Prof. Júnia Andrade

05/01/2016 | 22:08
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APO - MPOG - RECORRENDO CONTRA A PROVA DISCURSIVA

APO – MPOG – RECORRENDO CONTRA A PROVA DISCURSIVA



Entenda como funcionam alguns códigos empregados pela Esaf, antes de recorrer contra a nota da prova discursiva.



         Todo candidato já sabe que o recurso é a última luz da aprovação, a última chance de se conquistar a vaga pretendida no serviço público.



Por isso, não deixe a aflição ofuscar sua razão. Aproveite a temporada pré-resultado provisório para adquirir conhecimento que irá ajudar você a fazer a coisa certa “no último minuto de vida” do seu concurso.



Antes de elaborar seu recurso ou de contratar ajuda profissional para tal, leia com paciência este texto que Ponto dos Concursos oferece a você. É informação importante, que, sabemos bem, pode mudar seu destino no APO-MPOG.



Antes de recorrer, o candidato precisa ter consciência do seguinte:





    1. A banca acolhe bem recursos?

 



 





    • A Esaf costuma acolher bem os recursos, tanto os de conteúdo quanto os de uso do idioma, desde que apontados erros reais na correção ou na soma de notas (como a correção é manuscrita, alguns examinadores costuma errar a soma das notas!!!).

 



Quanto a acolhimento, houve um exame polêmico: no último concurso do ISS/RJ, a Esaf não acolheu recursos e emitiu pareceres diversos, justificando as negativas. Professores e alunos bradaram contra a banca. Depois disso, acabou a negativa. Nos demais concursos, a banca acolheu um bom número de pedidos de reexame, como, talvez, mea culpa pelo ocorrido no ISS.





    • Mas se a Esaf hoje acolhe bem, ela não deixa de apresentar um obstáculo: geralmente, o candidato precisa se deslocar até o local de prova para ter acesso ao caderno das discursivas. É claro que falta boa vontade para colocarem a prova no site, como fazem o Cespe e a FCC. Então, quem mora longe do seu local de prova terá que fazer uma escolha: ou ir pessoalmente ao local para buscar seu caderno de provas ou emitir procuração para alguém fazer isso em seu nome e enviar-lhe a foto ou a digitalização da prova.

 



 





    1. Quais são as normas do edital para a confecção do recurso?

 



 



A maioria dos candidatos, na aflição, deixa de se informar sobre este assunto super-importante: é preciso cumprir bem direitinho os requisitos para impetrar o recurso.



Cada banca dita uma regra para receber o recurso do candidato. Algumas bancas, por exemplo, só aceitam recursos enviados pelos Correios, outras aceitam pela internet, outras colocam limitação de nº de caracteres empregados na confecção do texto etc.



Então, leia o edital e leia a comunicação acerca do resultado provisório da discursiva, para que você não perca seu texto recursal, por não ter observado os requisitos para impetração do expediente.



O edital de abertura diz o seguinte:



 



“13.2 - Quanto à prova discursiva:



a) o resultado provisório da prova discursiva poderá ser objeto de recurso nos 2 (dois) dias úteis subsequentes a sua publicação no Diário Oficial da União, podendo o candidato ter vista de sua prova, por cópia, sendo-lhe facultado, somente nessa oportunidade, o fornecimento da respectiva cópia, na Diretoria Regional da ESAF, constante do Anexo II deste Edital, correspondente à localidade onde prestou a prova; b) admitir-se-á um único recurso por tema (parecer ou dissertação ou questão), referente ao resultado da avaliação do conteúdo e/ou do uso do idioma, desde que devidamente fundamentado e remetido, via internet, no prazo recursal, para o endereço www.esaf.fazenda.gov.br;



c) a vista e o recebimento da respectiva cópia de que trata a letra "a" deste subitem poderão ser promovidos e efetivados pelo candidato ou por procurador. “



 





    1. Quem, de fato, deve recorrer contra a prova?

 



 





    • Tradicionalmente, recorrerem os candidatos que estão desclassificados ou mal classificados. Não passou num concurso como este, só resta ao candidato recorrer. Nesse caso, vale qualquer chororô por nota.



    • Mas, de 2014 para cá, a gente tem visto movimentação por parte de candidatos aprovados e mais experientes. Mesmo aprovados, os que passaram ingressam com recursos para evitar a perda de posições da classificação, em função de possível acolhimento de recursos alheios. Essa sugestão é importante, porque muita gente se dá por aprovada na fase provisória e toma um susto enorme, quando a fila do resultado final se movimenta de modo desfavorável a quem estava provisoriamente aprovado.

