Prof. Vicente Paulo

15/09/2015 | 22:02
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Suspensão dos concursos - o que esperar?

O anúncio, pelo governo federal, da suspensão dos concursos públicos previstos para o próximo ano trouxe compreensíveis preocupações aos concursandos de todo o Brasil.

Ademais, como a crise econômica não atinge só o governo federal, governos locais também já começaram a anunciar a mesma medida (hoje, terça-feira, o governo do Distrito Federal anunciou a mesma medida).

É evidente que não se trata de notícia boa! Perfeitamente compreensível, portanto, a preocupação e a ansiedade manifestadas nas mensagens e mais mensagens por mim recebidas nos últimos dias de candidatos de todo o país.

Mas, de outro lado, quem já está no segmento há mais tempo sabe que não é a primeira vez que temos anúncio dessa natureza. Já convivemos com esse mesmo cenário no governo FHC, e até mesmo no governo do PT, em mandatos pretéritos.

E como esses cenários tradicionalmente se materializam, então? Bem, as experiências anteriores demonstram que, em regra, essa rigidez governamental anunciada não vai muito longe! Ora, todos nós sabemos que, diante de um desajuste fiscal patrocinado pelo governo, é natural que os mais variados segmentos (grupos empresariais, investidores etc.) exijam dos governantes “cortes de gastos públicos” – e, do outro lado, é também natural que no bojo das respostas governamentais sempre apareça a velha promessa de suspensão dos concursos!

Acontece, porém, que, com crise ou sem crise, o funcionamento dos serviços públicos não pode parar! Daí, o que sempre tivemos – e o que irremediavelmente teremos em alguns meses, nesta crise atual! - foi o afrouxamento da medida suspensiva, de forma gradativa, com o passar dos meses. Em outras palavras: mesmo com o ar de fatalidade do atual anúncio da suspensão dos concursos (o governo precisa disso, desse “movimento midiático” de cortes de gastos públicos!), com o passar dos meses, a falta de pessoal em alguns órgãos estratégicos para o Estado forçará o governo, aos poucos, a voltar a contratar, sob pena de descontinuidade na prestação dos serviços públicos.

Então, não entre em desespero! Mantenha a sua programação, não pare de estudar, faça apenas os ajustes eventualmente necessários – e o mais importante: não deixe que o pessimismo que assola o país contamine os seus sonhos/projetos de ingressar num cargo público!

Um forte abraço,

P.S: Se a deprê estiver momentaneamente grande, dê um descanso para si e vá ver o filme nacional “Que horas ela volta?”, com a Regina Casé! Vale muito a pena, há muito tempo não via um filme tão comovente, desses que fazem a gente rir e chorar quase que simultaneamente!


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