Prof. Bernardo Barbosa

09/03/2014 | 01:23
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A importância da curiosidade como propulsora do aprendizado.

Olá amigos do Ponto!

Passou o Ano Novo, Carnaval já foi, o verão está acabando...

Então para aqueles que (ainda) não se deram conta: o ano começou meu povo, vamos estudar!!!! rsrs

E justamente para otimizar ainda mais nossos estudos este ano, gostaria de conversar com vocês sobre algo que é fundamental: a nossa atitude mental quando tentamos aprender alguma coisa.

A primeira vez que eu resolvi entrar em uma sala de cursinho, lá pelos idos de 1997, muito antes de me formar em Direito, conheci um professor fabuloso de Direito Constitucional que logo na sua primeira aula disse uma frase que causou espanto em toda a turma e da qual me recordo até hoje:

“Se vocês querem mesmo passar em concurso público, a primeira coisa que têm de fazer é voltar a ser criança!”

Já dá para imaginar a reação de toda a turma, um bocado de marmanjo, alguns já pais e mães de família, cansados depois de um dia inteiro de trabalho e ainda tendo de ir a um curso preparatório ao ouvir isso: “esse cara tá de brincadeira???”, “tá bom, vou sair deste curso e me matricular no Jardim II junto com meu filho!”, “Alguém sabe que horas começa a aula de massa de modelar?” E mais um monte de gracinhas rs

Passadas as manifestações de ironia, e até uma certa irritação, o sapiente mestre continuou, mais ou menos assim:

Qual a principal diferença de uma criança para um adulto?

Não, não é tamanho, não é a idade...É a VONTADE DE APRENDER, A CURIOSIDADE.

Uma criança olha para o mundo com os olhos da busca pela novidade, da busca da surpresa. Ela tem uma fome de aprender, de entender, incrível. E é justamente essa curiosidade que faz com que ela assimile e retenha as mais diversas informações com uma facilidade impressionante. Os nomes das coisas, as letras, as cores, os sabores, nada passa em branco face a percepção aguçada de uma criança. A criança é uma esponja em constante absorção de conhecimento. E quando ela não entende alguma coisa, por mais simples que seja, imediatamente saca a perguntinha mágica que a transporta a mais conhecimento: “o que é isso?”. E ao receber a explicação sobre algo novo, como deixar de notar os olhinhos brilhando de contentamento em realizar uma nova descoberta?

Depois dessa aula, continuei refletindo sobre tal ponto de vista.

De fato, com o passar do tempo, o ser humano vai, invariavelmente, assumido uma postura de ter preguiça de aprender, como se já soubesse tudo sobre tudo. Tornamo-nos, mais das vezes, destinatários passivos de informações, ao invés de, como nos tempos da infância, buscarmos proativamente as informações, o saber, o “porquê” das coisas.

E essa atitude mental, desprovida de curiosidade, que transforma o aprendizado em uma “obrigação” e não mais em um “prazer” torna a tarefa de aprender muito mais penosa, cansativa, demorada, pouco produtiva...

Imagine estudar aquela matéria que você já comandou ao seu cérebro que “não gosta”, que “não tem facilidade”?...Você lê uma, duas, três vezes e não entra na cabeça!

Mas por que isso acontece? Porque você está lendo aquilo tudo, páginas e páginas de livro, não em razão da vontade de aprender, mas devido ao fato daquela matéria cair no concurso.

Você internalizou, em fração de segundos e inconscientemente, que não tem a menor curiosidade de aprender aquilo, que não gosta daquela matéria, mas PRECISA estudar o assunto, porque QUER passar no concurso.

Vamos dar um exemplo para ficar mais claro.

Suponhamos que você esteja debruçado sobre a Lei 8.666/93, a lei de licitações.

“Nossa professor! É horrível estudar essa lei cheia de pegadinhas, ninguém merece!” rs

Pronto, a produtividade das suas horas de estudo já foi por água abaixo. Duas, três horas tentando (de má vontade) decorar uma lei, para ao final reter quase nada.