 



É lógico que quem está nas primeiras posições não precisa se preocupar tanto com isso, mas quem está nas posições finais deve ter cuidado redobrado e pensar bem se não quer majorar mais algum pontinho, a fim de se prevenir contra uma perda de classificação! Vale lembrar que muita gente passa por esse pesadelo, porque não recebeu instrução quanto a isso e não se preocupou com essa possibilidade.



Poxa, imagine o mico: você faz uma festa, um churrasco, chama os amigos, contando que será APO e depois...? Como explicar a “derrota”?



 





    1. Como saberei se cabe recurso em minha discursiva?

 



 



Primeiramente invista no seu bom senso, porque recurso não se resolve com apelação infundada: ou você acertou a questão e foi vítima de má correção ou de hipercorreção, ou errou mesmo. Nesse caso, as chances de êxito serão mínimas.



Outra questão é compreender o sistema de avaliação feito pela banca.



A proposta central deste artigo é ajudar você a compreender os códigos mais empregados pelos examinadores.



Se recebeu na vista de prova EC, PO, RG, SDC, COV, CSE, DI, AE, AF, AI, FTT, FPT, DTT e DTP,  você deve ler este artigo, porque ele poderá dar a você uma luz para você compreender, com mais segurança, se foi injustiçado ou não pelo examinador provisório.



Por outro lado, os códigos O, F, OTT, OPT, PAR, FOR, OTT, OT, TC e CO apresentam raros históricos de erro cometido por examinador da Esaf.



 





    1. Até quantos pontos posso ganhar nas provas da Esaf?

 



 



A Esaf costuma ser bem generosa quando comete erros. Isso é fato. Houve diversos concursos feitos pela Esaf em que candidatos “pularam” centenas de posições, porque conseguiram majoração acima de 10 pontos.



No último concurso do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, por exemplo, feito em 2012 pela Esaf, 50% dos alunos, que contrataram recursos do Ponto Recursos, obtiveram aumento na nota da prova discursiva. Dois alunos destes conseguiram mais de 10 pontos de majoração.



Mas isso só acontece mesmo com o Cespe e com a Esaf.



Comparando a Esaf com outras bancas, podemos dizer que, na FCC, só vimos essa possibilidade nas provas para Tribunais de Contas. Nas de Tribunais Regionais, acontecimentos assim são raríssimos.



A Vunesp é nossa grande preocupação, porque ela não costuma acolher recursos. Trata-se de uma banca bastante resistente quanto a isso.



Mas isso não é motivo para o aluno cruzar os braços e desistir de tudo, porque a realidade das coisas muda de um concurso para outro. Como eu disse, no passado, a Esaf também não era afeita a conceder pontos, hoje a banca adota uma postura mais série e mais transparente.



Então, parar de lutar por algo que começou lá atrás na sua vida, nunca!



 



Mas vamos partir para o entendimento dos códigos da Esaf. Nossa intenção é alertar o aluno para que ele compreenda que códigos são mais empregados pelos examinadores e quais motivam mais chances de recursos.



Vamos começar por USO DO IDIOMA:





    1. ASPECTOS FORMAIS

 



 





    • F – erro de forma



    • O – erro de ortografia

 



Sua prova recebeu os códigos acima? Esqueça! Será muito difícil o examinador acolher recurso contra eles, porque eles são aplicados quando você erra a grafia mesmo, ou quando sua letra está incompreensível, ou quando há rasura no texto.



Por isso, acho que posso dizer que nunca conhecemos alguém que tenha obtido êxito contra tais codificações.          



 





    1. ASPECTOS GRAMATICAIS

 





    • MO    Morfologia



    • EC     Sintaxe de Emprego e Colocação



    • RG     Sintaxe de Regência



    • PO     Pontuação

 



 



         É mais frequente o erro do examinador sobre os códigos EC e PO. Como EC envolve complexidades gramaticais nem sempre dominadas por todos os corretores, é comum julgarem erro em algumas construções, alegando falta de paralelismo (embora isso seja examinado por outro tipo de codificação), erro quanto à colocação pronominal etc.



Geralmente, os professores de português do Ponto, quando atuam em recursos, conseguem derrubar tais alegações com bastante segurança, sempre respaldados pelos melhores gramáticos/linguístas. Mas, se houver erro quanto à concordância verbal, por exemplo, será difícil encontrar saída argumentativa para julgar correto o emprego da concordância.



