Prof. Giancarlo Chelotti

02/09/2013 | 18:38
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SIMULADO MPU ENGENHARIA FLORESTAL nº 2

Olá concurseiros e concurseiras em busca da aprovação no MPU! Hoje trago o segundo simulado da parte específica do cargo de Analista do MPU/Perícia/Engenharia Florestal, que se refere aos itens 2 e 9 da parte específica.



Selecionei dez questões das duas provas mais recentes de florestal aplicadas pelo Cespe: DPF 2013 Perito Criminal Federal – Engenharia Florestal e Banco da Amazônia – Técnico Científico – Engenharia Florestal. Então vamos começar!



 



2º SIMULADO PARA PERITO MPU ENGENHARIA FLORESTAL.



 



Tema: 2 Mecanização e exploração florestal. 2.1 Equipamentos de exploração florestal. 2.2 Exploração de baixo impacto. 2.3 Planejamento da exploração. 2.4 Estradas e ramais de exploração. 2.5 Pátio de estocagem. 2.6 Elaboração de projetos técnicos de exploração florestal.



 



1- Na colheita da madeira, o solo fica exposto e sujeito a ação direta da chuva, com possibilidades de ocorrência de erosão, o que pode ser evitado por meio de uma técnica que consiste na construção de curvas de nível um ano antes da colheita.



 



2- Como técnica de conservação do solo, pode ser utilizado o cultivo mínimo, que consiste em plantio com um número mínimo de árvores por hectare, definido em função do incremento médio anual, consorciado com culturas agrícolas ou gado.



 



3- Danos à floresta remanescente e volume de madeira desperdiçada na colheita são considerados aspectos ambientais quando se trata da aplicação de técnicas de exploração de impacto reduzido.



 



4- No planejamento da exploração de impacto reduzido, a delimitação anual da área de corte, que é uma subdivisão da unidade de trabalho, realiza-se nas atividades pré-exploratórias e deve restringir-se a áreas de 20 ha a 200 ha.



 



5- Na exploração de impacto reduzido, as atividades de exploração incluem corte direcionado das árvores, arraste das toras e movimentação das toras nos pátios de estocagem. Manutenção das trilhas de arraste e pátios de estocagem e medidas de proteção à floresta são exemplos de atividades



pós-exploratórias.



 



Tema: 9 Indústria e tecnologia de madeira. 9.1 Planejamento de serraria. 9.2 Maximização do aproveitamento. 9.3 Utilização de madeira serrada. 9.4 Classificação de madeira. 9.5 Industrialização de madeira laminada, compensada e aglomerada.



 



6- O conhecimento da idade das Árvores e das informações que podem ser inferidas do estudo dos seus anéis de crescimento são de suma importância para o aperfeiçoamento do uso da floresta. Em um anel, distinguem-se normalmente duas partes: lenho inicial (ou primaveril) e lenho tardio (outonal ou estival).



 



Uma serraria, ao processar mensalmente 100 toras de eucalipto com umidade máxima e valores médios de 1 m de diâmetro e 4 m de comprimento e fator de forma igual a 1, produz 157 m3 de pecas, como caibros, ripas e tabuas. Os 50 m3 de resíduos são carbonizados em forno de alvenaria cilíndrico parabólico, que resultam em 6,25 toneladas de carvão vegetal.



Com base nessa situação hipotética e em aspectos a ela relacionados, julgue os itens a seguir, considerando 3,14 como valor aproximado para π.



 



7- O rendimento volumétrico em carvão vegetal, que e obtido por meio da razão entre o volume de madeira sólida, em m3, e o volume de carvão, em MDC (metro de carvão), e menor que 1,2 st/MDC.



 



8- O volume de toras processadas diariamente pela serraria, estimado pelo volume Francon, e maior que o volume estimado pelo método de Huber.



 



9- Considerando-se o volume total estimado de toras pelo método de Huber, e correto afirmar que o rendimento volumétrico diário da serraria e superior a 50%.



