Prof. Gabriela Knoblauch

05/10/2015 | 15:07
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Segundas de Coaching: Você é mimado (a)?

Você é mimado (a)?

Já aviso que nesse artigo vai rolar um pouco de “tough love” (amor firme, rígido), ok?

Quando pensamos em uma pessoa mimada, frequentemente imaginamos uma criança. Daquelas que se jogam no chão do supermercado quando a mãe nega um chocolate. O engraçado é que a gente esquece que adultos também agem assim, só que com um pouco mais de discrição...rs


Isso acontece quando a vida nos diz aquele sonoro e doído NÃO! Espera-se maturidade de um adulto, mas idade e maturidade nem sempre andam juntos. Já parou para pensar como agimos como adultos mimados? É constrangedor, mas quem nunca, não é mesmo?


Já viu aquele casal que briga o tempo todo e vive falando mal do outro, mas que não se separa? Sabe o que são? MIMADOS!

Oi?!


É isso mesmo, gente. Quando algo não é para ser, não é “nosso”, não funciona, devemos ter a sabedoria de abrir mão. Bola pra frente! Não era a nossa vez do “felizes para sempre”. Melhor criar um “vácuo” na vida para coisas boas entrarem. Lei da física: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço! Se você não tira o “velho”, o “novo” fica sem lugar. Não consegue chegar até nós! Já ouviram falar da “Lei do vácuo para a prosperidade”? É isso!


Mas somos pirracentos! Brigamos com os fatos e com o destino. Achamos que nossa vontade tem sempre que prevalecer. Novidade para você: não é assim que o mundo funciona.

 

Já viram aquela pessoa que quer emagrecer, come errado, é sedentária e só porque deixou de comer 10 bombons por dia e passou a comer cinco fica CHO-CA-DA que não consegue perder peso de maneira significativa? Outra criatura MIMADA! O preço que seu corpo cobra de você para emagrecer é X. Você paga metade disso e fica chateado (a) que não ganhou seu prêmio? Ué! Você não fez o suficiente para merecer! Vai ganhar, no máximo, meio prêmio! O preço que queremos pagar ou que achamos justo muitas vezes DESTOA COMPLETAMENTE do preço real, que a vida nos cobra. Ok. Você pode não concordar com o preço cobrado. Direito seu. Mas não chore no cantinho se o resultado pretendido não aparecer.

 

Afinal, quando você quer comprar uma roupa e a vendedora te diz que custa 200 reais, você não vai sair da loja dando piti se resolveu pagar 50 e a moça não te entregou a peça, vai? Se você assistisse a uma cena dessas, iria achar a pessoa completamente maluca, certo?  Mas fazemos isso o tempo todo em nossas vidas. Só não nos damos conta.

 

Dar-se conta é o que chamam por aí de AUTOCONSCIÊNCIA. Sem isso, nada em nossa vida flui. E ficamos paralisados sem entender o motivo dos fracassos.

 

Finalmente, transfiro os conhecimentos passados acima para o mundo dos concursos.

 

Tem gente que faz um esforço X para passar em um prova. Qualquer esforço é digno de aplausos, claro. Entretanto, imagine que a banca, o “cosmos”, a “vida”, o “destino” ou seja lá o que for cobrou para essa prova o preço de 10X para você passar. Você pagou X, lembra?

 

Você reprova. Ok.


Antes que eu continue, um detalhe: há momentos em que tudo o que podemos pagar é o bendito X. Juntamos todas as forças, mas só conseguimos X. Isso acontece com quem teve pouco tempo para estudar, com quem ficou doente perto da prova, com quem começou a estudar e não teve o tempo para deixar a poeira baixar e a matéria ser assimilada, com quem ainda não tem tanta experiência em concurso, com quem perdeu de 10 a zero para a ansiedade... mil motivos. Já vi aluno sofrendo e dizendo: “Fiz o meu melhor, mas sou tão incompetente que o meu melhor não foi suficiente”! Gente, o seu melhor varia ao longo do tempo!!! Com estudo focado e dedicado, o seu melhor daqui 01 ano será MUITO MAIS do que o que seu melhor hoje.

 

Continuando...

Em vez de tentar entender o que aconteceu, em que errou, como melhorar e se conformar que AQUELA PROVA não era a SUA VEZ (mas outra certamente será), o que você faz? Começa a alardear aos quatro ventos a “injustiça” que você sofreu, chuta o pau da barraca e para de estudar porque “não adianta mesmo”, fica deprê e entrega os pontos. Sério? Jura mesmo que você vai “se jogar no chão do supermercado”? Você realmente acha que todas aquelas pessoas que estavam na sua frente na classificação foram agraciadas por uma generosa dose de sorte? Posso te assegurar que não. Engolir o choro – e o ego - às vezes, é necessário. Faz crescer.

 

Reflita se seu desânimo para estudar não é nada mais do que pirraça. Você quer o bônus, mas não quer arcar com o ônus, ou – pelo menos – com o ônus que lhe é cobrado. Não é você quem dá o preço. Você só decide se paga. Pensem nisso.

 

Abs

Gabriela (Coach e Profa. de Inglês)

 

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Comentários

  • 05/10/2015 - Deborah
    Excelente texto prof. Gabriela! Tenho que parar de ser mimada e começar a pagar o preço que me é cobrado, e não o preço que acho que devo pagar. Muito obrigada!!!! Abraços!!!
  • 05/10/2015 - Prof Gabriela Knoblauch
    Excelente, Deborah. Essa é uma lição dura no começo, mas que gera muitos frutos compensadores. Entender o que coloquei nos liberta das amarras da pirraça. Nada mais foge ao nosso alcance quando entendemos o real preço a se pagar! Bons estudos! :)
  • 05/10/2015 - SIDNEY
    Excelente artigo. Meus parabéns!
  • 05/10/2015 - Prof Gabriela Knoblauch
    Obrigada, Sidney. Fico feliz que tenha gostado! Não deixe de acompanhar mais artigos do gênero nas Segundas de Coaching!
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