         PO é assunto que mais rende êxito em recursos contra a Esaf. O domínio da vírgula nem sempre faz parte da vida de todos os professores de português. Por isso, é um clássico nosso recorrer contra alguns aspectos da pontuação.



RG, nos concursos de 2013, também apresentou insegurança do examinador quanto à regência de alguns verbos ou nomes. Como regência exige que o professor, antes de julgar o uso, consulte um dicionário próprio de regência (os clássicos dicionários do Luft) e a maioria não faz essa consulta na hora da correção, há examinador que tende a considerar incorretas algumas construções legítimas, ainda que raras, da regência gramatical.



Por outro lado, erros marcados por MO raramente favorecem o candidato, porque são erros simples, tais como empregar corretamente pronome relativo etc.





    1. ASPECTOS TEXTUAIS

 



 



SDC                                       Sintaxe de Construção (coesão prejudicada)



COV                                       Clareza, Concisão, Unidade Temática/Estilo, Coerência, Propriedade Vocabular, Paralelismo Semântico e Sintático.



PAR                                       Paragrafação



 



Se no seu texto tiver um PAR, será muito difícil conseguir êxito no recurso. A banca não volta atrás para avaliar a paragrafação, até porque se trata de um erro visível, quase incontestável.



Sobre COV, é possível conseguir alguns pontos, porque esse código envolve tanto assunto que há examinador que, no cansaço da leitura, julga, por exemplo, que um texto está pouco claro e atribui, por isso, um COV a ele.



SDC é o que nos dá mais chances recursais. Mas depende do erro que o candidato cometeu.



Se for erro quanto ao emprego de conjunções, já era a chance de majorar pontos.



Todavia, se houver julgamento de perda motivada por mau uso dos pronomes demonstrativos, pode ser que consigamos majorar pontos, porque dominar recursos anafóricos é coisa para poucos entendidos. Além disso, há examinadores que só conhecem essas duas fontes de coesão e deixam de valorizar outras fontes coesivas legítimas como a concordância verbal, as relações entre substantivos, entre especificações/generalizações etc. Então, é “prato cheio” para os professores do Ponto recorrer contra a aplicação de SDC.



 



 



Sigamos agora para a avaliação da capacidade de desenvolvimento do tema...



É bom tomar muito cuidado com esta parte da avaliação, porque, no edital, a Esaf faz a nomeação correta: “capacidade de desenvolvimento do tema”. Na prova, porém, ela resume isso, usando a palavra CONTEÚDO.



É nessa hora que a maioria dos candidatos que recorre contra a discursiva “erra a mão” na hora de confeccionar o recurso.



Ao propor CAPACIDADE DE DESENVOLVIMENTO DO TEMA, banca está considerando dois aspectos na avaliação:





    1. Códigos que serão lançados para verificar a abordagem de conteúdo – logicamente servem para avaliar se o candidato sabe a resposta correta, se seu conhecimento está atualizado e se o conteúdo dele abarca a totalidade do que foi pedido no tema.



    1. Códigos que serão lançados para avaliar a estrutura do texto – nesse caso será avaliada a forma como o candidato apresenta, com clareza, com precisão e com organização, a resposta. Isso é assunto do campo da linguagem/texto. Se você investir em recurso contra conteúdo aqui, certamente tomará procederá com risco, ao argumentar contra a avaliação.

 



Então, vamos especificar para você o que é pertinente a conteúdo e o que é pertinente à estrutura:



CÓDIGOS ESPECÍFICOS DE CONTEÚDO:





    1. Capacidade de argumentação

 



 



      AE = ARGUMENTAÇÃO ERRADA – errou o conteúdo integralmente.



      AF = ARGUMENTAÇÃO FRACA – apresentou apenas parte do conteúdo correto ou não trouxe mecanismos de comprovação da resposta, tais como menção a normas, exemplos etc.



      AI = ARGUMENTAÇÃO INEXATA – a pergunta é uma e o candidato mistura parte da resposta correta com outro conteúdo aparentemente similar. Também ocorre de o candidato apresentar conteúdo correto, mas citar norma, artigo, exemplo incorretos.



