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| Carolina Teixeira - Carolina Teixeira | imprimir |
(02/04/2012): As simples razões pelas quais eu amo trabalhar na Câmara! |
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Boa noite!
Há algumas semanas, saiu edital para o preenchimento de 34 vagas na Câmara dos Deputados, distribuídas entre os cargos de arquiteto, engenheiro e técnico de material e patrimônio (este último exige formação em qualquer área).
Eu, como se sabe, trabalho na Câmara e o meu objetivo, aqui, é tentar mostrar a você que, lá, é um excelente lugar para se trabalhar! Bom, eu trabalho na área legislativa e, por essa razão, não posso falar sobre a natureza do trabalho em si nestes cargos contemplados pelo edital. Tenho recebido muitos emails perguntando como é o trabalho, a jornada de trabalho dentro dessas áreas específicas, a possibilidade de se conseguir funções... Eu vou me reservar o direito de não falar sobre esses aspectos, pelo simples fato de que eu não sei – a Câmara é um órgão gigante e, por isso, esses fatores diferem muito de um lugar para outro.
Quando sair concurso para a área legislativa, aí sim eu posso escrever um texto enorme (maior do que esse, se é que isso é possível!) sobre a natureza do trabalho, sobre como a Câmara te faz se sentir útil, sobre a possibilidade de funções na Casa... Mas, por ora, isso não é possível, porque eu desconheço a natureza do trabalho nessas áreas específicas. Ok?!
Portanto, vou falar um pouco sobre aquilo que eu sei: alguns dos benefícios e vantagens de se trabalhar na Casa, independente da área em que se atue. Vou tentar abordar aspectos que as pessoas não levam em consideração na hora da escolha do concurso que irão prestar, mas que, no dia-a-dia, fazem profunda diferença na qualidade de vida. Vamos lá?
1) Serviço médico
O serviço médico da Câmara é, para mim, sem exageros, o melhor do país! Além de contarmos com o plano de saúde da Caixa Econômica, que é excelente, temos um serviço médico localizado lá, que tem praticamente tudo de que você vai precisar durante a vida.
Sério mesmo, lá, nos anexos da Câmara, você tem todo tipo de médico que imaginar, como oftomologista, psiquiatra, ginecologista, ortopedista, otorrinolaringologista, enfim, praticamente tudo! Para fazer exames, você também não precisa sair do seu local de trabalho: todo tipo de raio X, tomografias, ecografia, endoscopia, entre muitos outros.
O serviço médico também conta com o apoio de psicólogos, de nutricionistas e de fisioterapeutas. E ainda tem programas muito bacanas, como os de apoio à gestante, controle de peso, contra o cigarro, de assistência aos diabéticos.
E, para completar o pacote, vários dos médicos do nosso serviço médico são considerados os melhores de Brasília. Para você ter uma ideia, tenho amigas que pagam R$ 300 ou R$ 400 para serem atendidas por médicos que, nós, da Câmara, temos a alguns metros de distância.
2) Recessos e férias
Tradicionalmente, temos direito a dois recessos de uma semana cada por ano: uma semana em julho e outra semana em dezembro, no final do ano. Estes recessos não são certos e, basicamente, dependem da vontade do Presidente da Casa em exercício – é bom que isso fique claro.
Mas, quase sempre, ocorrem. Funciona assim: na segunda quinzena do mês de julho (se, obviamente, a LDO tiver sido aprovada), as equipes de dividem. Metade das pessoas de uma seção tira o recesso na penúltima semana de julho; a outra metade, na última. Nas duas últimas semanas de dezembro, o sistema é exatamente o mesmo.
E, ainda, há outra vantagem: se você tirar férias nas duas semanas do recesso de julho, por exemplo, tem o seu recesso (de 5 dias), assegurado, para utilizar em qualquer tempo, até o próximo recesso. Legal, né?
As férias na Câmara são iguais às férias em qualquer órgão do serviço público federal: 30 dias, divididas em até 3 períodos. A grande vantagem, para mim, é que, lá, você pode dividir os períodos na maneira que lhe convier. Por exemplo, quando eu trabalhava no Supremo Tribunal Federal, eu só podia tirar férias em períodos de, no mínimo, de 10 dias.
Na Câmara, você pode tirar um dia de férias se estiver, imagine só, precisando de algum dinheiro. Isso porque, segundo a Lei nº 8.112, você tem direito a receber um terço de férias no gozo do primeiro período delas (isso direito é assegurado a qualquer servidor público federal, que isso fique claro!). Então, muita gente faz isso: ainda que não vá viajar ou não tenha compromisso, tira um dia de férias e recebe o terço de férias. A desvantagem é que, com isso, você só poderá dividir os seus 29 dias restantes em dois períodos (porque, afinal, já gastou um período dos três possíveis).
