Prof. Júnia Andrade

25/02/2016 | 16:51
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APO - MPOG - Mais transparência

Poderíamos cruzar os braços e não tocar neste assunto, mas irregularidades em concursos fazem mal a todos - aos alunos, aos professores, aos cursos e à administração pública em si. O que está acontecendo com este concurso que ficou sob a responsabilidade da Esaf beira à total falta de seriedade. E o problema que nos assunta é o fato de que a Esaf sempre foi uma das referências em conduzir certames de peso no país. 



O Ministério Público é o guardião dos direitos sociais e é o fiscal dos atos administrativos. A segunda fase do concurso merece acompanhamento desta instituição; merece também uma revisão séria e justa das provas discursivas, para que os candidatos possam estar seguros da legalidade do certame de que participaram. 



Sobre o APO - MPOG nos chegaram diversos relatos de irregularidades que vamos resumir aqui:



1. diversas alterações de datas para a vista das provas e para a interposição de recuros;



2. alegação de erro material para justificar a alteração das datas;



3. alegação de participação da Consulplan no certame, ao passo que a escolhida para conduzir o concurso foi a Esaf. Não há clareza quanto ao papel daquela banca/organizadora;



4.liberação de vista de provas no dia 24/2, data anterior à abertura oficial da vista de prova.



5. liberação de apenas parte dos espelhos e provas às 10 horas do dia 25/2. Muitos alunos ficaram sem o acesso às provas durante horas;



6. pontuação de provas com vícios - há provas com marcações no caderno definitivo que foram corrigidas pelo examinador; 



7. pontuação de provas com o nome do candidato no caderno de provas. Tal fato compromete absurdamente o sigilo das correções;



9. revisão anterior à fase recursal, com majoração de notas já publicadas anteriormente. 



Bom, esses fatos derivam de informações que, a todo instante, chegam ao e-mail da coordenação. 



O Ponto dos Concursos entende que o candidato que contrata seus recursos tem urgência na elaboração deles. Mas também o Ponto se preocupa com todos os fatos que estão ocorrendo. Sendo assim, orientamos nossos professores a só elaborar seus recursos, a partir de amanhã, visto que o prazo para a interposição foi prorrogado até domingo próximo. 



Por isso, para evitar que os professores desenvolvam trabalhos e que os alunos tenham que pagar pelo trabalho feito, pedimos compreensão quanto a essa atitude, porque é importate que saibamos enquacionar a atividade recursal, de modo a aproveitar o melhor dela em prol dos alunos, sem gerar prejuízos ao trabalho árduo dos professores  nesta fase recursal. Todos os cuidados estão sendo tomados. O que for da competência de nossos mestres será desempenhado da melhor forma possível. Ali estão recrutados os melhores argumentadores e conhecedores a fundo desse processo. Mas precisamos ter segurança quanto aos passos do concurso. Por isso, retardaremos por um dia a confecção dos recursos. 



Portanto, alunos, aguardaremos até amanhã para proceder aos textos recursais. 



Att. a coordenação. 



 


Comentários

  • 25/02/2016 - Leonardo David
    Professora Júnia,

    O texto resume bem os erros da ESAF, contudo faltou mencionar que a ESAF não respeitou os limites descontos, estabelecidos no edital, para os quesitos de conteúdo da prova de Finanças Públicas.

    Abraços e que continuemos na luta.

    Leonardo
  • 26/02/2016 - Prof Júnia Andrade
    Leonardo, são tantos erros que não dá tempo de acompanhar todos, infelizmente. Ontem, logo depois que publiquei o artigo, mais erros apareceram.
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