Prof. Júnia Andrade

12/03/2016 | 15:52
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PFN - RECURSOS CONTRA AS DISCURSIVAS

PFN – RECURSOS CONTRA AS DISCURSIVAS

Aviso importante a quem for contratar recursos:

  1. Envie sua prova em PDF para o professor. Não envie foto!
  2. Envie sua grade de notas.
  3. Envie a questão.
  4. Dialogue para ganhar tempo: oriente o professor quanto ao que você deseja. Diga em que situação está no concurso, de que questão gostaria de recorrer, aponte outras questões passíveis de recursos, anote quantos pontos espera alcançar com o recurso.

 

Vamos ao texto! É longo, mas é esclarecedor.

Muito possivelmente, você que está lendo este artigo recorrerá contra a correção de parte das discursivas da Procuradoria da Fazenda Nacional.

Muito possivelmente, você teve prejuízo nas disciplinas do Grupo I. Mas por que falo isso?

Ora, porque, quando recebemos dezenas de e-mails de alunos reclamando de um grupo de correções, alguma coisa estranha pode ter acontecido no concurso.

Pode ter havido rigor na correção, descuido  etc. A gente só fica sabendo mesmo quando a banca abre a vista de provas para os candidatos e estes enviam seus materiais para que professores especialistas possam observar os procedimentos empregados na avaliação dos primeiros examinadores.

A questão é que recentemente um fato curioso aconteceu com a Esaf. No concurso para APO-MPOG, além das diversas falhas ocorridas na publicação da nota provisória das discursivas, chamou-nos a atenção os “muitos zeros” em uso do idioma, as notas muito similares nos pareceres elaborados pelos alunos, a presença de nomes de candidatos em pareces não anulados pela banca etc.

Ou seja, uma série de erros que lamentavelmente colocaram em questão toda a competência história da Esaf no que diz respeito à condução de certames. Esperamos honestamente que a Esaf corrija todas as falhas e que volte a ser a banca na qual sempre depositamos imensa confiança.

Então, escrevo para vocês num dia em que ainda não temos a vista das provas da banca. Há a promessa de que tudo seja liberado nesta segunda-feira. Aguardemos!

Quando receberem as provas, não se aflijam na correria contra o prazo recursal. Confiram as provas de vocês, por gentileza, troquem informações com seus pares sobre as correções. Se notarem alguma fraude, procure por instituições fiscalizadoras como o Ministério Público.

Havendo evidentes problemas no concurso, não pense que quem passou está numa situação confortável, porque não está. O concurso da EPPGG/2013, por exemplo, está aí estampado para quem quiser pesquisar pelo destino dele. Houve problemas graves no referido concurso, os candidatos não agiram em massa no momento certo, e o TCU, já em 2015, cancelou todo o certame. Imaginemos o prejuízo, o trauma , o desgaste  que esse cancelamento tardio gerou para as pessoas...

Então, vou esclarecer para os que, na sua inocência ou ignorância, gostam de “atacar” verbalmente o Ponto dos Concursos e a esta coordenação (é gente em tão desarrazoada e tão em menor número que a conta não passa da  dos cinco dedos das mãos): queridos, não temos intenções meramente mercadológicas, quando alertamos os candidatos e nossos alunos para que busquem a verdade, a transparência e lutem pela legalidade dos concursos. Isso é cidadania. Talvez lhes falte a consciência desse significado. E é pena que queiram ser servidores públicos. Aliás, falta nos discursos vergonhosos conhecimento até de gramática normativa; por isso, não é de se estranhar a falta de intimidade com a lei. 

Fraudes, erros grosseiros e falta de transparência só fazem bem a quem é beneficiado por eles. Como nós não compactuamos com isso, não baixamos a cabeça e orientamos sim nossos alunos. 

Aqui, somos do bem, porque queremos ganhar “o nosso” honestamente. A  falta de isenção de quem é responsável por certames públicos não implica a nossa condescendência com tal. Então, se houver indício de fraude em concursos e o Ponto tiver conhecimento disso, vamos, sim, divulgar para os nossos alunos os meios pelos quais eles devem se valer para exigir fiscalização, transparência e legalidade.

