Prof. Bernardo Barbosa

14/11/2013 | 15:54
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Quem estuda mais ou menos...vive mais ou menos.

Olá amigos do Ponto!



Semana passada viajei para a Bahia de férias, e enquanto pegava um sol na Praia do Forte, estava pensando em...concursos públicos!



“Ha...deixa de brincadeira professor! De férias pensando em concursos???”



É verdade!



De fato, eu estava pensando em quantos momentos como aquele eu tive de abrir mão enquanto estava me preparando para meu concurso de Delegado Federal e como tomei a decisão certa em ter adotado essa postura.



A rotina de concurseiro é muito estressante: livros e mais livros, apostilas, aulas, milhares de exercícios, “atenção com a lei nova que acabou de ser publicada!”, “você leu o último informativo??? agora o STF mudou o entendimento!”. E por aí vai...



E o paradoxo é que, mesmo estressados, cansados, a última coisa que pensamos em fazer é justamente...relaxar!



“Como?...ficar uma semana na praia com esse mundo de matéria para estudar?”



“Viajar com a família no Natal? Nem pensar! O edital está para sair”



“Mãe, avisa ao meu primo que não vai dar para ir ao casamento dele. Faltam apenas duas semanas para a prova”.



A possibilidade de abrir mão de horas de estudo em função do lazer ou festas familiares é acompanhada de um enorme sentimento de culpa: “Já pensou, e se eu for à festa e ficar por uma questão? Vai que se eu tivesse ficado estudando teria acertado?”.



E nessa toada vamos abrindo mão de momentos e eventos...



Comigo não foi diferente.



Minha esposa não foi na minha festa de formatura em Direito na UERJ porque teria prova no dia seguinte. E a nossa lua de mel foi postergada mais de um ano em razão da prova de DPF ter sido marcada para cerca de um mês após o casamento...rs.



Entretanto meus amigos, mais importante do que fazermos esse tipo de sacrifício é, com toda sinceridade, fazermos a seguinte autocrítica: eu estou fazendo esse sacrifício (de abdicar de festas familiares e momentos de lazer) valer a pena???



Sim, porque a condição para passarmos em um concurso público é dominarmos as matérias do edital, e para tanto temos de nos dedicar várias e preciosas horas aos estudos, de forma consistente, focada e planejada.



Você pode até, conforme a sua fé, fazer alguma promessa de parar de comer doces, de fumar, de beber, ou mesmo ajudar uma instituição de caridade, caso passe na prova. Isso também ajuda. Mas esse sacrifício todo sem a “simpatia” do estudo dedicado, não é suficiente para passar na prova.



E é aqui que uma armadilha muito comum termina por aprisionar boa parte dos concurseiros: passam a confundir o sacrifício das horas de lazer com a excelência do rendimento dos estudos, como se houvesse uma correlação direta e imediata entre um e outra.



Só que, por não estarem focados NO QUE realmente devem fazer e COMO devem fazer (estudar), abrem mão do carnaval na praia para ficar em casa “estudando”. Mas, na verdade, após algumas poucas horas de estudo (sem muita concentração nem disposição), terminam indo para a televisão assistir ao desfile das escolas de samba, aos trios elétricos em Salvador, aos bailes de carnaval, ou mesmo a um filme (pois nem todo mundo curte carnaval).



E a cada dispersão das escolas de samba, horas preciosas também vão se esvaindo e...provavelmente, no próximo carnaval lá estará o nosso amigo novamente, ainda “estudando”, sem brincar o carnaval...



Por outro lado, existem aqueles que viajam para curtir o feriado, acreditando que uma pausa é necessária, que o rendimento será melhor depois de um merecido descanso. Mas a CULPA, novamente ela, vai na mala juntamente com o protetor solar, os óculos de sol e até mesmo alguns livros (“vai que dá para estudar um pouco de manhã cedo enquanto o pessoal ainda está dormindo?”).



E aí, em pleno carnaval, o fantasma do “eu deveria ter ficado em casa estudando”, não para de atormentar o nosso amigo concurseiro que, enquanto os outros se divertem, segue abraçado com sua angústia.



Costumo chamar esses dois conhecidos acima de concurseiros NEM-NEM: nem bem estudam e nem bem se divertem.



Essas situações me fazem lembrar um sábado de verão, janeiro ou fevereiro de 2003.



Eu estava fazendo uma turma de exercícios para a prova de DPF em um cursinho do Rio de Janeiro/RJ.



Imaginem a situação: céu lavado, sem uma nuvem. Da janela víamos o porto do Rio com o mar ao fundo. Um calor lá fora de 40 graus.



Eu sentado logo nas primeiras filas superatento na aula. Aí alguém fala assim: “Poxa professor, hoje está o maior sol...não está rendendo. Bem que a aula podia acabar mais cedo para a gente poder ir para a praia”



Aí, o professor, que já tinha notado a minha concentração durante as aulas me pergunta: “Bernardo, você também quer que a aula acabe mais cedo para ir à praia?”.