Na prova do Mpog, estes códigos valem muito. Então, é comum ocorrer o seguinte:





    1. Se o examinador é especialista na área, raramente seremos salvos de um AE. Errou o assunto, já era.



    1. Se o examinador não é especialista na área, é costumeiro contraditar a correção.

 



Vejam bem, é comum a organizadora aproveitar a mesma mão de obra para todas as fases da correção provisória: examinador de uso do idioma faz o exame de conteúdo/estrutura. Quando isso ocorre, mesmo tendo um padrão de resposta nas mãos, o corretor pode não compreender temas mais restritos, como Economia e Finanças, por exemplo, e, com isso, apenar, sem razão, a resposta do candidato.



A boa notícia é que costuma ser fácil descobrir quando esses erros ocorrem. Há um lufa-lufa, um bafafá na internet contra a correção. Os alunos ficam loucos e aí nós, professores, já sabemos: houve erro na apreciação do conteúdo. Uma segunda boa notícia é que a Esaf geralmente reconhece quando há erros e majora pontos, porque, da fase provisória, o recurso segue para a banca de consolidação, que revê a falha do examinador.



Outra boa ou má notícia (isto depende da perspectiva de cada um) é que raramente especialistas corrigem provas. Então, possivelmente, se você recebeu um AE, um AI ou um AF, pode, se você estiver certo, ter pontos majorados.





    1. Sequência lógica do pensamento

 



 



      CO = CONTRADIÇÃO



      CSE = COMPLEMENTO DE SETENÇA ERRADO



      DI = DESENVOLVIMENTO INCOMPLETO (Não explicar termo específico)



      DPP = DESCONHECIMENTO PARCIAL DA PROBLEMÁTICA



      DTP = DESCONHECIMENTO TOTAL DA PROBLEMÁTICA



    FOR = FORMA (Aspecto formal)



 



Esse conjunto de erros acima envolve aspectos de conteúdo e de estrutura.



Vejamos:



CO = conteúdo/estrutura. Entenda:





    1. Você começou uma resposta correta, mas, ao mudar de período ou de parágrafo, você empregou algum conector incorreto (a concessiva POSTO QUE, por exemplo, que muita gente usa como PORQUE) e o que você escreveu com correção anteriormente ficou contraditório em relação o que foi apresentado posteriormente por você. Então, é quase impossível conseguir êxito em recurso contra CO.



    1. Você explica algo correto, mas seu exemplo representa o contrário do que foi proposto anteriormente. Perdeu em conteúdo. Infelizmente será raro ter recurso provido. Um exemplo clássico: você explica Accountability vertical, mas o exemplo é de horizontal.

 



 



CSE = estrutura. Confira:



         Esse é o tipo de erro cometido por quem tem muito conteúdo e pouco senso de organização textual ou insegurança. O aluno começa um assunto, faz mil intercalações para caber no texto tudo o que ele sabe. Muda de assunto no período seguinte. Fica inseguro e resolve retomar o assunto anterior.



Em resumo: cai em circularidade, em descontinuidade, em falta de paralelismo semântico.



CSE gera um acúmulo de códigos próximos a depender do erro que você cometer. Por isso, é comum receber um CSE e um COV ou um SDC, lá da avaliação de uso do idioma, porque um erro “puxa” outro.  Aliás, acúmulo de códigos de áreas diferentes demonstra claramente que a Esaf aproveitou examinadores para toda a avaliação.



DI = estrutura.



A Esaf propõe esse código para julgar fim de frase que finaliza com terminologia de área, sem qualquer explicação mínima sobre isso.



Por exemplo: o candidato escreve algo como “Esse planejamento tem a ver com o conceito de Governo Matricial. (...)” e segue para outro assunto, sem explicar o que é “Governo Matricial”. Quando isso ocorre, o examinador atento codifica DI, puxa SDC ou COV junto desse código, porque o nosso assunto pode romper a relação de coesão ou de coerência como anterior.



CSE e DI são falhas que apenam demais a discursiva, porque, como vimos, podem motivar acúmulo de códigos, se a banca examinadora for comum.



         Como são erros de continuidade, podem ser derrubados com apelos a recursos de coesão anafórica, existentes entre períodos. Mas tudo dependerá da gravidade das falhas. Como se vê, é assunto mais apropriado ao apoio de professores de português e de redação, embora tenhamos profissionais de conteúdo com habilidade indiscutível para recorrer contra esse tipo de falha.



DPP e DTP = conteúdo



Esses códigos são acumulados aos códigos AE, AF, AI, a depender do conteúdo que você apresentou. Quando você recebe um AE, por exemplo, raramente o examinador deixa de somar um DTP ao seu texto. Com isso, ele quer dizer que você não sabe o conteúdo e, por essa razão, não domina a problemática.



