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(21/03/2012): Priorizando sonhos




          Algumas pessoas têm dificuldade em definir o que é prioridade nos seus planos de vida e é precisamente aí que muita gente boa e talentosa começa a ficar pra trás. É improvável que consigamos concretizar todos os nossos sonhos: mais cedo ou mais tarde, uns vão ter que ceder em relação aos outros. Quais irão ceder e quais irão prevalecer, só uma hierarquia de priorização pode determinar.

          A frase “Todos os nossos sonhos serão verdade” pode até soar bem na musiquinha de fim de ano da Rede Globo, mas, na prática, é quase uma utopia. No dia-a-dia, necessitamos priorizar. Quais os sonhos que têm mais urgência? Quais os que podem esperar mais um pouco na geladeira? Quais exigirão mais esforço e tenacidade? É uma questão de ordem no planejamento. Ou priorizamos e escolhemos correr atrás dos sonhos que nos são mais caros, ou corremos o sério risco de não realizar nenhum.

          No entanto, atente-se, não realizar todos os sonhos não implica a impossibilidade de atingir o topo da pirâmide de Maslow, a tão perseguida auto-realização. Muito pelo contrário. Ao escalar prioridades, necessariamente definimos o caminho mais curto, o atalho mais eficaz para a auto-realização. Ao deixar de fazê-lo, decidimos pelo caminho mais extenso, mais burocrático e que, não raras vezes, sobretudo pela brevidade da nossa existência, inviabiliza a chegada.

          É como no Planejamento Estratégico de uma grande organização: todos possuímos uma visão e uma missão individual, além de valores subjacentes e objetivos a serem cumpridos. O problema é que nem sempre esses objetivos estão explícitos e, mesmo quando estão, muitas vezes aparecem em escala de prioridade invertida em relação à nossa missão. Por isso, não há terceira alternativa: ou priorizamos, ou ficaremos à mercê das circunstâncias e do tempo.

          Se você quer passar num bom concurso e, no entanto, costuma protelar os estudos, não quer abrir mão de momentos de lazer e não tem um planejamento sério, alguma coisa está errada. Das duas uma: ou você está invertendo suas prioridades, ou definitivamente está equivocado quanto ao seu objetivo. Talvez tenha escolhido fazer concurso por pressão familiar, dificuldades financeiras, busca por um status, entre outras razões, mas de fato não se identifica com isso. Ou, então, você realmente quer isso e não está respondendo à altura dos seus desejos. De todo jeito, aqui, o diagnóstico é um só: auto-engano, o primeiro ingrediente no caldeirão do fracasso.

          Alguém já disse que, quando a responsabilidade é assumida, ela torna-se prioridade. Priorizar é palavra mágica, milagrosa. Representa economia de esforços e recursos, além de garantir o foco e a concentração necessários naquilo que realmente importa. Se é que, realmente, importa!



Bons estudos,

Marchezan



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