3) Estacionamento e alimentação
Outra vantagem que eu vejo na Câmara é que sempre há estacionamento. Isso pode parecer irrelevante à primeira vista, mas, na rotina diária, faz muita diferença. Na Esplanada dos Ministérios, a garantia de estacionamento é uma raridade!
Funciona assim: ao lado da Procuradoria Geral da República, há um estacionamento imenso, que abriga carros que vão para a própria PGR, para o STF e para a Câmara. Lá, é certo: sempre há vaga. Acontece que - como você, que é de Brasília e conhece a região, deve ter percebido - o estacionamento é um pouco longe da Câmara, especialmente para quem está de roupa social (uns 10 min a pé).
Para evitar esse incômodo, a Câmara disponibiliza vans (que recebem o carinhoso nome de Economildo) que saem do estacionamento e levam até à porta do anexo. Então, você não precisa caminhar e tem a garantia de que seu carro está devidamente estacionado, com segurança, sem risco de multa.
É claro que, em dias cheios na Casa, como terça e quarta, há muita gente esperando as vãs e, por isso, forma-se uma fila, mas, convenhamos, não há mal algum nisso, né? E, se você virar chefe, então o estacionamento é quase um salário indireto (rs): privativo, na porta do seu anexo. Maravilha, né?
A alimentação na Câmara é a melhor de que eu já ouvi falar, no serviço público. Existem muitos restaurantes (quase todo o pessoal daquela região da Esplanada almoça na Câmara), com opções variadas. Para você ter uma ideia, às 16hs, há um café colonial, em que você pode encontrar praticamente de tudo: desde caldos, pães, frios, pizzas, salgados, doces.
E, “à la carte”, você encontra de tudo, inclusive opções super saudáveis, como açaí, misto quente light (com queijo minas e peito de peru!), omeletes (feitos só com claro de ovo!), salgados de massa integral e ricota... Enfim, eu, particularmente, acho as opções de alimentação na Câmara excelentes.
4) Treinamento dos servidores
A Câmara possui um Centro de Formação (Cefor) muito bem estruturado, que, além de oferecer uma série de cursos, oferece, aos servidores, pós-graduação na área legislativa.
Eu, inclusive, faço uma, em Política e Representação Parlamentar. A pós oferece algumas boas vantagens: é realizada durante o horário do expediente, sem custo para os servidores da Casa e, o melhor, na área em que você trabalha! Os professores são os próprios servidores da Câmara e, assim, você estabelece uma rede de contatos cada vez maior. Muito bacana, né?
O próximo projeto do Cefor é espetacular: um mestrado em Poder Legislativo, que está sendo analisado pelo MEC. Será o primeiro mestrado a ser ministrado por um Parlamento no mundo! Imagine você ter a oportunidade de fazer um mestrado no seu horário de trabalho, sem custo e que tenha tudo a ver com o seu trabalho?!
5) Últimas observações
Há outros serviços de que dispomos na própria Câmara: Correios, duas agências do Banco do Brasil, agências de todas as companhias aéreas e, também, um salão de beleza.
Eu, pessoalmente, acho maravilhoso trabalhar na Câmara. Estar no centro das decisões do país é realmente muito interessante! Eu, apaixonada pelas coisas como sou, tenho plena consciência de que, com esse texto, fiz você imaginar que a Câmara é a sétima maravilha do mundo. Mas, cá entre nós, eu acho isso mesmo!
Tenho até alguns colegas que eu acredito não saberem usufruir de tudo que a Casa oferece. Reclamam de, às vezes, ter de enfrentar fila no Economildo (a van de que falei acima), de, nem sempre, conseguir vaga nos médicos de sua preferência... Mas, convenhamos, se você quer se consultar com um dos melhores médicos de Brasília naquela especialidade, todo mundo também o quer, não é?
Sei que, para algumas pessoas, as razões aqui expostas podem ter parecido bobas, mas, para mim, são muito importantes, se você considerar que vai fazer carreira no órgão por toda a vida. É claro que, na hora de escolher um concurso, você deve escolhê-lo com base no trabalho que vai exercer, mas, se você precisa de alguns empurrõezinhos a mais, acho que esses fatores acabam contando.
Desejo a você toda a sorte do mundo nesse concurso da Câmara. Quando passar, me procure lá que fazemos um lanche (saudável!) juntos. Combinado?
Que Deus te abençoe.
Um abraço e força na peruca,
Carol.
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