Se a correção for mal executada, os professores de conteúdo derrubam facilmente o acúmulo de códigos.



FOR = estrutura



Recebeu FOR na discursiva? Então, não há muito a fazer. FOR tem a ver com forma do texto. É erro visível e se soma à paragrafação, a depender da gravidade do erro.





    1. Alinhamento ao Tema

 



FPT = Fuga Parcial ao Tema



FTT = Fuga Total ao Tema



        



         Pelo nome, você já deve ter associado, por exemplo, AE, a DTT e a FTT. Sim, é isso que você está pensando: são erros típicos de conteúdo.



         E o examinador costuma acumular códigos. Você não soube determinado assunto proposto, recebeu um AE, recebeu um DTT e mais um FTT. Num parecer ou uma dissertação, por exemplo, esse acúmulo pode gerar prejuízos de até 15 pontos (vale lembrar que este texto foi escrito antes da vista de prova e este valor pode simbolizar mais ou menos pontos do valor real).





    1. Cobertura dos Tópicos

 



 



      OT = OMISSÃO DE TÓPICO (Faltou palavra-chave)



      OTT = OMISSÃO TOTAL DE TÓPICO



      OPT = OMISSÃO PARCIAL DE TÓPICO (1/2 das palavras-chave)



      TC = TEXTO CONFUSO



 



Tanto professores de conteúdo quanto de estrutura podem avaliar com segurança a aplicação destes últimos códigos. Eles são muito simples. OT (= OTT) e o OPT servem para avaliar a precisão com que o candidato trata os tópicos temáticos. Em linguagem simples, seria avaliar se o candidato retomou os termos do tema ou dos tópicos, antes de responder.



Isso significa que, o conteúdo pode estar excelente, mas, se o texto não retratar as palavras-chave do questionamento, a discursiva será apenada quanto à ausência de precisão.



Então, se o texto ficou confuso (TC), se o texto não contém a reprodução fiel do assunto demandado, a banca lamentavelmente não concederá nova pontuação, se houver recurso impetrado contra esses quesitos.



 



É esse o recado.



Em resumo para facilitar sua vida:



 



      Códigos que geralmente são mal aplicados e podem motivar recurso – uso do idioma:



 





    • EC     



    • PO     



    • RG      



    • SDC     



    • COV 

 



 



      Códigos que geralmente são mal aplicados e podem motivar recurso – conteúdo:



 





    • AE, AF, AI



    • DTT, DPT, FTT, FPT

 



 



      Códigos que geralmente são mal aplicados e podem motivar recurso – estrutura (assunto de texto/português):



 





    • CSE



    • DI

 



 



Espero que tenha sido útil o conhecimento e, mais ainda, espero que você não precise recorrer da sua nota.



Se precisar, conte com o apoio técnico dos professores do Ponto Recursos. São nomes experientes, conhecedores de todo o processo avaliativo da banca.



 



https://www.pontodosconcursos.com.br/recursos/default.asp



 



https://www.pontodosconcursos.com.br/cursos/default.asp?video=&recursos=1&tipo_busca=categoria&param=concurso&coaching=&codigo_categoria=1069



 



coordenacao.recursos@pontodosconcursos.com.br



Um forte abraço a todos!



A coordenação



 



 



 



 



 



 



 


Comentários

  • 09/01/2016 - erlandson
    Professora Junia, quando vai ser lançado no site do ponto um curso regular de redação para concursos da área administrativa de tribunais (TRT,TRE e TRF) com foco na FCC e CESPE? aguardo resposta
  • 24/02/2016 - Prof Júnia Andrade
    Prezado, o Ponto agora está trabalhando com cursos ao vivo e gravados. Desse modo vamos reservar um especial para redações da FCC. Será anunciado até o dia 25/2.
  • 24/02/2016 - Prof Júnia Andrade
    Prezado, amanhã vamos anunciar um curso especial no Ponto Vídeo. Aguarde!
  • 24/02/2016 - Prof Júnia Andrade
    Prezado, amanhã vamos anunciar um curso especial no Ponto Vídeo.
  • 06/01/2016 - Omar Furtado
    Parabéns pelo artigo professora. Foi iluminador.
  • 24/02/2016 - Prof Júnia Andrade
    Obrigada, Omar. Havendo alguma dúvida, escreva!
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