Prof. Bruno Magalhães D'Abadia

19/04/2016 | 14:01
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Dicas de estudo

Pessoal,

 

Desde o vestibular e principalmente nos concursos eu sempre estudei focado, com um número reduzido de materiais, porém, sempre os melhores, porque para mim isso é o certo. Ficar pousando de material em material não ajuda muito. Fixe o máximo do melhor que existe e isso será suficiente. Além disso, não adianta fazer 1 milhão de exercícios. Isso é muito bom, mas quanto menos decoreba for a banca, menos os exercícios serão úteis. Eu, particularmente, sempre estudava um tópico inteiro do edital até acabá-lo naquele dia, e em seguida resolvia uns 50 exercícios daquela matéria. Nada de deixar para resolver exercícios tudo depois. A melhor fixação é logo após a teoria.

Estudava sempre uma matéria só por noite, 3 horas, não adiantava ficar picando demais porque não ia dar ritmo. Estudava umas 4 matérias diferentes na semana, 2 dias para cada especifica e 1 dia para cada básica, e domingão de descanso, ou revisão ou exercícios, a depender da proximidade da prova.

Pausa de 10 minutos a cada 50 estudados. Nesse período, via TV, série, desenho, conversa fiada... qualquer coisa não pensante, pra relaxar mesmo. Comer um doce, uma fruta, sei lá...

E, por fim, o mais importante, ao meu ver é o que estudar. Nunca fui de decorar, odeio decorar, só sei aprender, só sei fazer analogias. Sou de exatas, não sei decorar artigos, incisos e etc. Estudo sempre aprendendo, se sei fazer analogias é porque aprendi, se não sei, é porque não aprendi. Isso me leva a duas conclusões: primeira, nas provas você acerta pelo menos 20% das questões no bom senso. Eu mesmo, na comparação, consegui 70% de uma discusiva do TCU só assim, no bom senso, sem saber do que se tratava a norma e acertei quase tudo. Então, procurem aprender, fazer analogias; segundo: Princípio de Paretto. 20% das razões causam 80% dos resultados. É fato. 20% do que está no edital, do que é o conteúdo, será responsável por 80% da nota. Saiba perfeitamente esses 20%. Se você sabe isso, pode acertar 80%, perder 20%, e teria 60% liquido, seria aprovado no TCU. Eu nunca quis saber tudo, decorar tudo, nem perder tempo com decoreba e besteiras, muitas enumerações, e muitos incisos e detalhes. Isso pode até te dar uns pontinhos, mas não é isso que te faz passar.

É preciso saber filtrar, estudar bem não é estudar muito e sim estudar direito, corretamente. Eficiência de estudo. É claro que isso é algo meu, mas acho que todos podem desenvolver esta capacidade de abstração e saber o que é mais importante e o que é menos. Fui 5º lugar no concurso do TCU e confesso que não sabia, e ainda não sei, todos os valores previstos na 8.666 decorados, não mesmo. Mas não importa. Importa a essência, a lógica, o conteúdo principal, as relações estabelecidas na lei e não os seus valores. Lá no seu trabalho haverá a lei para consulta e o trabalho não é feito de decoreba e sim de raciocínio.

Abraço pessoal, espero ter ajudado a alguns com minha estratégia.


Comentários

  • 19/04/2016 - Aclanjos
    Professor, muito bom o texto.
    O Sr. poderia explicar como identificar esses 20% do edital ? Não consegui entender, não sei como identificar isso no edital, ainda mais com tanta matéria e conteúdo.
  • 19/04/2016 - Prof Bruno Magalhães D'Abadia
    Sempre escuto essa pergunta. Infelizmente, isso demanda um pouco de experiência e visão crítica. Ao fazer questões é possível perceber os tópicos mais recorrentes. Além disso, de cara eu já elimino todas as exaustivas listas que muita gente tenta decorar. No restante, a moral é sempre a mesma. Entenda as conceitos sem ficar detalhando muito, sublinhando detalhes, e etc.
  • 19/04/2016 - Francisco Eugênio
    Muito bom prof. eu tenho um problema de sempre me perguntar: como vou aprender tudo isso?...sei que técnica de estudos é peculiar a cada indivíduo, mas tomar algumas como exemplo, podemos nos encontrar no meio subjetivo de tantas informações.
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