MAS, imaginemos que você assuma a seguinte atitude mental:

“Eu fui aprovado no meu concurso, entrei em exercício e fui designado para a comissão de licitação do órgão no qual trabalho. Nossa, eu quando estudava para concurso dei só uma decorada da lei porque sempre achei isso muito chato, mas tenho de montar um processo licitatório e vai ser a minha primeira atividade profissional como servidor público. Estou curioso para finalmente ENTENDER como a licitação funciona, pois lutei muito para chegar aqui e quero fazer muito bem feito, quero mostrar que sou competente. Ademais, vai que o chefe gosta do meu trabalho e me convida para exercer uma função comissionada?”

Quanta motivação, quanta vontade de aprender, quanta...curiosidade!

Você ainda tem dúvida de que, QUERENDO aprender, CURIOSO por entender, seu estudo renderá mais e fluirá melhor?

“Papai, o que é isso?”

Xii...Ricardinho, meu filho de dois anos, acabou de entrar aqui no quarto e está com meu estojo na mão.

Tenho que dar uma parada para saciar a curiosidade dele de aprender mais um pouco.

Se desejar informações sobre os cursos de Coaching é só enviar um email para bernardo.barbosa@pontodosconcursos.com.br

Restam ainda algumas poucas vagas para o Coaching para Carreiras Jurídicas que começou esta semana.

No dia 17  de março iniciaremos a 2ª Turma do Coaching para Concursos.                      

Ah, e não se esqueça:

“Se você quer mesmo passar em concurso público, a primeira coisa que tem de fazer é voltar a ser criança!”

Um forte abraço e firme nos estudos!


Comentários

  • 10/03/2014 - Cris
    Um ponto que creio ser importante trabalhar é a postura arrogante, o hábito de menosprezar determinadas matérias (ou porque são chatas ou porque "nessa matéria eu já sou craque"), ou ainda de menosprezar alguns professores ("a metodologia desse cara é chata"; "a aula desse cara me dá sono"). Enfim... acredito na importância da postura de humildade, de sempre acreditar que em cada aula, livro etc. há sempre a possibilidade de agregarmos informações que ainda não temos. Crianças sabem que precisam aprender. Adultos, muitas vezes, não admitem que continuam precisando. :)

    Forte abraço, professor!
  • 09/07/2014 - Prof Bernardo Barbosa
    Querida Cris! Concordo com você. A humildade é importantíssima. Nunca devemos "achar" que sabemos tudo. Só eu sei o quanto aprendo com meus alunos e o quanto sou grato por isso. Forte abraço e sucesso!
  • 09/03/2014 - Raquel
    Acho que em tudo na vida nós temos de ter um pouco de criança porque viver hoje em dia, com tantas adversidades, "tá puxado"! kkkkkkkkk Adoro seus artigos, professor! Obrigada mais uma vez. :)
  • 09/03/2014 - Prof Bernardo Barbosa
    Obrigado Raquel! Fico feliz de estar colaborando na sua caminhada. Não devemos jamais deixar morrer a criança que existe dentro de nós.
    Firme nos estudos!
  • 09/03/2014 - Elton
    Muito bom o texto professor. Hoje mesmo vivi isso ao ler a aula sobre Planejamento de Segurança, nunca gostei de Administração Pública e o conteúdo de hoje tem tudo a ver com essa "interessante" matéria. Não li com a vontade de aprender de uma criança, resultado: estudei apenas 40 minutos, estava decidido a fazer 1H30 min., desisti, pulei pra outra. Abraço.
  • 09/03/2014 - Prof Bernardo Barbosa
    Olá Elton! Daí a importância de, antes de cumprirmos nossas tarefas, adotarmos uma atitude mental favorável! Nosso pensamento tem de ir antes aonde queremos chegar. Forte abraço!
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