 



10- O processamento de toras de coníferas em serraria propicia maior rendimento volumétrico em comparação ao de toras de folhosas, diferença que se justifica pelo fato de aquelas terem troncos mais cilíndricos.



 



E aí? Gabaritou? Vamos às respostas:



 



1- A primeira parte da questão está correta, a colheita expõe o solo que fica sujeito à erosão, uma das formas de combate é a construção de curvas de nível. Contudo essa construção deve ser realizada antes do PLANTIO e não da colheita. É impossível construir curvas de nível coma floresta já estabelecida.



GABARITO: E



 



2- O cultivo mínimo realmente é uma técnica de conservação de solo, contudo não tem nada a ver com a quantidade de arvoes que se planta ou com o incremento anual e sim com as técnicas de plantio, sendo aqueles que menos alteram a cobertura do solo.



GABARITO: E



 



3- Os danos à floresta remanescente realmente são considerados aspectos ambientais na operação de exploração de impacto reduzido. Contudo o volume da madeira desperdiçada é um aspecto econômico, não ambiental



GABARITO: E



 



4- A questão inverteu os conceitos. Vamos ver os conceitos de Unidade de Produção Anual e Unidade de Trabalho:



Unidade de Produção Anual (UPA): subdivisão da Área de Manejo Florestal, destinada a ser explorada em um ano;



Unidade de Trabalho (UT): subdivisão operacional da Unidade de Produção Anual



A UT que é subdivisão da UPA e não o contrário. A UT normalmente possui tamanhos de 20 a 200ha, dependendo do tipo de colheita a ser realizada. Já o tamanho da UPA vai depender do ciclo de corte da área de manejo, da intensidade de corte e dos objetivos do manejo, sendo, em geral, maiores que 200ha.



GABARITO: E



 



5- Perfeito! A questão sintetizou corretamente as atividades de uma colheita de baixo impacto e as atividades pós-exploratórias.



GABARITO: C



 



6- Apesar dos anéis de crescimento não serem visíveis em diversas árvores eles são sim uma importante ferramenta para o estudo da idade das árvores e, consequentemente, da utilização da florestal. O anel se divide em duas partes: inicial e tardio.



GABARITO: C



 



7- O rendimento em carvão não é calculado pelo volume de madeira sólida e sim pelo volume em metro estéril (st). Só por aí já sabemos que a questão está incorreta. Nem precisamos calcular o rendimento. Até porque seria difícil calcular o volume de carvão sem sabermos a densidade do carvão gerado.



GABARITO: E



 



8- O Vfrancon é calculado utilizando-se a circunferência da ponta mais fina de uma tora, enquanto o Vhuber utiliza a circunferência na metade do cumprimento da tora. Como em toras cilíndricas as circunferências são idênticas em qualquer parte da tora, os Volumes Francon e Huber são idênticos.



Só a título de curiosidade, teoricamente o Vfrancon sempre será menor que o Vhuber.



GABARITO: E



 



9- Vamos calcular?



Vh= (π.D²/4) x 4 = 3,14 por peça. Como são 100 peças: 314m³



Como o enunciado afirmou que o rendimento é de 157m³. O rendimento é de exatamente 50%.



GABARITO: E



 



10- Realmente a maioria dos autores considera que as toras de coníferas são mais cilíndricas do que as toras de folhosas, dessa forma, quanto mais cilíndrica é a tora, maior será seu rendimento de serraria.



GABARITO: C



 



Respostas:



1- E, 2- E, 3- E, 4- E, 5- C, 6- C, 7- E, 8- E, 9- E, 10- C.



 



E então? Gabaritaram? Espero que sim!



Semana que vem o simulado é sobre o item 3 do edital.



Até lá!



 



Fiquem com Deus!



Fé e foco!



 



Um abraço do Prof. Giancarlo Chelotti


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