No que eu respondi: “Não professor...Eu quero é pegar praia no Havaí. E para ter dinheiro para ir ao Havaí, tenho de passar no concurso! Então, vamos estudar!”



A turma toda deu risada e seguimos até às 17:00 respondendo questões!



Ou seja, a minha colega que estava na sala pensando na praia é a típica concurseira NEM-NEM: nem estava aproveitando a aula como deveria em razão de estar desatenta pensando na praia. E nem estava aproveitando o lindo sábado de sol, por achar que “o certo” era estar no cursinho.



Nunca me considerei mais inteligente que nenhum dos meus colegas de cursinho. Era apenas mais um disputando uma vaga, como todos que estão nessa luta. Mas sempre procurei estar 100% focado nos estudos, e adotar técnicas que aumentassem meu rendimento, pois, se era para fazer sacrifícios, os mesmos tinham de ser convertidos em ganho de conhecimento para que eu fosse aprovado o mais rápido possível.



Portanto meus amigos, se optamos por encarar o desafio dos concursos públicos, devemos ter bem claro o seguinte: quem estuda mais ou menos, vive mais ou menos.



E por que digo isso? Porque se não estamos convictos do que desejamos e ficamos reativos a pagar o preço das nossa opção (se preparar para concurso público), prejudicamos o convívio familiar e de amigos (passamos a viver “mais ou menos”), em razão de um estudo superficial, “mais ou menos”, que não vai nos trazer a tão sonhada aprovação.



E, com essa postura mais ou menos, às vezes desperdiçamos meses, e até anos, além de vários momentos maravilhosos que abrimos mão de viver, em prol de um estudo disperso, sem concentração, que não nos levará a lugar nenhum...



Mas não é isso que merecemos. Merecemos viver em abundância, com alegria e podendo proporcionar e desfrutar de momentos maravilhosos com a nossa família e amigos.



É claro que ninguém estuda PARA passar em concursos, mas sim ATÉ passar no concurso. A aprovação é evento futuro e incerto.



MAS, se você fez essa opção de se preparar para concursos públicos, estude intensamente, estude com vontade, estude de forma correta, compromissada, focada, faça render os seus estudos para que os sacrifícios (que são necessários, mas passageiros), não se estendam por mais tempo do que deveriam.



E então, após tomar posse no cargo almejado, ao estar com sua família curtindo uma praia você dirá: “Valeu cada minuto de sacrfício! Obrigado, meu Deus.”



Nunca se esqueça: O sofrimento é passageiro, ver seu o nome na lista dos aprovados é para sempre!



E se você está precisando de uma força para dar um up grade nos seus estudos, e procurar um maior rendimento através da adoção de organização de horários, técnicas de estudo eficientes, além de um acompanhamento constante quanto à motivação e atingimento de metas, gostaria de informar que, atendendo a emails que estamos recebendo, estamos abrindo as inscrições para o Coaching para Concursos, com duração de 3 meses.



Não importa qual é o seu concurso alvo.  Ou mesmo se você ainda não tem um concurso alvo.



Neste Coaching iremos adotar uma metodologia fundamental, básica, que pode ser adaptada a qualquer edital (inclusive auxiliando o aluno a escolher uma área alvo de concursos). O objetivo é dotá-lo de ferramentas e disciplina capazes de alavancar o rendimento do aluno de forma a que ele possa prosseguir por conta própria ao final do curso.



Convido você a dar uma lida na aula demonstrativa já disponível no site.



 https://www.pontodosconcursos.com.br/cursos/produtos_descricao.asp?desc=n&lang=pt_BR&codigo_produto=6970



Um forte abraço e firme nos estudos!



Até a próxima.



Facebook: https://www.facebook.com/bernardo.barbosa.1257


Comentários

  • 15/11/2013 - Luciano Lima
    Olá Bernardo, muito bom o seu artigo. Acho que estou inserido neste grupo do nem-nem, já fiz vários concursos, consegui algumas aprovações mas sempre fora do número de vagas, trabalho pela manhã como professor de matemática e tenho o período da tarde livre, no entanto fico com cuidando dos meus dois filhos (03 anos e 08 anos de idade) durante à tarde enquanto minha esposa chega do trabalho, lendo seu artigo e de outros professores percebo que devemos estar focado e ter planejamento para conseguir o objetivo.
  • 15/11/2013 - Prof Bernardo Barbosa
    Obrigado pelo comentário Luciano. Tenha certeza de que a sua situação (ter de dividir o tempo com o trabalho e a família)é a mesma de muitos concurseiros. Mas peço que não veja isso como um motivo de desânimo! Tenho certeza de que, o que te move a continuar lutando é justamente o objetivo de passar em um bom concurso para poder proporcionar mais qualidade de vida para sua...família! Com organização e disciplina, te asseguro que é possível se concentrar e intensificar os estudos de forma que você possa começar a lograr êxito. Quando você estiver cansado, pensando em parar de estudar, pense na sua família, no quanto ela é importante para você e o quanto você se sentirá realizado em poder dar uma vida ainda melhor a ela. A sua vitória é a vitória da sua família! Um forte abraço e firme nos estudos!
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