distribuidora de filmes M. J. Wrinkler, sugerindo que assistisse ao inacabado Alice.

A distribuidora M. J. Wrinkler decidiu contratá-lo. Feliz que só, Walt foi ao hospital contar a novidade ao irmão Roy, internado por tuberculose. Foi o início dos Estúdios Disney. Walt, animado, contratou mais gente e comprou mais matéria prima.

O estúdio de Walt então criou o filme Alice no País das Maravilhas e o personagem Coelho Oswald, que foi um tremendo sucesso.

Diante do sucesso, Walt decidiu rever seus contratos. Foi quando descobriu que a M.J. Wrinkler roubou seus personagens, a equipe de desenhistas e as encomendas de filmes.

Foi uma fase muito difícil. Mais uma vez...ferrado. Muitos teriam desistido, mas não Walt.

Seu amigo e desenhista, Ub Iwerks, criou, a pedido de Walt, o ratinho Mickey Mouse, para competir com o sucesso da época, o Gato Félix. Nesse período, a produtora começou a se organizar melhor, com Roy nas finanças, Walt na produção e Iwerks na criação.

A primeira produção dessa nova fase foi um filme de Mickey Mouse com sua namorada, Minnie Mouse. Plane Crazy foi um sucesso total.

A seguir vieram outros personagens: Pateta, Pato Donald e Pluto.

Entre 1929 e 1939 o estúdio Disney produziu uma série de desenhos, no qual um deles ganhou o Oscar, o primeiro dedicado a uma animação. No entanto, apesar do sucesso, Walt sofreria outro duro prejuízo, pois um dos sócios manipulou o valor dos bilhetes para enriquecer.

Embora mais pobre, a empresa seguiu em frente e produziu o primeiro longa metragem dos filmes infantis. Branca de Neve e os Sete Anões saiu aos trancos e barrancos, sob protestos da própria equipe, que estava passando por grandes dificuldades financeiras. Só pra você ter uma ideia, para levantar fundos para o projeto, Walt e o irmão hipotecaram a casa dos seus pais. Ou o projeto dava certo ou os pais estariam na rua.

Mas, felizmente, Branca de Neve foi um sucesso e deu fôlego para a produção de outros longas metragens, como Bambi e Pinóquio.

Estava tudo indo muito bem...só que não. Veio a Segunda Guerra Mundial. Walt mais uma vez quebrou. Ou vendia a empresa ou arregaçava as mangas. Walt, para variar, ficou com a segunda opção. Produziu Cinderela, um grande sucesso, que tirou a empresa da falência.

Lançou a Ilha do Tesouro, 20.000 Léguas Submarinas e Mary Poppins, sendo este último vencedor de cinco Oscars, incluindo melhor atriz.

Em 1955, Walt inaugurou seu primeiro parque temático, a Disneylândia, na Califórnia. Em 1971 foi inaugurado o Walt Disney World, maior conjunto de parques temáticos do mundo, em Orlando, na Flórida.

Infelizmente, Walt Disney veio a falecer em 1966, aos 65 anos, e não viu sua obra totalmente concluída. O projeto foi tocado pelo seu irmão Roy.

Se fosse o roteiro de um filme soaria forçado. Mas não. Walt Disney foi uma lenda de otimismo e perseverança. Seu lema era “continue seguindo em frente” (keep moving forward), pois ele acreditava que, somente com força de vontade, seus personagens cairiam no gosto popular.

A moral da história é simples: nossos projetos não saem do papel facilmente e nossos objetivos não são conquistados com naturalidade. Esse papo de que você vai estudar muito na faculdade e se sair bem na vida é a maior farsa que já inventaram. É preciso mais.

Para vencer é necessário EMPURRAR MUITO. E nesse jogo de empurra, você cairá muitas vezes, com a cara no barro, assim como Walt caiu. O que acontece nesses casos é que cansamos de tanto cair e isso acaba minando nossa confiança de seguir em frente, justamente por termos medo de cair novamente.

Dizer que está motivado quando está tudo legal é moleza. Sentir-se bem com muito dinheiro, apoio, concursos bombando é fácil demais. Todo mundo faz. É o mesmo que dizer que vai fazer dieta depois de ter ido à pizzaria. É somente na dor da fome que o teste passa a valer. É superando a tristeza da derrota e seguindo em frente que o verdadeiro crescimento acontece. As circunstâncias não vão ajudar. A concorrência não vai ajudar. As pessoas não vão apoiar você sempre. E nesse processo todo, se lhe faltar convicção, não vai dar certo. Essa é a verdade.

Abs!

Igor Oliveira.

Coaching para concursos.

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Comentários

  • 20/06/2016 - Antonio
    Mestre, faço minhas as palavras da maria amelia pereira ;)
  • 28/06/2016 - Prof Igor Oliveira
    Obrigado Antônio! Conte sempre comigo! Abração!
  • 08/05/2016 - maria amelia pereira
    Brilhante e inspirador!!! (Como sempre!!!)
  • 08/05/2016 - Prof Igor Oliveira
    Valeu! Brigadão...rs...abs!
  • 08/05/2016 - Silvio Martins
    Olá Igor!
    Como sempre, PERFEITO! Texto bastante motivador, principalmente para o momento que estamos passando no mundo dos concursos. Abraço monge!
  • 09/05/2016 - Prof Igor Oliveira
    Abração meu amigo! Conte comigo! ;)
  • 07/05/2016 - Denise
    Caramba,
    mais um artigo que acertou em cheio! Convicção. A palavra que materializa aquilo que eu procuro...
  • 08/05/2016 - Prof Igor Oliveira
    Eu é quem agradeço Denise. Disponha sempre! ;)
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