Dado o recado aos que apreciam a continuidade do erro e vociferam em prol dele, voltemos à prática deste texto!

Falemos sobre recursos na Esaf:

A banca acolhe bem os recursos?

 

  • A Esaf costuma acolher bem os recursos, tanto os de conteúdo quanto os de uso do idioma, desde que apontados erros reais na correção ou na soma de notas.
  • A Esaf se comprometeu, em face das muitas reclamações contra a correção do APO, revisar os recursos com bastante cautela e reconhecer todos os erros de correção demonstrados nos recursos.
  • PFN: sendo assim, se notarem alguma irregularidade nas correções, enviem mensagem para o FALE CONOSCO da Esaf, a fim de conscientizar a banca de que algo está errado na primeira correção. Com isso, acreditamos que a Esaf, para não se deixar expor mais de forma negativa, venha a se comprometer publicamente a ler os recursos com cuidado e a dar provimento justo a eles.

 

Quais são as normas do edital para a confecção do recurso?

 

A maioria dos candidatos, na aflição, deixa de se informar sobre este assunto super-importante: é preciso cumprir bem direitinho os requisitos para impetrar o recurso.

Cada banca dita uma regra para receber o recurso do candidato. Algumas bancas, por exemplo, só aceitam recursos enviados pelos Correios, outras aceitam pela internet, outras colocam limitação de nº de caracteres empregados na confecção do texto etc.

Então, leia o edital e leia a comunicação acerca do resultado provisório da discursiva, para que você não perca seu texto recursal, por não ter observado os requisitos para impetração do expediente.

É importante, candidato, observar na área do aluno o limite de caracteres do texto recursal. No último concurso, o máximo eram 5 mil caracteres de texto. Para as discursivas do PFN recomendo que entrem em contato com a Esaf a fim de confirmar este número.

 

O edital de abertura só diz o seguinte:

 

“17.2 - Quanto à prova discursiva:

  1. b) admitir-se-á um único recurso por tema/questão, referente ao resultado da avaliação do conteúdo ou do uso do idioma, desde que devidamente fundamentado e remetido, via internet, no prazo recursal, para o endereço esaf.fazenda.gov.br;”

 

Quem, de fato, deve recorrer contra a prova?

 

  • Tradicionalmente, recorrerem os candidatos que estão desclassificados ou mal classificados.
  • Curiosamente, de 2014 para cá, a gente tem visto movimentação por parte de candidatos aprovados e mais experientes. Mesmo aprovados, os que passaram no concurso ingressam com “recursos de defesa” para evitar a perda de posições da classificação, em função de possível acolhimento de recursos alheios. Essa sugestão é importante, porque muita gente se dá por aprovada na fase provisória e toma um susto enorme, quando a fila do resultado final se movimenta de modo desfavorável a quem estava provisoriamente aprovado.

É lógico que quem está nas primeiras posições não precisa se preocupar tanto com isso, mas quem está nas posições finais deve ter cuidado redobrado e pensar bem se não quer majorar mais algum pontinho, a fim de se prevenir contra uma perda de classificação! Vale lembrar que muita gente passa por esse pesadelo, porque não recebeu instrução quanto a isso e não se preocupou com essa possibilidade.

 

Como saberei se cabe recurso em minha discursiva?

Primeiramente invista no seu bom senso, porque recurso não se resolve com apelação infundada: ou você acertou a questão e foi vítima de má correção ou de hipercorreção, ou a errou mesmo. Nesse caso, as chances de êxito serão mínimas, quando não nulas.

Outro fator importante é compreender o sistema de avaliação feito pela banca.

Geralmente a Esaf trabalha com códigos de correção, mas só saberemos informar melhor vocês sobres eles, quando a banca publicar as provas e a grade de notas.

