Prof. Thiago Alves

10/03/2016 | 15:48
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Falando em Agências Reguladoras...

Olá, parceiros!

Como estão?

Não sei se já é do conhecimento de todos, mas está prestes a sair o concurso para Técnico Administrativo da ANVISA. No total, a expectativa é de 102 vagas!

“Nossa, professor! Eu acabei de fazer a prova da ANS e ainda tem o concurso da ANAC esse mês”!

É isso mesmo! E sabe o que isso significa? Que essa é a hora de se preparar para os concursos destinados às Agências Reguladoras!

 

E por falar nisso, que tal “afiarmos” o nosso conhecimento sobre a Regulação Sanitária?! Vale lembrar que esse tema estava explícito no edital do último concurso ANVISA (2013). Veja só:

NOÇÕES DE REGULAÇÃO E AGÊNCIAS REGULADORAS (...) Regulação setorial: regulação sanitária

 

Agora olhem só essa questão elaborada pela banca CESPE:

“A dificuldade em impedir altas dos preços dos medicamentos, que constitui o cerne do embate recente entre o governo e os laboratórios farmacêuticos, explica-se, parcialmente, pelas baixas elasticidades-preço da demanda que caracterizam esses produtos”.

 

Vamos a alguns comentários:

Primeiramente, temos que saber o que é “elasticidade”. Isso é um assunto tratado na Regulação Econômica, e refere-se a uma medida de resposta, que compara a mudança percentual de uma variável dependente (Y) devido a uma mudança percentual de uma variável explicativa (X).

Não se assuste! O conceito se torna mais claro ao tratarmos da Elasticidade-Preço da Demanda: essa elasticidade medirá a variação percentual da quantidade demandada de um produto devido à variação percentual de seu preço.

Perceba que, em uma linguagem econômica, a elasticidade se relaciona com a sensibilidade dos consumidores diante de uma mudança de preços. Oras, se o preço de um bem aumenta, as pessoas tenderão a diminuir (via de regra) o seu consumo. Mas em que proporção isso ocorrerá? É isso que será dado pela elasticidade!

De maneira geral (não cabe aqui aprofundarmos no assunto), temos que:

I) Se a variação percentual da quantidade demandada é maior do que a variação percentual do preço, temos uma demanda elástica em relação ao preço (Ep > 1);

II) Se a variação percentual da quantidade demandada é igual à variação percentual do preço, temos uma elasticidade unitária em relação ao preço (Ep = 1);

III) Se a variação percentual da quantidade demandada é menor do que a variação percentual do preço, temos uma demanda inelástica em relação ao preço (0 <Ep < 1).

Analisemos agora o caso dos produtos farmacêuticos:

Esse tipo de produto, em razão de sua essencialidade, possui baixíssima elasticidade-preço da demanda. Então, mesmo quando os preços forem elevados, os consumidores não deixarão de consumir. Isso é bem intuitivo se pensarmos em um paciente diabético que necessita de insulina, por exemplo. Por mais caro que esteja o seu preço, tal paciente não deixará de comprá-la (ou terá sérios problemas de saúde).

Em virtude da baixa elasticidade-preço da demanda, é comum nos depararmos com laboratórios que se aproveitam dessa situação e cobram preços abusivos, prejudicando – no fim das contas – os usuários.

É aqui que entra a Regulação, visando coibir esse tipo de prática. Sendo assim, são constantes os embates entre o governo (que quer regular o mercado, evitando preços abusivos) e os laboratórios farmacêuticos (que tentam auferir os maiores lucros possíveis, considerando o seu poder de mercado e a baixa elasticidade-preço da demanda de seus produtos).

 

Percebam, então, que a assertiva está CORRETA!

 

Legal esse assunto, não é mesmo?! :)

 

Fiquem de olho! Em breve lançaremos cursos direcionados especificamente para o Concurso de Técnico Administrativo ANVISA 2016!!!

 

Um abraço!

Prof. Thiago Alves


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