Prof. Gabriela Knoblauch

12/07/2015 | 16:26
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Reportagem traduzida: 2ª parte

Oi, pessoal.


Segue a tradução da segunda metade do texto "Why so many Dutch people work part time".

Veja a primeira parte aqui: https://www.pontodosconcursos.com.br/artigos2.asp?art=12692&prof=%20Prof%20Gabriela%20Battisti%20Knoblauch%20&foto=gabriela&disc=Ingl%EAs

 

This changed in the late 1980s, when the state realised that it would be a good idea to mobilise women into the job market. But the cultural conviction that families still needed mothers home for tea-time prevailed, and thus the state worked closely with employers to ensure that the new part-time jobs would enjoy similar legal positions to their full-time equivalents. This has, to an extent, been continued: in 2000 the right for women and men to ask for a job to be part-time was written into law. But Ronald Dekker, a labour economist at Tilburg University, thinks this law is a confirmation of existing practice and therefore largely symbolic, only necessary for certain “archaic industries”. Instead, he reckons the high prevalence of part-time jobs is largely down to the wide availability of good quality, well-paid “first tier” part-time jobs in the Netherlands: jobs often considered inferior in many other countries.
Isso mudou no final de 1980, quando o estado percebeu que seria uma boa ideia mobilizar as mulheres para o mercado de trabalho. Mas a convicção cultural de que as famílias ainda precisavam das mães casa para a hora do chá prevaleceu, e portanto o estado trabalhou em estreita colaboração com os empregadores para garantir que os novos postos de trabalho de meio-período desfrutassem de posições jurídicas semelhantes aos seus equivalentes em tempo integral. Isto, até certo ponto, prosseguiu: em 2000, o direito de mulheres e homens de pedir para que o emprego seja em tempo parcial foi escrito em lei. Mas Ronald Dekker, um economista do trabalho na Universidade de Tilburg, acha que esta lei é uma confirmação da prática existente e, portanto, em grande parte simbólica, sendo necessária apenas para determinadas indústrias "arcaicas". Em vez disso, ele calcula que a alta prevalência de empregos em tempo parcial é em grande parte em razão da ampla disponibilidade de empregos "de primeira linha" de boa qualidade e bem remunerados em meio-período nos Países Baixos: trabalhos muitas vezes considerados inferiores em muitos outros países.

Whether part-time work is good for emancipation is questionable. Today, perhaps because part-time work is the norm, women in the Netherlands have a relatively high labour-force participation rate. However, the Netherlands’ record for getting women into top management roles is dire. The prevalence of part-time work seems to play a role: once you strip out part-timers, women make it into management roles nearly as often as men, according to the CBS (the main statistics agency in the Netherlands) although that doesn't include top management. The Dutch government has said that by next year 30% of executive board positions should be held by women, but that may prove excessively optimistic; the level is currently just 6%, according to Mijntje Luckerath, an academic at Tilburg University, who also blames old-fashioned selection processes. And not all part-timers are pleased with their set up: before the financial crisis, fewer than 10% of Dutch part-timers wished they were employed full time; this has risen to nearly 25%. This percentage is still much lower than in other EU countries, but it is a striking rise.

Se o trabalho a tempo parcial é bom para a emancipação é questionável. Hoje, talvez porque o trabalho a tempo parcial seja a norma, as mulheres nos Países Baixos têm uma relativamente alta taxa de participação na força de trabalho. No entanto, o registro de mulheres em funções de alta administração nos Países Baixos é terrível. A prevalência de trabalho a tempo parcial parece desempenhar um papel: quando você retira da conta as mulheres que trabalham meio-período, as mulheres alcançam funções de gerenciamento quase tão frequentemente quanto os homens, de acordo com a CBS (a principal agência de estatísticas nos Países Baixos), embora isso não inclua a alta administração. O governo holandês disse que no próximo ano 30% dos cargos de diretoria devem ser ocupados por mulheres, mas isso pode revelar-se excessivamente otimista; o nível é atualmente de apenas 6%, de acordo com Mijntje Luckerath, um acadêmico da Universidade de Tilburg, que também culpa os processos de seleção à moda antiga. E nem todos os funcionários em tempo parcial estão satisfeitos com sua condição: antes da crise financeira, menos de 10% dos trabalhadores a tempo parcial holandeses desejou estar empregado em período integral; isso aumentou para quase 25%. Esta percentagem é ainda muito inferior a de outros países da UE, mas é um aumento impressionante.


Fonte: The Economist

http://www.economist.com/blogs/economist-explains/2015/05/economist-explains-12?fsrc=scn%2Ffb%2Fwl%2Fee%2Fst%2Fwhysomanydutchpeopleworkparttime

 

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Bons estudos!

Gabriela


Comentários

  • 26/08/2015 - Viviana Melo
    ... So good !
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