 

Até quantos pontos posso ganhar nas provas da Esaf?

 

A Esaf costuma ser bem generosa quando comete erros. Houve diversos concursos feitos pela Esaf em que candidatos “pularam” centenas de posições, porque conseguiram majoração acima de 10 pontos.

No último concurso do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, por exemplo, feito em 2012 pela Esaf, 50% dos alunos, que contrataram recursos do Ponto Recursos, obtiveram aumento na nota da prova discursiva. Dois alunos destes conseguiram mais de 10 pontos de majoração.

Mas isso só acontece mesmo com o Cespe e com a Esaf.

Comparando a Esaf com outras bancas, podemos dizer que, na FCC, só vimos essa possibilidade nas provas para Tribunais de Contas. Nas de Tribunais Regionais, acontecimentos assim são raríssimos.

Se eu quiser montar meu recurso sozinho, consigo fazê-lo?

Sim. E novamente vamos explicar isso aqui porque nossa intenção é trabalhar com seriedade sempre.

Fazer um recurso pode ser algo simples se você possui os argumentos certos e coerentes para aquilo contra qual você quer recorrer.

Todo recurso possui três partes: introdução, desenvolvimento e fecho.

Na introdução, você expõe objetivamente seu objeto recursal.

No desenvolvimento, você compara o que fez no seu texto  com as provas que sustentam que você trabalhou com correção.

Na conclusão, você simplesmente solicita a majoração dos pontos em proporção ao que você questionou.

Não apele e não desmereça os examinadores.

Está pronto o seu recurso.

 

Em que medida o trabalho de um professor do Ponto Recursos me auxilia nesta fase?

Quando o candidato percebe a injustiça na correção e/ou quando percebe que lhe faltam poucos pontos, ele deve se conscientizar de que investimento em recursos feitos por profissionais experientes é mais uma batalha na luta para vencer o concurso.

É importante ter consciência de que se quer o trabalho de um professor, porque o investimento é alto, mas pode mudar seu destino na fila da classificação.

Se os professores ficam felizes quando um aluno, por meio de um curso deles, passou no concurso, quando essa sinalização vem dos recursos, a felicidade é duplicada, por o esforço não dá para ser mensurado.  Recurso é o último instrumento de negociação. Ele exige do professor sensibilidade para localizar focos de avaliação motivadores de recorrência e exige competência argumentativa e amplo conhecimento do assunto, objeto do recurso.

Desse modo, a diferença entre você fazer o recurso e a de um professor experiente fazê-lo está no fato de que a maioria dos professores coleciona experiências de sucesso e de insucesso quanto aos seus recursos. Desse modo, eles possuem uma carteira maior de textos recursais dos quais poderão se valer a fim de eleger o termo e os argumentos mais adequados para construir um recurso que atenda em especial os membros da banca recursal.  

Há pré-avaliação antes de se contrar um recurso no Ponto recursos?

Quando o tempo recursal nos permite isto, liberamos os professores para a pré-avaliação.

Mas, no caso do recurso contra o concurso da PFN, essa pré-avaliação só será feita praticamente na área da contração.

Em outras palavras, o aluno contrata o recurso, sobe seu material ao site e o professor analisa a viabilidade de haver recurso contra a questão/peça.

Não havendo chances recursais (a gente declina de muitos pedidos), o professor comunicará o fato ao aluno e este preencherá a ficha de cancelamento. Nesse caso, nenhum real será cobrado deste aluno. Mas é importante que ele compreenda que a desistência do professor é sinal de transparência e, não de desilusão.

 

Boa sorte a todos!

Precisando do nosso apoio, entre em contato conosco, por meio dos seguintes links:

 

https://www.pontodosconcursos.com.br/

 

       coordenacao.recursos@pontodosconcursos.com.br

Obs. final: se nosso site estiver "fora do ar", tente novamente mais tarde, pois estamos fazendo uma reforma no site neste final de semana. 

Um forte abraço a todos!

A coordenação

 

 

 

 

 

 

 


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